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domingo, 6 de abril de 2014

Produção de cereais deve subir 1,5% este ano na União Europeia

As últimas estimativas publicadas pelo COPA-COGECA, no dia 28 de Março, na sequência da reunião do grupo de trabalho de cereais, apontam para um aumento na produção europeia de cereais para este ano, de 1,5%, isto mesmo com a incerteza da área total que vai ser semeada de milho.

As organizações agrícolas do COPA-COGECA estimam a produção de trigo em 136 milhões de toneladas, ou seja, mais 27%, enquanto a de cevada deve baixar 0,4%, para os 58,6 milhões de toneladas.

Vários países referiram um Inverno com temperaturas muito amenas, que contribuiu para um bom desenvolvimento das culturas, não tendo as inundações no Reino Unido tido qualquer aspecto negativo. O problema reside nos países bálticos, que sofreram perdas devido ao gelo, tendo recorrido a sementeiras de Primavera para as compensar, com custos acrescidos para os agricultores.

No que diz respeito às oleaginosas, as perspectivas também são optimistas, com um aumento da área semeada de 2,2%. A produção de colza, que teve um aumento de área cultivada de 1,7%, deve situar-se nos 21 milhões de toneladas.


Fonte: Agroinfo

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Silopor descarrega 50% dos cereais do País e está para fechar há 14 anos

A Silopor – empresa portuária portuguesa de descarga e armazenagem de graneis sólidos alimentares que descarrega 50% dos cereais que se consomem no País – viu a sua dissolução decretada pelo Governo de Guterres no ano 2000, por não ter fundos para pagar à EPAC – Empresa pública de abastecimento de cereais – pelos ativos que passou a gerir. Depois de anos ‘para trás e para a frente’, foi aprovado no Orçamento do Estado para 2014 a conclusão do concurso para a sua concessão.

A empresa pública está desde o ano 2000 à espera de fechar por não conseguir pagar dívidas, conta o Público. Só neste ano o Governo assinou o despacho que permite a sua adjudicação provisória à ETE, que venceu o concurso em 2011.

Depois de em 1986 ter nascido a Silopor, herdando os terminais portuários da Trafaria, Leixões e Beato, por cisão da EPAC – que tinha o monopólio do abastecimento de cereais, no ano seguinte o diploma inicial é alterado com o intuito de que o valor das infraestruturas que passam para a nova empresa constituiu dívida da sociedade.

A Silopor nunca teve fundos para pagar essa dívida, que em 2000 chegou aos 163 milhões de euros.

O Governo de Guterres tentou conceder-lhe um aval de 149,6 milhões de euros, mas Bruxelas não autorizou, o que levou a que o Executivo decretasse a sua dissolução, decidindo-se a concessão da Silopor.

Porém, depois de criadas duas comissões  e de a Sogestão ter vencido o concurso, foram surgindo várias contestações em tribunal por parte dos outros interessados, o que arrastou a situação até agora.

No Orçamento do Estado para 2014 foi incluída a conclusão do concurso para a concessão da Silopor e o Governo já assinou o despacho que permite a adjudicação provisória à ETE. A Autoridade da Concorrência e o Tribunal de Contas ainda vão dar o seu parecer.