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domingo, 6 de abril de 2014

Companhia das Pescarias quer ser o maior operador europeu de bivalves

A empresa algarvia deverá ser, brevemente, a única empresa no mundo com a certificação ambiental MSC (Marine Stewardship Council) para o mexilhão. Este rótulo ecológico oferece ao consumidor a garantia de estar a escolher produtos do mar sustentáveis, contribuindo para a saúde dos oceanos.

A Companhia das Pescarias do Algarve, que está a completar 180 anos, é atulamente um dos exemplos de sucesso numa atividade ligada ao mar (neste caso particular a produção de bivalves), um setor considerado como estratégico para o desenvolvimento da região.

A empresa nasceu em 1835, começou por se dedicar ao setor da pesca, principalmente atum. Mas acabou por se modernizar e enveredou pela aquacultura offshore (em mar aberto), da qual foi pioneira no nosso país, mais propriamente de produção de bivalves, destacando-se o mexilhão, a ostra e a vieira, mas também a amêijoa e o berbigão, estes em menor escala.

Trata-se de um exemplo daquilo que defende o presidente da CCDR Algarve, ou seja, “fazer do velho, novo, com base na introdução de inovação e de recursos humanos mais qualificados”.

A Companhia das Pescarias do Algarve possui cerca de 55 quilómetros de linhas de produção ao largo da Ilha da Armona e viu todas as suas candidaturas a fundos comunitários serem aprovadas desde 2007. As suas infraestruturas representam um investimento de cerca de 11 milhões de euros.

Além da produção, a empresa possui um centro de expedição e, recentemente, adquiriu em Olhão uma antiga fábrica para a elaboração de patés. Também tem várias embarcações para a captura de conquilha.

Brevemente arrancará a fábrica de aproveitamento de cascas, onde estas serão transformadas em suplementos de cálcio para rações e em produtos para a agricultura (equilíbrio do ph dos terrenos).
Trabalha essencialmente para o mercado nacional, mas também exporta para Espanha. França e Bélgica são os próximos objetivos.

“O prazo de vida útil do nosso produto é de quatro dias, por isso não podemos exportar para muito mais longe”, explica José Ribeiros, diretor comercial da empresa. No entanto, a companhia já tem em carteira a possibilidade de exportar para a Russia e para os países do Médio Oriente, neste caso por via aérea.

“Em 2015 pretendemos ser o maior operador privado europeu de bivalves”, refere o diretor comercial da Companhia das Pescarias do Algarve, a primeira empresa a avançar com o processo de certificação ambiental para o mexilhão pelo MCS (Marine Stewardship Council).

Com aquele reconhecimento, a Companhia passará a ser a única no mundo com a certificação MSC e todo o seu mexilhão (90% da sua produção total de bivalves) terá direito a ser comercializado com o rótulo ecológico que oferece ao consumidor uma forma de escolher produtos do mar sustentáveis, contribuindo para a saúde dos oceanos.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Pescarias do Algarve quer ter produção de mexilhão certificada

A Companhia de Pescarias do Algarve quer ver a produção de mexilhão do Atlântico distinguida, pela primeira vez, com a certificação internacional para pesca ambientalmente sustentável da organização sem fins lucrativos Marine Stewardship Council (MSC), anunciou a administração da empresa.

Fonte da MSC adiantou à agência Lusa que o processo de certificação "demora em norma 12 meses" e que o selo azul atribuído e impresso nos rótulos permite aos consumidores "identificarem os produtos ambientalmente sustentáveis", segundo normas verificadas por "uma terceira parte independente".

A Companhia das Pescarias do Algarve é a empresa do setor mais antiga de Portugal e detém os direitos de exploração de zonas do 'off-shore' de aquacultura da Armona, no Algarve, com 90% da sua produção a ser mexilhão do Atlântico destinado aos mercados português, espanhol e francês.

António Farinha, administrador da Companhia das Pescarias do Algarve, disse à Lusa que o objetivo principal da empresa ao implementar esta certificação é facilitar a entrada do produto em países com "consumidores mais exigentes em questões de sustentabilidade ambiental".

