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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sabores portugueses vão estar à prova na Rússia

Vinte e cinco empresas portuguesas da indústria agro-alimentar vão mostrar os seus produtos em Moscovo, na principal feira russa do sector, a Prodexpo, entre 10 e 14 de Fevereiro, numa participação colectiva apoiada pela Portugal Foods.

«A presença portuguesa neste evento insere-se no âmbito do plano de acções de internacionalização da PortugalFoods e tem como objectivo consolidar a posição dos produtos e das empresas nacionais na Rússia, país que importa cerca de 40 por cento do total dos produtos alimentares consumidos», adianta a Portugal Foods num comunicado.

Segundo esta organização, direccionada para a inovação e internacionalização do sector agro-alimentar nacional, prevê-se um crescimento anual do retalho de bens alimentares de 20,5 por cento na Rússia.

A participação portuguesa no certame, considerado o maior e mais importante de toda a Federação Russa e Leste Europeu, que teve apenas cinco empresas no passado, conta este ano mais 20.

Em 2013, a Prodexpo foi visitada por mais de 50 mil profissionais do sector e teve na mostra 2.309 empresas, 915 das quais internacionais.

As empresas que integram o espaço da PortugalFoods na Prodexpo são: A Poveira, Cister, Chocolame, Cooperativa Agrícola de Mangualde, Dan Cake, Du Bois de La Roche, Frubaça, Frueat, Imperial, Nobre, Novarroz, Olivais do Sul, PortugalFresh, Quinta Boeira, Vizelpas, Vhumana, Derovo e, sob a designação Porto Union, Cerealis, José Maria da Fonseca, Lactovil, MMC – World, Olivari, Primor, Sumol+Compal e Vieira de Castro.

A Porto Union representa a união de produtores portugueses que já operam no mercado russo. No primeiro dia da feira, a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, celebra um protocolo entre a PortugalFoods e a sua congénere russa Rusprodsoyyuz, com vista a fortalecer as ligações entre os dois países, identificar áreas de cooperação no comércio e no investimento de promoção e estimular actividades de negócio.

Os principais importadores e distribuidores russos foram convidados para participar, no mesmo dia, num jantar de negócios com os empresários portugueses, promovido pela Portugal Foods e pela Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia (APTCE).


Fonte: Lusa / Confagri

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Rússia fecha fonteiras à carne de porco europeia

A Rússia fechou oficialmente, hoje, as suas fronteiras à entrada de carne de porco proveniente da União Europeia.

As autoridades russas aproveitaram o facto de esta segunda-feira ter sido declarado oficialmente um caso de peste suína africana em javalis na Lituânia e a existência de rumores de que também existem casos de peste suína africana em javalis da Polónia, para fechar as suas fronteiras. Legalmente, a Rússia evoca o facto de que o certificado europeu que exige que toda a União Europeia está livre de peste suína africana, excepto na Sardenha, já não é válido, uma vez que foi declarado um foco de doença em outro país comunitário. Exige que a União Europeia apresente uma regionalização, refazendo as zonas indemnes.

Sabe-se que a Comissão Europeia preparou uma resposta, colocando a Lituânia, parte da Letónia e parte da Polónia, como zonas potencialmente infectadas e, portanto, excluídas do certificado. Parece que as autoridades russas querem que a Comissão exclua do certificado nove países europeus, incluindo a Alemanha a Polónia e a Holanda.

Amanhã à tarde vai haver uma reunião telefónica entre as autoridades sanitárias europeias e as autoridades sanitárias russas para tentar resolver o diferendo. Pensa-se que os russos não vão ceder nos nove países e a grande questão é se a Comissão deve sacrificar esses países para proteger os restantes.

Entretanto, hoje de manhã, todos os países europeus deixaram de emitir certificados para exportação de carne de porco para a Rússia e os camiões de carne porco carregados esta segunda-feira e que chegaram ontem, ao final da tarde, à fronteira russa, estão bloqueados pelas autoridades russas.

O COPA-COGECA em conjunto com UECBV, vai tentar amanhã de manhã contactar o Comissario da Agricultura Ciolos e o Presidente do Grupo de Comércio Internacional do Parlamento Europeu Vital Moreira, para os sensibilizar para este problema e exigir uma rápida solução.

 
Fonte: Agroinfo