terça-feira, 25 de junho de 2013

Companhia Nacional de Carnes: Apostar na energia solar para reduzir uma conta da luz milionária




A Companhia Nacional de Carnes (CNC) é um grande gastador de energia na rotina diária dos trabalhadores, que dura 12 horas por dia, e no arrefecimento das câmaras frigoríficas, que chega às 24 horas por dia.



Para reduzir uma factura de electricidade na ordem dos €8 mil e consequente impacto no ambiente, os seus responsáveis avançaram para a instalação de 268 painéis solares no telhado da fábrica. Agora, a empresa prepara-se para pagar menos 25% neste encargo mensal.

“A refrigeração frigorífica representa 50% da nossa factura total mas, na verdade, a maioria dos equipamentos são consumidores de energia eléctrica, quer os da embalagem como da própria produção”, explicou ao Economia Verde um destes responsáveis, Fernando Marques.

Para uma empresa de média e grande dimensão, como é o caso da CNC, o investimento em energia solar fotovoltaica é essencial para a sustentabilidade futura da empresa. A redução de 25% da factura de electricidade pode levar à poupança de €20 mil por ano.

A empresa procurou várias alternativas para reduzir a factura de electricidade, tendo esta sido considerada a mais económica. Na verdade, a energia não é injectada na rede, mas sim consumida. 

Isto permite uma gestão do consumo, através de um automatismo que monitoriza a produção e respectivo consumo.

Para evitar o desperdício, o consumo de energia das arcas frigoríficas, aos fins-de-semana, é 100% proveniente das renováveis.

O investimento da CNC nesta solução rondou os €100 mil, sendo que o retorno está previsto para os próximos cinco anos.




Reportagem Completa em: Economia Verde - Episódio 79



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nova rotulagem em "semáforo" indicará informação nutricional no Reino Unido


Novos rótulos para embalagens de alimentos começarão a chegar aos compradores no Reino Unido para os ajudar a fazer escolhas saudáveis ​​sobre os alimentos que compram. 

A Ministra da Saúde Pública Anna Soubry lançou os novos rótulos esta semana na sequência de uma pesquisa que mostra que as pessoas são muitas vezes influenciadas e até confundidas pelos diferentes rótulos nutricionais dos alimentos.

Assim, o governo determinou o vermelho, amarelo (âmbar) e o verde como cores indicativas da informação nutricional de um alimento no que diz respeito a gordura, gordura saturada, sal, açúcar e calorias.

O sistema proposto e o projecto da própria etiqueta a implementar foi acordado após várias reuniões de discussão entre o governos do Reino Unido, as Associações representantes das empresas e  indústrias de alimentos, as ONGs de saúde e outros parceiros.
 
Grandes empresas como a PepsiCo, Nestlé, Mars, McCain Foods e Premier Food e todos os principais operadores de retalho do Reino Unido como a Sainsbury, Tesco, ASDA ou Morrisons concordaram em usar esses rótulos nutricionais na parte frontal da embalagem.



in Final design of consistent nutritional labelling system given green light

quinta-feira, 20 de junho de 2013

ASAE: Um em cada dez alimentos está contaminado

O Plano Nacional de Colheita de Amostras de 2012, citado pelo Diário de Notícias, revelou que a segurança alimentar está mais ameaçada do que se poderia pensar. Do total de amostras analisadas pela ASAE, 10% tinham alguma coisa de errado, desde carne com salmonela a queijo com listeria

 A ASAE analisou cerca de 1.782 amostras de produtos alimentares e detectou que um em cada dez produtos analisados era uma ameaça à segurança alimentar.

 De acordo com o Diário de Notícias, guiando-se pelo relatório do Plano Nacional de Colheita de Amostras de 2012, há três principais preocupações: salmonela na carne, e.coli nos bivalves como mexilhões e amêijoas, e listeria nos queijos.

 As irregularidades detectadas são todas “agentes responsáveis por casos de surtos de toxi-infecções alimentares”, alerta Paula Teixeira, da Escola Superior da Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

 As amostras de carne contaminada, incluíam produtos nas suas versões fresca e picada, passando por outros preparados e produtos à base de carne, e todos os géneros mostravam perigos, especialmente em relação à salmonela, uma bactéria parasita que provoca gastroenterites. Nalguns casos, a cozedura poderia anular o risco da intoxicação, mas a contaminação também estava presente em produtos crus, como chouriço e paio.

