«Vou
lançar no Verão uma nova gama, utilizando a meloa e o limão tangerino
de Santa Maria. O sabonete vai incorporar os dois», adiantou Gabriela
Barata, que começou há dois anos a produzir cosmética natural a partir
de produtos marienses como passatempo.
A artesã, que é professora de educação física e massagista em Santa
Maria, dispõe já de uma gama de sete sabonetes caseiros diferentes, que
são vendidos numa loja em Vila do Porto, em feiras e através de
encomendas na rede social Facebook.
Apesar de ainda não ter testado «o próximo desafio», Gabriela Barata
revelou que já comprou óleos essenciais de limão e meloa, tendo
congelado, entretanto, o sumo da meloa de Santa Maria e do limão deste
Verão, para quando chegar a altura ter todos os ingredientes
necessários.
A meloa de Santa Maria foi oficialmente reconhecida como produto de
Identificação Geográfica Protegida (IGP) em setembro, tornando-se a
sexta certificação desta natureza a ser obtida para produtos
agroalimentares dos Açores.
Por ano, a artesã tem capacidade para produzir cerca de 300 sabonetes,
sendo o fabrico totalmente caseiro e feito individualmente.
«De glicerina tenho quatro (sabonetes). Utilizo mel, pedra pomos, argila
e aloe vera de Santa Maria. Agora estou a iniciar uma nova gama, que
são os de azeite», afirmou Gabriela Barata, acrescentando que o fabrico
destes últimos «é mais complicado», pois implica «uma reacção química
com soda cáustica e esperar um mês para que fique curado».
Gabriela Barata, que também produz cremes, sais de banho e óleos de
massagens, adiantou que com todos estes produtos naturais não visa «o
lucro pelo lucro», mas sim contribuir para divulgar e promover a ilha de
Santa Maria, onde escolheu viver.
«Não sou de cá, mas já me sinto filha adoptiva. Foi essa a ideia quando
vim viver para Santa Maria por opção. Foi ajudar com os meus
conhecimentos e trabalho e tem sido essa a minha meta», disse a artesã,
que cresceu num meio ligado à cosmética, já que o pai era farmacêutico.
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