"Acreditamos seriamente que nos pode dar entrada em alguns mercados mais exigentes em termos de produtos que devem ser certificados e permitem garantir a sustentabilidade do recurso e uma pescaria sustentável", afirmou António Farinha.

Esses mercados estão situados na América do Norte e no Norte da Europa. A certificação MSC tem, segundo o responsável, um "elevado padrão de qualidade e ambiental" para "demonstrar a preocupação" da empresa na aplicação de métodos e práticas sustentáveis na sua produção.

Cátia Meira, do departamento de Comunicação do certificador, explicou à Lusa que o MSC é "uma organização mundial independente, sem fins lucrativos, cujo objetivo é proteger a saúde dos oceanos e os recursos marinhos através de um programa de certificação internacional, que premeia as pescarias que o fazem de formas sustentáveis e são responsáveis com os recursos marinhos".

A mesma fonte frisou que a MSC "apenas estabelece o padrão" para a certificação e depois há "um certificador independente que vai fazer essa avaliação".

O processo"normalmente tem a duração de um ano e diferentes fases" pelas quais a Companhia de Pescarias do Algarve irá passar, numa avaliação que vai "analisar a saúde do 'stock', neste caso do mexilhão, o impacto da pescaria no meio ambiente e a eficácia da gestão dessa pescaria".

Cátia Alves disse que esta é a primeira vez que a pescaria do mexilhão do atlântico será certificada pela MSC, mas a organização já distinguiu também em Portugal a pescaria da sardinha.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sabores de Idanha certificada em segurança alimentar

A Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa/Idanha-a-Nova, CRL. (CPQBB) é a primeira queijaria da Beira Baixa a ser formalmente certificada com a Norma internacional ISO 22000:2005 (Sistemas de Gestão da Segurança Alimentar) no âmbito da produção e comercialização de queijos, requeijão, travia e produtos à base de queijo (Bombons de Queijo).Esta certificação foi concedida pela APCER, após auditoria que confirmou que o Sistema de Gestão da Segurança Alimentar da Cooperativa funciona de acordo com os requisitos da norma.
 
A Cooperativa de Produtores de Queijos da Beira Baixa, é assim a primeira queijaria da Beira Baixa a receber esta certificação em todos os seus produtos.

Esta certificação veio juntar-se à certificação do Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001:2008) renovada em Novembro de 2012.Com o sistema integrado de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar (que abrange todo o sistema de produção, desde a matéria-prima até à expedição final do produto), a CPQBB mostra ao mercado uma maior transparência dos seus processos, de modo a garantir uma maior confiança do consumidor na aquisição final dos produtos, numa altura em que as expectativas do cliente são cada vez mais elevadas.

Para além da preocupação com o produto/consumidor final, a CPQBB acredita que a certificação também irá trazer para a empresa vantagens a nível económico, nomeadamente, maior facilidade nas transacções entre os vários países. Para a CPQBB a adopção de um sistema integrado de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar está de acordo com a orientação estratégica da empresa, em particular, como uma forma de estar e de se diferenciar num mercado cada vez mais competitivo.

Promover e garantir a Segurança Alimentar é, actualmente, uma exigência de todos os sectores que envolvem a produção e o fornecimento de géneros alimentícios.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pastel de Feijão em processo de certificação


A Câmara de Torres Vedras e os fabricantes do pastel de feijão produzido no concelho estão a concluir o processo de certificação geográfica do produto artesanal, para lhe conferirem maior qualidade e capacidade exportadora.

A vereadora da Cultura daquele município, Ana Umbelino, disse à agência Lusa que o “dossiê de certificação está finalizado e está a ser apreciado por consultores” para ser, depois, enviado para aprovação para o Ministério da Agricultura e para a Comissão Europeia. “Estamos a proteger um património, uma marca”, afirmou a autarca, explicando que a certificação vem trazer mais qualidade ao produto, com o aumento das exigências para os produtores na sua confeção.

Dessa forma, dá uma “maior promoção” ao pastel de feijão e “mais benefícios económicos” aos seus fabricantes que, assim, podem começar a apostar mais na exportação deste produto artesanal, à semelhança do que acontece com o pastel de nata.