 No pescado, a maior ameaça chega dos bivalves, o agente mais comum encontrado foi a e.coli, uma bactéria comum no trato intestinal e que pode causar diarreias sanguinolentas ou colites hemorrágicas.

 Nos produtos lácteos, foram encontradas 14 amostras com falhas, sendo que em nove foi detectada listeria monocytogenes, uma bactéria que pode causar gastroenterites ou septicemia.

 “A gravidade dos casos e surtos de toxi-infecções alimentares provocados por estes agentes depende do agente casual e do hospedeiro: crianças, indivíduos imunodeprimidos, idosos e grávidas são mais susceptíveis. Em alguns casos pode progredir para situações muito graves”, explica Paula Teixeira ao Diário de Notícias.



quarta-feira, 19 de junho de 2013

Bolachas com adoçante ilegal continuam à venda




Relatório de 2012 diz que produtos teriam de ser retirados para cumprir a lei, o que não aconteceu. Não há risco para a saúde, apesar da carência de estudos sobre efeitos da substância.


A ASAE ainda não apreendeu nem mandou retirar do mercado as bolachas com um tipo de adoçante cuja utilização não é autorizada pelos regulamentos comunitários para este género alimentício. O DN foi a dois estabelecimentos de grande distribuição, ao Continente do Vasco da Gama e ao Pingo Doce do Campo Pequeno, e não teve qualquer dificuldade em encontrar as bolachas com acessulfame de potássio, adoçante 200 vezes superior à sacarose. 

Este edulcorante - cujos efeitos para a saúde têm sido alvo de estudos contraditórios, com alguns a falarem de substância potencialmente cancerígena - está à venda nas prateleiras de produtos dietéticos. Gullón, Diese e Pura Vida (marca Pingo Doce) foram as três marcas encontradas pelo DN com aquele aditivo.

A presença do acessulfame K (potássio) foi detetada no âmbito do Plano Nacional de Colheita de Amostras (PNCA) de 2012, cuja gestão cabe à própria Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. O relatório do plano, noticiado anteontem pelo DN, sugere a retirada do mercado destas bolachas, porque infringem a lei. Mas apesar de o plano da Divisão de Riscos Alimentares da ASAE ter sido feito em 2012, a Unidade Nacional de Operações do mesmo organismo ainda não atuou. E o ano de 2013 já vai a meio.

"O acessulfame K está autorizado para determinados produtos, nomeadamente para cornetos e bolachas sem açúcar para gelados, bem como para produtos de padaria fina para alimentação especial, mas não para bolachas", lê-se no relatório, que cita o regulamento n.º 1333/2008 relativo aos edulcorantes para utilização nos géneros alimentícios, bem como o Regulamento n.º 1129/2011, da lista comunitária de aditivos e edulcorantes.

Filipe Meirinho, diretor de Operações da ASAE, explicou ao DN que ainda não mandou retirar do mercado as referidas bolachas porque não está em causa um problema para a saúde. Meirinho colocou o assunto ao nível de falha de rotulagem, cujos casos são tratados de forma diferente: "Notificámos o operador para retirar o produto e é instaurado um processo de contraordenação." Mas a verdade é que a questão não se põe ao nível de irregularidade na rotulagem. A legislação não autoriza que as bolachas contenham este edulcorante, e é por isso que estão entre os 174 produtos não conformes do PNCA.

Substância cancerígena?

Ainda não é claro o risco para a saúde associado ao consumo deste edulcorante, que durante alguns anos esteve na lista das substâncias tóxicas, que poderiam provocar cancro. Saiu dessa lista quando foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration, o mais prestigiado organismo responsável pelo controle dos alimentos) como adoçante de mesa e em 2003 aprovado para uso geral em alimentos.

