quarta-feira, 1 de abril de 2015

Leite microfiltrado já ouviu falar?

A filtração por membrana é uma técnica que utiliza uma barreira física, sob a forma de membrana porosa ou filtro, para separar as partículas num fluído. Estas partículas são separadas com base no seu tamanho e forma, utilizando para tal o efeito da pressão e membranas especialmente desenhadas para o processo, apresentando poros com diferentes diâmetros.

As técnicas clássicas utilizadas para melhorar a conservação e a segurança do leite baseiam-se no tratamento térmico, como a pasteurização e esterilização, podendo alterar algumas das propriedades sensoriais do leite, como o seu sabor, por exemplo. 

A microfiltração constitui uma alternativa ao tratamento térmico, na medida em que reduz a presença de bactérias e aumenta a segurança microbiológica dos produtos lácteos, ao mesmo tempo que preserva o seu sabor. O leite microfiltrado fresco mantém-se durante mais tempo que o tradicional leite fresco pasteurizado.

A separação mais comum nesta categoria é a remoção de bactérias e esporos do leite. Em algumas regiões a contagem das células somáticas do fresco pode ser difícil de ser manuseada. Em outras partes do mundo os esporos vegetativos associados com a alimentação animal passam diretamente do animal para o leite produzido. Alguns destes esporos sobrevivem à pasteurização e podem causar problemas de vida de prateleira de alguns produtos. Microfiltração permite que o leite passe pelas membranas e reduza o problema das bactérias que são muito grandes para passar pela membrana. Isto também pode ser usado antes da pasteurização permitindo uma validade maior dos produtos através de técnicas padrão.

A técnica de microfiltração do leite mais promissora e ainda subtilizada é a separação da caseína das proteínas do soro ou proteínas "Soro do leite". Esta aplicação produz um leite concentrado rico em caseína que pode ser utilizado na produção de queijo e fluxo de proteínas do soro de leite livres de gordura, que pode ser posteriormente processada com ultrafiltração para fazer um tipo de concentrado de proteína soro de leite.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Sabe o que é o "Flexitarianismo"?

Flexitarianismo: “vegetariano” e “flexível” num só conceito. Os adeptos deste regime privilegiam a ingestão de alimentos vegetais, relegando a carne e o peixe para ocasiões tidas como “especiais”. Também conhecida como “semi-vegetarianismo” ou “reducitarianismo” — da perspectiva do consumo de alimentos de origem animal —, esta tendência é assumida pelos seus praticantes por vários motivos.  

Artigo completo em P3 Publico

Segurança Alimentar é tema do Dia Mundial da Saúde

Artigo Completo

quinta-feira, 19 de março de 2015

Produtos Biológicos






 
Fonte: ASAEnews nº 82 - fevereiro 2015

Avaliação de iluminância

Sem luz quase toda a atividade humana é difícil ou impossível.

A iluminação adequada dos locais e postos de trabalho é um importante fator que, contribuindo diretamente para a segurança dos trabalhadores, influência a sua disposição geral e cria um bom ambiente de trabalho que se materializa na sua qualidade e rendimento.

Sendo assim, a iluminância é medida por um aparelho chamado Luximetro, que é basicamente constituído por uma célula fotelétrica, o nível de iluminação a obter, e que se exprime em Lux deve ser adequado ao tipo de atividade, à duração do trabalho e à idade dos trabalhadores.

A Norma ISO 8995 apresenta tabelas de consulta com as respetivas gamas de iluminação para diferentes superfícies, tarefas ou atividades.

Já muitos estudos foram feitos sobre a influência da iluminação no rendimento do trabalho e todos concluem que o rendimento é tanto maior quanto mais luz houver.

Há no entanto que ter a noção que o cansaço visual pode aumentar mesmo que se veja melhor, e o cansaço visual é que pode levar ao acidente.
 
 

quarta-feira, 18 de março de 2015

Canadá - Maior distribuidor de alimentos pretende vender produtos "feios" e "disformes"

IOs consumidores canadianos vão poder olhar além da aparência se quiserem poupar algum dinheiro no seu dia-a-dia e ajudar a reduzir o desperdício de alimentos que assola os dias que correm .

 A cadeia de supermercados Loblaws,o maior distribuidor de alimentos do país, lançou na semana passada uma campanha para vender produtos alimentares menso apelativos e mais "disformes" ou "feios" com desconto. Trata-se de um esforço não só comercial mas também de responsabilidade social para conter a problema do desperdício alimentar do país (anualmente, os canadianos desperdiçam cerca de 40 por cento dos seus alimentos).

Rotulagem: o que procura o consumidor

Artigo completo em espanhol

terça-feira, 17 de março de 2015

Ingredientes naturais e a tendência para rótulos sem “E”

Se há alguns anos, um dos eixos da alimentação saudável eram os ingredientes funcionais, produtos que incorporam ingredientes ativos com algum componente benéfico para a saúde, agora reveste-se de maior importância a tendência para o natural.

Ingredientes e conservantes naturais são um fator de decisão na opção de compra e, por isso, os rótulos sem “E” estão na moda.

A procura do consumidor pelo natural está a criar uma tendência crescente na indústria alimentar, que leva ao uso de ingredientes e aditivos naturais como alternativa aos conservantes químicos. Neste campo, a investigação e desenvolvimento são contínuos.

Dentro de substâncias de origem natural destacam-se os óleos essenciais, já que são o grupo maioritariamente estudado. Derivam na sua maioria de especiarias (alecrim, cominhos, cravo, tomilho, orégãos, canela, salsa…) mas também de frutas como o limão e a lima.

Alguns dos estudos mais recentes nesta área destacam o uso da canela como antibacteriano natural (estudo publicado na Food Control). Um outro estudo que merece destaque e que foi publicado recentemente na “Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety”, já que faz uma revisão dos prós e contras associados ao uso de alguns antimicrobianos naturais, como são os terpenos, péptidos, polissacarídeos, como o quitosano, e alguns compostos fenólicos.

Atualmente, estão a ser conseguidos importantes avanços tecnológicos de conservação de alimentos, focados em manter a qualidade organolética (aspetos hedonistas tais como o sabor, odor, cor ou aspeto visual) e também o tempo de vida útil do alimento.

Estes avanços são provocados pelo consumidor, que procura produtos naturais, mas não está disposto a renunciar à qualidade e com um prazo de validade igualmente alargado.

Deste modo, a indústria está a trabalhar na melhoria da experiência sensorial do consumidor, na relação do consumidor com o produto, que o deseja perceber, na medida do possível, como “fresco” e “natural”.

Por exemplo, no campo dos tratamentos por calor, uma alternativa tecnológica à pasteurização tradicional é a pasteurização mediante microondas para a conservação de alimentos que se comercializam refrigerados. Trata-se de um sistema menos agressivo sobre a qualidade do alimento, mas igualmente eficaz relativamente às tecnologias convencionais.

Este processo de pasteurização mediante microondas adequa-se particularmente para pratos preparados refrigerados de curta vida útil, já que consegue melhorar a sua qualidade, oferecendo tanto à indústria de alimentação, como às empresas de Hotelaria e Restauração um meio alternativo mais eficiente para a conservação destes produtos.


Fonte: Tecnoalimentar  / AINIA.