Maria Perpétua Lourenço, gerente da fábrica “Brasão”, adiantou à agência Lusa que algumas experiências na remessa de caixas de pastéis de feijão para o estrangeiro têm tido bons resultados, apesar de a empresa ainda não ter estratégia de internacionalização do produto. “Pedem-nos encomendas através da internet e já temos enviado caixas para particulares”, relatou, mas é à boleia dos ovos-moles de Aveiro [já com a certificação] que os pastéis de feijão chegam a lojas em Madrid, Barcelona (Espanha) e Luanda (Angola), segundo os ecos que recebe.

No concelho, existem 30 fabricantes (20 integram o processo de certificação), responsáveis pela produção de 660 mil pastéis de feijão por ano, que trazem um retorno de meio milhão de euros à economia local.

“Queremos credibilizar o nosso pastel de feijão e divulgá-lo mais”, disse também Mário Reis, presidente da Associação Comercial e Industrial do Oeste (ACIRO).

Os produtores viram publicada, este mês, em Diário da República a marca registada do “pastel de feijão de Torres Vedras”. Para ajudar à promoção, a câmara municipal organiza, desde há três anos, o Festival do Pastel de Feijão, promovendo aí várias iniciativas, como concursos entre fabricantes, provas de degustação e ações de formação para aprender a confecionar o doce.


“Selos de certificação em embalagens são fonte mais credível para consumidor”

“Há ainda um elevado nível de desconfiança quando uma empresa comunica os seus esforços de responsabilidade social através de publicidade”, revela em entrevista ao Hipersuper, Marcelle Peuckert, Directora de Desenvolvimento de Negócios do Forest Stewardship Council.
 
Hipersuper: Segundo o estudo que acabam de revelar, os consumidores valorizam um produto que se diferencie pelas suas práticas ambientalmente sustentáveis. De que forma esta valorização do consumidor traduz a compra efectiva de produtos “verdes”?

Marcelle Peuckert: O estudo global do FSC revela que os consumidores estão muito preocupados e sensibilizados para dois temas com importância crescente – poluição ambiental (84% dos consumidores) e alterações climáticas (82%). Os dados demonstram uma elevada preocupação e consciencialização. Globalmente, a maioria dos consumidores acredita que podem marcar a diferença através das suas compras e muitos revelam uma intenção de ter gastos mais ecológicos no próximo ano.

A grande maioria dos inquiridos (80%) pensa que o sector privado deveria envolver-se mais activamente na correcção de problemas ambientais e climáticos, assim como o Governo (42%).
O modelo tradicional em que o negócio existe apenas para gerar lucros mudou claramente. Agora, embora as empresas devam permanecer rentáveis, devem também desempenhar um papel activo – podendo ser uma força motriz – na resolução dos desafios sociais e ambientais mais urgentes do nosso mundo.

Os consumidores procuram relacionarem-se com uma marca, e, em essência, são menos propensos a trocar uma marca verde por outra que não seja verde, no entanto, ainda há um alto nível de desconfiança quando uma empresa comunica os seus esforços de responsabilidade social através de publicidade (apenas 20% de confiança).

Alternativamente, os selos de certificação ou as etiquetas em embalagens de produtos são a fonte mais credível de informação, com 50% dos entrevistados a afirmarem isso: que são a fonte em que mais confiam.

Credibilidade é fundamental para um negócio ou para uma marca e a afiliação com o FSC confere boa vontade às marcas participantes. A história do FSC aliada à confiança de uma marca ajuda os consumidores a identificarem compras responsáveis e ao conduzirem a sua intenção de compra os consumidores estão consequentemente a ajudar as florestas do mundo.

É ainda muito interessante registar que a credibilidade de um selo de certificação, juntamente com a confiança de um consumidor numa marca, tem maior influência do que a que qualquer grupo poderia exercer sozinho.

H:Que outras vantagens trazem as certificações ambientais às empresas?

MP: No estudo- com quase 5.000 titulares com certificação a responder – a procura de cliente / mercado, as vantagens competitivas, o aumento da consciência ambiental dos consumidores, valorização dos requisitos de responsabilidade social empresarial, juntamente com melhor acesso ao mercado são as principais razões para a certificação.
 