Mesmo assim, as opiniões dividem-se, e disso mesmo dá conta o relatório do PNCA: "Existem diversos estudos, com resultados contraditórios, relativos ao potencial efeito mutagénico e carcinogéneo deste composto. No entanto, os estudos que apontaram para a possibilidade do acessulfame ser associado a estes efeitos apresentam limitações quanto às condições em que foram realizados e os resultados não foram reproduzidos em estudos subsequentes. Sabe-se, no entanto, que atualmente a EFSA encontra-se a desenvolver, a pedido da Comissão Europeia, uma avaliação dos edulcorantes em uso no espaço comunitário." 

No guia da Deco, o acessulfame K figura entre os "Venenos no seu prato", devido ao seu elevado poder adoçante. Porém, Dulce Ricardo, técnica alimentar da Deco, explica que pelos "últimos estudos" disponíveis, de 2011, não se conhecem os efeitos que provoca o consumo deste edulcorante. "A única referência que temos é do comité toxicológico da ONU, que refere como dose diária admissível até 15 mg de acessulfame K", disse.

No âmbito do PNCA foram recolhidas 1782 amostras e analisadas laboratorialmente, das quais 174 apresentaram não conformidades, o que significa que cerca de 10% não estavam de acordo com os critérios exigidos. Dos vários grupos de alimentos analisados, foi o dos cereais que apresentou maior percentagem de não conformidades (20%), seguido de bebidas alcoólicas (14%), pescado (13%) e carne (10%).


DN Economia

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O Equador sabe a chocolate no coração de Lisboa

Birras (pauzinhos de pipocas com chocolate), bombons, sombrinhas, cacos (pedacinhos de chocolate partidos que se vendem a peso), coloridos macarons e um mundo de mais doçuras onde o chocolate é rei incontestável. Da invicta até Lisboa, eis a chocolataria Equador.

Num ambiente acolhedor temperado com tons quentes e luz intimista, celebra-se o cacau e o design português de outras épocas e surgem a cada vitrine, expositor ou prateleira as tabletes e bombons em combinações variadíssimas que comprovadamente despertam a curiosidade e a vontade de apurar os sentidos. Dos mais exóticos – com caril, pimenta branca, pimenta rosa, gengibre, chili ou góji –, aos que celebram a lusofonia com vinho do Porto ou ginja (sabor especialmente concebido para vender em Lisboa) e aos sabores mais convencionais – como noz, amêndoa ou laranja. Ou ainda esses irresistíveis franceses, alinhados numa palete colorida, os macarons.

De origem bem portuguesa, tendo aberto a primeira loja no Porto em 2010 e a segunda em 2012, a chocolataria Equador homenageia no seu baptismo o eixo que no imaginário do mundo atravessa destinos de onde chega a divina matéria-prima utilizada na confecção do chocolate. Do Brasil, Equador, Cuba e Madagáscar vem o "melhor cacau" que depois chega às mãos dos mestres chocolateiros Miguel Tendim e Rui Costa à fábrica em Leça do Balio, Matosinhos. Nascida do amor entre Teresa Almeida, escultora, e Celestino Fonseca, designer, e da paixão de ambos pelo chocolate, a Equador decidiu estender as suas obras até à lisboeta Rua da Misericórdia.

É que a fama já corria o país e não faltavam lisboetas a desejar um Equador na capital. Como o Luís, que nos conta que sempre que ia ao Porto voltava carregado com tabletes de chocolate de leite com arroz tufado. Luís e outra fã da marca, a Isabel, conheceram Celestino numa das suas idas à chocolataria e convenceram-no, por fim, a abrir uma loja oficial em Lisboa. O desafio foi aceite e o resultado, diz-nos Concha Valente – directora da chocolataria lisboeta e amiga dos proprietários da loja de Lisboa, Isabel e Luís –, não podia ser melhor. “Já havia pessoas em Lisboa que conheciam a marca e os que não conheciam rapidamente se foram apaixonando”, porque apesar de a publicidade ser “boca-a-boca”, “quando o produto é bom a mensagem passa” e esta característica tem sido a “melhor aposta de marketing”.

São muitos os que aqui vão entrando pela curiosidade despertada pela montra e entrada. Até porque quando ali passámos, brilhava o espírito natalício graças às decorações inspiradas na aldeia idílica da marca, a Vila do Lago, com casinhas e árvores feitas de chocolate negro com pimenta rosa cobertas de neve de açúcar em pó e com os guardiões de mundo da fantasia, os soldados quebra-nozes.

