Em 2011 a Pescanova tinha declarado perdas de 260,1 milhões de euros e um património líquido de 790,7 milhões de euros
O
conselho de administração da espanhola Pescanova decide hoje a proposta
de reestruturação para evitar a liquidação da empresa com sede na
Galiza e uma das suas maiores unidades em Mira.
Fontes próximas da empresa indicam que das várias ofertas de injeção
de capital e de reestruturação a que parece suscitar mais apoio é
apresentada pela Damm, principal acionista da Pescanova, e pelos fundos
Luxempart e KKR (também presentes no capital da firma).
Na reunião de hoje nem os representantes da Damm nem da Luxempart
estarão presentes, cabendo a decisão aos quatro conselheiros
independentes e à Deloitte, empresa responsável pela administração na
fase de pré-concurso de credores.
Fontes explicam que a oferta prevê a injeção de 250 milhões de euros para que o consórcio assuma o controlo de 51% da empresa.
Em causa está um consórcio liderado pelo presidente da Damm, Demetrio
Carceller, junto aos fundos Luxempart, KKR e Ergon Capital Partners.
A banca credora pretende capitalização a dívida (convertê-la em
ações) para assumir o controlo dos 49% restantes, numa operação que, a
avançar, valeria 240 milhões de euros e representaria um ‘haircut’ na
dívida de 60%.
Já a oferta liderada pela Damm pretende um corte de 80% no passivo de
mais de 3.600 milhões de euros o que implicaria ‘perdoar’ 2.900 milhões
de euros.
O encontro de hoje decorre 24 horas depois de serem publicadas as
contas da empresa referentes a 2012, onde se destacam as perdas de 791,4
milhões de euros e um buraco patrimonial de 1.487 milhões de euros.
Em 2011 a Pescanova tinha declarado perdas de 260,1 milhões de euros e um património líquido de 790,7 milhões de euros.
Fonte: ionline
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