93% dos inquiridos consideram que o maior impacto da certificação FSC está associado à transparência da identificação de produtos provenientes de florestas bem geridas, que fornecem soluções de gestão de risco e, mais importante, que estão incorporados numa estratégica de CSR. Estratégias tangíveis e indicadoras de responsabilidade social estão cada vez mais a ser exigidas às empresas.
 
Além disso, 89% considera que a certificação ajuda a manter a biodiversidade em florestas geridas. O FSC aborda vários aspectos da gestão florestal responsável, incluindo as funções ecológicas, plantações, restauro, habitats classificados, direitos dos povos indígenas e boas práticas na produção de madeira.
 
A gestão sustentável dos espaços florestais é um dos meios mais eficazes para reduzir as alterações climáticas. As árvores absorvem dióxido de carbono (CO2) da atmosfera à medida que crescem. 

Quando colhido, o carbono é armazenado em cada peça de mobiliário, casa de madeira e pedaço de papel. E a certificação assegura a gestão responsável das florestas com novas árvores em crescimento, absorvendo mais carbono – um pré-requisito para sustentar o ciclo. Em simultâneo, a certificação exige a manutenção ou melhoria da biodiversidade das florestas e certifica que as comunidades, que dependem destas florestas, beneficiam das operações florestais.
 
A procura do mercado continua a ser a directriz mais forte para o abastecimento de produtos certificados. Para 2013, 55%% dos titulares com certificação indicaram que planeavam incrementar a compra de materiais certificados em relação ao ano de 2011. Há uma outra tendência económica que está a impulsionar a certificação em produtos à base de madeira que é o aumento da consciência ambiental dos consumidores finais. Cada vez mais as empresas procuram atender as expectativas dos consumidores, assegurando-lhes que os seus produtos são produzidos de forma responsável.

H: Quais as principais tendências?

MP: Em termos de tendências da indústria, registamos que o sector de construção verde surgiu como um forte impulsionador da utilização de materiais certificados na construção. Esta é uma tendência também visível no aumento das vendas da madeira e madeira serrada, em particular na Europa e na América do Norte. As vendas de madeira e madeira serrada aumentaram no último ano, especialmente na Europa e na América do Norte, onde o sector de construção verde, o mercado mais forte para a madeira serrada FSC, tem crescido significativamente. São importantes referências como a liderança dos EUA em Energia e Design Ambiental (LEED), a implementação do Código Verde Internacional de Construção (IGCC), que entrou em vigor em 2012, e o Building Research Establishment’s Environmental Assessment (BREEAM) que utiliza a estrutura detalhada dos esquemas de certificação para avaliar operações de gestão florestal responsável. LEED e BREEAM, por exemplo, fornecem créditos para produtos certificados.

Regulamentos sobre a comercialização de madeira e contratos públicos estão a tornar-se alavancas nos principais mercados. Um número crescente de países e regiões, tais como a União Europeia, EUA e Austrália têm legislação que proíbe o comércio e uso de madeira extraída ilegalmente e de produtos derivados. Para o FSC, respeitando todas as leis relevantes, este é o primeiro dos seus 10 princípios e parte do processo de certificação e de auditoria. A certificação reduz drasticamente o risco de comercialização e utilização de madeira ilegal nestes países.

Além disso, os governos nacionais, regionais e locais referenciam o FSC como um apoio importante para cumprirem as suas políticas de contratos públicos, enquanto procuram produtos que suportam a gestão florestal sustentável.
H: Qual o consumo mundial de produtos amigos do ambiente? Que evolução tem registado nos últimos anos?
MP: Não temos possibilidade de indicar o número de produtos com o nosso selo de certificação. No entanto, se tivermos em conta o crescimento significativo da certificação em todo o mundo, é evidente a demanda global por produtos que são provenientes de uma gestão responsável.
O FSC tem atualmente 800 membros em 80 países, 47 representantes nacionais e emitiu certificados cadeia de custódia em 105 países. Na nossa Pesquisa de Mercado Global realizada em 2012, 80% dos portadores de certificados tinha registado uma mudança positiva na procura de produtos certificados e de materiais na sua indústria, enquanto 64% dos nossos titulares de certificados planeavam obter mais certificados para os seus materiais, a fim de responder ao aumento da procura.
H: Os produtos “verdes” são mais caros do que os tradicionais ou esta é uma ideia pré-formada?
MP: Os produtos verdes não são necessariamente mais caros que os tradicionais. A grande maioria dos titulares dos nossos certificados enumeram várias razões para serem certificados, como procura dos clientes, políticas de CSR, consciência ambiental e maior vantagem competitiva à frente de qualquer valor de preço premium que se reflicta num produto mais caro.