Agora, lisboetas e também muitos turistas não faltam a esta “festa do chocolate” que consegue deslumbrar com o seu acolhedor ambiente retro. Numa atmosfera e design inspirados nas décadas de 1940-50 com um toque de modernidade,  aprecia-se o café (próprio para degustar chocolate assinado pela parceria da chocolataria com a marca de café portuguesa Torrié) com um bombom, uma trufa ou um macaron por preço de menu (1,80€) ou saboreaia-se um cremoso chocolate quente (2€). Como confirma Concha, as pessoas gostam deste tipo de espaços. E podem “fugir à dieta” de vez em quando sem se sentirem culpadas como se em vez de um macaron ou um bombom tivessem comido um bolo. 

E qual é o segredo da marca? Concha responde sem hesitações: “a qualidade do chocolate”. A ajudar, o facto de ter produtos e espaços “visualmente apelativos” e um “serviço e atendimento de qualidade” a partir do qual, segundo explica, procuram “tratar cada cliente de forma especial e dar-lhe toda a atenção”. Ajuda ainda o facto de terem “produtos para todas as carteiras”, refere Concha.

A chocolataria produz por mês cerca de 1500 kg de chocolate. A loja de Lisboa é abastecida todas as semanas de tabletes, sombrinhas e trufas produzidos em Leça do Balio por Miguel Tendim e a sua equipa de mais três pessoas. Já os bombons e, especialmente, os macarons (produzidos pelo mestre chocolateiro Rui Costa) têm de ser repostos várias vezes por semana porque, como conta Concha “os clientes são viciados em macarons” (como comprovámos, é de facto difícil resistir a uma palete bem colorida destas deliciosas criações).

Aos produtos desta chocolataria e às madeiras rústicas, prateleiras de frasquinhos e montras coloridas sobre o chão de pedra, com tantos anos quantos tem o edifício, juntam-se pequenas aventuras vividas na ficcionada Vila do Lago, narradas por Álvaro e ilustradas por Celestino, num design retro reinterpretado, impressas em postais que acompanham as caixas de bombons e trufas. São as aventuras vividas por Álvaro e Joana durante as férias escolares passadas em família na Quinta da Eira, na Vila do Lago. Os dois primos divertem-se durante a apanha da castanha ou das amoras que depois vão trazer inspiração ao seu tio cozinheiro que vai misturando estes ingredientes às suas tabletes de chocolate. É dessas aventuras imaginárias que “nasce” o chocolate que a loja celebra, envolvtas em papel castanho com diferentes estampados e cores terra. Aventuras que a Chocolataria Equador pretende passar para livro para depois organizar histórias ao vivo nos fins-de-semana da chocolataria.

Nos planos, estão ainda a produção de chocolates sem açúcar, parcerias com hotéis e teatros e a abertura de novas lojas – “para já” em Lisboa. Entretanto, é aproveitar eventos como as planeadas provas de chocolate com vinho do Porto, matéria em que já têm experiência, uma vez que têm uma parceria com as caves Ramos Pinto, onde também têm as suas produções, no âmbito da criação do seu chocolate negro com vinho do Porto. A aventura passa também por alargar estas experiências a vinhos de mesa e muitas outras combinações. É que “um bom chocolate vai bem com tudo”, garante Concha.


sábado, 28 de novembro de 2009

Armazenamento de Produtos Químicos de Limpeza

O armazenamento dos produtos químicos de higienização é fundamental para evitar acidentes de trabalho, contaminações, gastos exagerados ou confusões a nível do Plano de Higienização.

Deste modo, e de acordo com o Reg.852/2004 e demais legislação conexa, o armazenamento e conservação de produtos de limpeza deverá ser feito atendendo aos seguintes requisitos:

- Local fechado

- Local de utilização exclusiva para o efeito

- Local identificado

- Anexando Fichas Técnicas e Fichas de Dados de Segurança


Nas zonas de produção e trabalho apenas devem existir as quantidades estritamente para as tarefas de rotina, armazenadas com iguais cuidados.

No caso dos materiais e equipamentos de limpeza (baldes, mopas, papel, esfregonas, etc.) seria de igual modo desejável que o seu armazenamento seguisse os mesmos moldes.