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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

DGS desvaloriza perigo do vírus de gripe aviária detectado no Alentejo

Caso detectado numa propriedade em Mértola levou Hong Kong a proibir a importação de carne de aves portuguesa.

O director-geral da Saúde desvalorizou nesta quinta-feira o caso do vírus de gripe aviária detectado em Novembro numa propriedade em Mértola, que levou Hong Kong a proibir a importação de carne de aves portuguesa, garantindo ser pouco perigoso. Ministério da Agricultura assegura que se trata de "um único caso numa única galinha", também desvaloriza a situação e garante segurança para a saúde.
Em declarações à agência Lusa, a propósito da manchete de hoje do Jornal de Notícias que adianta que foi detectado um caso de gripe aviária numa capoeira doméstica no Alentejo, Francisco George disse que o vírus circula em aves e é de baixa patogenicidade em aves.
"É um vírus que circula em aves. Em relação aos seres humanos não há nenhum sinal de infecção em Portugal com este subtipo de vírus (H7)", salientou.

Francisco George explicou à Lusa que o vírus foi detectado pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária numa pequena exploração isolada, de tipo familiar, no Alentejo.

"Estamos a falar de um problema que foi identificado pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, tendo sido adoptadas todas as medidas no que respeita à protecção dos que lidaram de perto com a exploração", disse, acrescentando que todas as pessoas que lidaram com as aves da exploração estão sob vigilância médica.

Fonte do gabinete da ministra Assunção Cristas confirmou ter sido detectado, durante um controlo efetuado no âmbito do Programa de Vigilância de Gripe Aviária a 28 de Novembro, um caso de gripe aviária, mais concretamente, o vírus H7, numa propriedade em Mértola.

"No âmbito do programa foram efetuadas análises laboratoriais que confirmaram tratar-se de gripe aviária, o que levou Portugal a dar o alerta à Organização Mundial de Saúde Animal e à Comissão Europeia", adiantou a mesma fonte.

De acordo com a fonte do Ministério da Agricultura, a estirpe encontrada é de baixa patogenicidade mas, por prevenção, as 63 aves da propriedade em Mértola foram incineradas e foi estabelecido um perímetro de restrição de um quilómetro em torno da zona afectada.

Garantia de segurança
Em conferência de imprensa, o secretário de Estado da Alimentação garantiu também esta quinta-feira que foram tomadas todas as medidas de segurança para a saúde relativamente ao vírus de gripe aviária detectado em Novembro numa propriedade em Mértola, mas desvalorizou o caso. "Foram tomadas todas as providências em termos de segurança para a saúde", afirmou Nuno Vieira e Brito .

De acordo com o secretário de Estado, as medidas de segurança abarcaram uma área de um quilómetro em redor da propriedade onde foi detectado o caso, em Mértola. Ainda assim, Nuno Vieira e Brito desvalorizou a situação, referindo tratar-se de "um único caso numa única galinha, numa unidade familiar em Mértola" e disse que a confirmação da análise do Laboratório Europeu deverá chegar "daqui a duas semanas".

O Jornal de Notícias adianta que este caso de gripe aviária numa capoeira doméstica no Alentejo levou Hong Kong a proibir a importação de carne portuguesa recordando que Portugal exportou 120 toneladas de aves para Hong Kong em dez meses.

O caso foi detectado durante um controlo efectuado no âmbito do Programa de Vigilância de Gripe Aviária a 28 de Novembro, adiantou fonte do gabinete do ministério da Agricultura, explicando que o alerta foi dado à Organização Mundial de Saúde Animal e à Comissão Europeia por precaução. Há cinco anos que não era detectado o vírus da gripe das aves em Portugal, refere o JN.

Fonte: Publico

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DGS vai criar norma nacional sobre preparação de leite em pó para bebés




Bárbara Menezes disse ainda que todas as instituições, como hospitais ou creches, devem definir orientações escritas para a preparação de fórmulas infantis, que devem estar expostas e visíveis
 

A Direção-geral da Saúde (DGS) revelou hoje que está a criar uma norma nacional com orientações sobre a preparação do leite em pó para bebés, dirigida a profissionais de saúde, pais e instituições.

Bárbara Menezes, da divisão de saúde infantil e juvenil da DGS, disse hoje num seminário em Lisboa que está a ser elaborada uma norma com regras e instruções para preparar e manusear leite em pó para lactentes, frisando que estes produtos não são estéreis e podem conter microorganismos patogénicos. 
 
Enquanto esta norma não está criada, Bárbara Menezes lembrou que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o leite em pó para bebés seja preparado com água a pelo menos 70 graus, precisamente porque as fórmulas não são estéreis. 
 
A responsável adiantou ainda que a água engarrafada também não é estéril, daí o conselho para que os leites sejam preparados com água fervida e que todos os equipamentos envolvidos na preparação sejam esterilizados. 
 
Bárbara Menezes disse ainda que todas as instituições, como hospitais ou creches, devem definir orientações escritas para a preparação de fórmulas infantis, que devem estar expostas e visíveis.

Érica Lopes, enfermeira e organizadora do seminário, que decorre hoje em Lisboa, considera que este tema dos leites artificiais é pouco divulgado em Portugal, mesmo entre os profissionais de saúde.

Numa orientação disponível no seu site, a OMS avisa que os processos de fabrico dos leites em pó não são estéreis, podendo estas fórmulas ficar contaminadas com duas bactérias: Enterobacter sakazakii e Salmonella entérica. 
 
Segundo uma avaliação de risco realizada pela OMS e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO), em 2006, os leites em pó nunca devem ser preparados com água a uma temperatura inferior a 70 graus. 
 
Apesar disso, alguns fabricantes indicam, nos rótulos dos seus produtos, que o leite pode ser preparado com água a 30 ou a 40 graus. 
 
“Quando se prepara a fórmula com água a menos de 70 graus, a temperatura não é suficiente para inativar por completo” os micro-organismos nocivos, refere a OMS nas suas orientações, recomendando que as instruções dos fabricantes sejam revistas. 
 
Em Portugal, Ricardo Assunção, outro dos organizadores do seminário de hoje, realizou em 2008 um estudo sobre a presença de micro-organismos nas fórmulas de leite na região de Lisboa, tendo confirmado a ideia de que estes leites em pó não são produtos estéreis. 
 
Embora nas amostras analisadas tenha encontrado níveis de contaminação muito reduzidos, detetou também a presença de uma bactéria ambiental que já esteve implicada em surtos associados a cuidados intensivos neonatais. 
 
No final do estudo realizado na Universidade Técnica de Lisboa, Ricardo Assunção recomenda que as mães que não possam ou não queiram amamentar sejam alertadas para o facto de as fórmulas infantis em pó não serem estéreis e que determinados agentes podem ser responsáveis por situações graves de doença. 
 
Além disso, é ainda sugerido que se melhore a rotulagem dos produtos e que se desenvolvam diretrizes transversais para preparação e uso destes leites em pó.

Fonte: http://www.ionline.pt/artigos/portugal/dgs-vai-criar-norma-nacional-sobre-preparacao-leite-po-bebes