No total, 17% dos nossos titulares de certificados (tendo a nossa pesquisa de mercado global de 2012 como referência) afirmaram que a razão mais importante para manterem o seu certificado era poderem sustentar um preço mais elevado.

Mas, mais importante ainda, algumas marcas não posicionam actualmente os seus esforços de sustentabilidade como uma característica do produto principal e, desta forma, um consumidor pode desconhecer que está a comprar um produto com fortes credenciais ambientais, pois este valor não está a ser acrescentado e comunicado de forma tangível.

Também no que diz respeito a um preço premium os números exactos dependem de muitos factores: o sector, a dimensão do comprador, a posição do vendedor no mercado e o tipo de produto.

H: Quais os principais desafios dos produtos verdes, e naturalmente das suas empresas, em Portugal a curto, médio e longo prazo?

MP: É animador o crescimento da certificação FSC em Portugal ao longo dos últimos seis anos. Presente há seis anos em Portugal, mais do que quadruplicou a área florestal certificada atingindo cerca de 335,000 hectares, distribuídos por 19 certificados de gestão florestal. O aumento no número de certificados de “Cadeia de Custódia”, para 125, traduziu um ritmo de crescimento ainda mais intenso, em cerca de 700 %. O actual desafio é aumentar a rotulagem de produtos para os mercados locais e não apenas para os mercados de exportação. O FSC pretende criar consciência e estimular a procura por produtos rotulados ao nível do consumidor.

Outra questão importante é a dimensão, pois áreas florestais pequenas, geridas por proprietários privados representam uma parcela significativa de área não certificada, e a estes proprietários falta-lhes o conhecimento técnico e os recursos financeiros para conseguirem gerar a diferença. No entanto, o FSC está trabalhar para resolver este problema, no sentido de tentar obter ganhos significativos, chegando até estes proprietários, procurando sensibiliza-los para a importância da certificação e orientando-os no desenvolvimento de planos de gestão florestal sustentável, de forma a tornar o processo mais acessível. O processo não vai ser fácil e não poderá ser realizado rapidamente, mas estamos a organizar um número crescente de iniciativas de certificação de grupo que provavelmente será impulsionador.

A médio e longo prazo, o FSC também pretende colaborar mais no desenvolvimento das estruturas políticas tão necessárias para apoiar uma crescente economia verde. O desenvolvimento sustentável deve ser um crescimento económico que incentive a protecção do meio ambiente e o melhoramento da nossa qualidade de vida – tudo sem afectar a capacidade das gerações futuras poderem proceder em conformidade.

Neste cenário, o Governo deve desempenhar um papel fundamental e deve integrar o desenvolvimento sustentável nas suas políticas, na forma como gere os seus edifícios e adquire produtos e serviços.

O FSC gostaria de trabalhar no sentido desenvolver compromissos sustentáveis com o Governo para reduzir o impacto sobre o meio ambiente e melhorar a eficiência operacional.


Fonte: Hipersuper

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

APCER atribui a primeira certificação de produtos vegetais não transformados




A APCER atribuiu a primeira certificação de produtos vegetais não transformados, através do Modo de Produção Biológico - MPB (APCER 5005) de acordo com Regulamento (CE) Nº 834/2007, de 28 de junho de 2007 e Regulamento (CE) Nº 889/2008, de 5 de setembro de 2008 à entidade Marco Paulo de Oliveira Tavares.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Rações Zêzere é a primeira empresa do mundo a certificar os seus produtos de alimentação animal


Prosseguindo o seu objetivo de dar a conhecer as empresas de excelência que existem no Médio Tejo, aNERSANT  tem vindo a promover visitas a algumas das 11 empresas que colaboraram no Estudo de Caracterização e de Diagnóstico de Identificação e Apresentação de Casos de Sucesso da Região, no âmbito do projecto Médio Tejo Empreendedor.

