A dieta mediterrânica, também portuguesa, foi ontem reconhecida pela UNESC.
Ao
fim de cerca de cinco segundos, alguém responde do outro lado da linha.
Fala- -nos do Azerbaijão. Jorge Queiroz, director do Museu Municipal de
Tavira e um dos envolvidos na candidatura, conta-nos que está na
altura de festejar. "Mas isso é só um pormenor", arrepia caminho.
"O que importa é a inscrição da dieta no Património da Humanidade."
Falamos, mais precisamente, do Património Imaterial da Humanidade, uma classificação de que a dieta mediterrânica se pode orgulhar desde ontem. A decisão foi tomada em Baku (Azerbaijão) durante um comité da UNESCO. Ao lado de Portugal e juntos nesta inscrição estão Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos.
Jorge explica-nos que, tal como a pequena cidade de Tavira, outras pequenas regiões representaram a herança gastronómica do seu país, cada uma com menos de 50 mil habitantes. Há dois anos e meio que o director trabalhava na candidatura da dieta mediterrânica, que foi aceite em Março de 2012. No grupo de trabalho estava ainda Jorge Botelho, presidente da autarquia de Tavira, e ainda uma comissão nacional. Sem esquecer, claro, os restantes países.
Os cereais, o vinho e o azeite constituem o tronco comum da dieta, produtos que todos estes países partilham. É a chamada trilogia dos alimentos sagrados, conta-nos. Tem tudo a ver com a história:
"Os povos mediterrânicos, antes da sedentarização, tinham problemas com os alimentos, períodos de fome. Com a agricultura e os excedentes que começaram a armazenar, para ter disponível em tempos de frio, criaram-se possibilidades."
Em Portugal destacam-se as sopas, as comidas de Verão, frias como as saladas, e até as grandes sardinhadas. "Somos o maior consumidor mundial de peixe, a seguir ao Japão e à Islândia", confirma. E a comida leva-nos directamente a outras paragens: "A vinha, os olivais, os nossos campos, também estão muito ligados à tradição. E algumas dessas paisagens também foram classificadas pela UNESCO."
Passaram já mais de dois anos desde a última vez que Portugal esteve nas bocas da Organização das Nações Unidas. Nessa altura foi o fado considerado património e todo o meio ganhou outra atenção.
O mesmo pode acontecer com a gastronomia, mais uma atracção em Portugal, parte da identidade do país, recorda Jorge. É que não falamos só de comida: "Também tem um lado muito importante que é o do estilo de vida. O termo 'dieta' vem do grego 'daiata', que significa modo de vida. O modelo de alimentação não explica este lado importante. A maneira como convivemos uns com os outros, como partilhamos a mesa, as festividades que Portugal tem. A inscrição pode dar ainda maior importância a estas festas tradicionais."
"O que importa é a inscrição da dieta no Património da Humanidade."
Falamos, mais precisamente, do Património Imaterial da Humanidade, uma classificação de que a dieta mediterrânica se pode orgulhar desde ontem. A decisão foi tomada em Baku (Azerbaijão) durante um comité da UNESCO. Ao lado de Portugal e juntos nesta inscrição estão Chipre, Croácia, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos.
Jorge explica-nos que, tal como a pequena cidade de Tavira, outras pequenas regiões representaram a herança gastronómica do seu país, cada uma com menos de 50 mil habitantes. Há dois anos e meio que o director trabalhava na candidatura da dieta mediterrânica, que foi aceite em Março de 2012. No grupo de trabalho estava ainda Jorge Botelho, presidente da autarquia de Tavira, e ainda uma comissão nacional. Sem esquecer, claro, os restantes países.
Os cereais, o vinho e o azeite constituem o tronco comum da dieta, produtos que todos estes países partilham. É a chamada trilogia dos alimentos sagrados, conta-nos. Tem tudo a ver com a história:
"Os povos mediterrânicos, antes da sedentarização, tinham problemas com os alimentos, períodos de fome. Com a agricultura e os excedentes que começaram a armazenar, para ter disponível em tempos de frio, criaram-se possibilidades."
Em Portugal destacam-se as sopas, as comidas de Verão, frias como as saladas, e até as grandes sardinhadas. "Somos o maior consumidor mundial de peixe, a seguir ao Japão e à Islândia", confirma. E a comida leva-nos directamente a outras paragens: "A vinha, os olivais, os nossos campos, também estão muito ligados à tradição. E algumas dessas paisagens também foram classificadas pela UNESCO."
Passaram já mais de dois anos desde a última vez que Portugal esteve nas bocas da Organização das Nações Unidas. Nessa altura foi o fado considerado património e todo o meio ganhou outra atenção.
O mesmo pode acontecer com a gastronomia, mais uma atracção em Portugal, parte da identidade do país, recorda Jorge. É que não falamos só de comida: "Também tem um lado muito importante que é o do estilo de vida. O termo 'dieta' vem do grego 'daiata', que significa modo de vida. O modelo de alimentação não explica este lado importante. A maneira como convivemos uns com os outros, como partilhamos a mesa, as festividades que Portugal tem. A inscrição pode dar ainda maior importância a estas festas tradicionais."
Fonte: ionline
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