Depois da Bindopor (Ourém) e da MomsteelPOR (Abrantes) foi agora a vez das Rações Zêzere mostrarem aos empresários da Região e à comunicação social, por que razão são hoje uma das empresas mais inovadoras do mundo no seu setor de atividade – a alimentação animal - tendo sido a primeira empresa fabricante de produtos para alimentação animal a  conseguir obter a certificação do seu produto a nível mundial, processo de que demorou quase dois anos a concluir, devido à complexidade do mesmo.

Para além da nova certificação alcançada, a empresa estava já certificada pelas normas NP EN ISO 9001:2008 pela norma NP EN ISO 14001 a nível Ambiental. Foi ainda a primeira empresa do seu setor a obter certificação em Segurança Alimentar e está a implementar o processo de certificação da responsabilidade social (SA 8000).

Sedeada em Ferreira do Zêzere, as Rações Zêzere contam mais de 3 décadas de existência, e integram um dos maiores grupos nacionais na área agroalimentar, com predominância no sector das rações e dos ovos, assegurando mais de 450 postos de trabalho direto (60 nas Rações Zêzere). A empresa tem investido, de forma contínua, na modernização tecnológica das suas unidades fabris, o que lhe permite fazer, em tempo real, um controlo rigoroso de todo o produto, em qualquer parte do processo produtivo. Para garantir a qualidade das matérias-primas e do produto final, a empresa possui dois laboratórios de química e microbiologia onde diariamente são efetuadas rigorosas análises de qualidade aos produtos que são produzidos no seu grupo de empresas, das quais fazem parte, por  exemplo, a Zêzereovo, a Uniovo ou a Sicarze.

As Rações Zêzere foram também uma das primeiras empresas da região a integrar o Agrocluster Ribatejo, o que tem sido bastante positivo para a empresa. Luís Guilherme, diretor geral  da empresa, revelou que muitos dos investimentos realizados resultaram de candidaturas apresentadas ao QREN, tendo a empresa beneficiado de uma majoração nas verbas, pelo facto de estar integrada neste Cluster. “A empresa tem sabido aproveitar os fundos comunitários”, afirmou Luís Guilherme, que elogiou também o apoio da NERSANT às empresas da região. A participação em  vários projetos da NERSANT como a formação Move, para empresários, formação para ativos, ou projetos de inovação e qualidade,  trouxe  um conjunto de mais-valias para  empresa e para todos os seus colaboradores.

Questionado sobre as vantagens ou desvantagens de estar situado no interior do país, Luís Guilherme considerou que a localização da empresa hoje é vantajosa: “com as novas auto-estradas, que nos permitem um rápido escoamento dos produtos para o norte ou para o sul, conseguimos centralizar todos os nossos serviços apenas nesta fábrica, gerando uma poupança que se reflete num melhor preço para o consumidor”.  Contudo, lembra, no anterior QREN, em 2007, Ferreira do Zêzere chegou a estar inserida na região de Lisboa e Vale do Tejo, que por ser considerada uma região rica, entrou em processo de phasing-out. “Nós, não podíamos aceder aos fundos comunitários, mas nos concelhos vizinhos, que já estavam agregados  a Castelo Branco  ou a  Leiria, isso já era possível. Felizmente, essa situação foi corrigida”, afirmou.

António Campos, presidente da Comissão Executiva da NERSANT, enalteceu a excelência das empresas do Ribatejo, “algumas com  a tecnologia mais avançada do mundo” e a quem é necessário dar todo o apoio. “No novo QREN é importante que as verbas venham para as empresas, porque os nossos empresários sabem melhor do que ninguém onde e como investir esses incentivos: na qualificação dos seus ativos, na investigação e inovação, criando postos de trabalho e riqueza para a região e para o país”.

Fonte: Voz do Campo