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domingo, 13 de abril de 2014

Industriais do café querem aumento de 50% no consumo

Os industriais do café em Portugal querem que o consumo desta bebida aumente 50% nos próximos cinco anos no país, para igualar à média europeia, apostando para isso em quebrar a sazonalidade e em formar especialistas.

A proposta foi avançada à agência Lusa pela secretária-geral da Associação Industrial e Comercial do Café, Teresa Ruivo, que admitiu tratar-se de "um objetivo ambicioso".

Em entrevista à Lusa, a propósito do Dia Mundial do Café, que se comemora na próxima segunda-feira, Teresa Ruivo referiu que a ideia é levar cada português a consumir uma média de seis quilos de café por ano.

"Os últimos dados que temos da European Coffee Federation dizem que os portugueses consomem, neste momento, 4,7 quilos de café por pessoa por ano", avançou, embora reconheça que os portugueses têm a ideia que consomem muito café.

De facto, "em comparação com outros países da Europa, ainda estamos um bocadinho abaixo desse consumo médio. O consumo médio por pessoa na Europa situa-se nos 6,4 [quilos por pessoa por ano]", esclareceu.

Segundo Teresa Ruivo, esta é uma diferença que se explica pelo facto de em Portugal se beber sobretudo o café expresso, ou seja, uma quantidade muito pequena por dose, enquanto no resto da Europa, e sobretudo no Norte, o consumo se faz em copos grandes, os chamados "baldes de café".

Embora o mercado do café em Portugal seja dos poucos que não sofreu com a crise, estando a apresentar um crescimento todos os anos, a associação aposta em duas formas de atingir a média europeia.

"Acho que o aumento do consumo de café pode passar por as pessoas aprenderem que o café não é só uma bebida de inverno, que há outras formas de consumir o café que não só o café expresso e não tem de ser quente", defendeu Teresa Ruivo.

Por outro lado, a associação vai apostar na especialização de pessoas ligadas ao café, fomentando uma profissão pouco conhecida em Portugal: os baristas.

"É um especialista em café, que estuda o café e as formas de consumo", explicou Teresa Ruivo, adiantando que a Associação Industrial e Comercial do Café está a apostar numa formação para que as pessoas possam "tirar todo o partido do café, seja através do expresso, seja através do cappuccino, seja através de bebidas frescas".

A ideia, contou a responsável da associação, é ter um barista em cada restaurante e em cada café ou criar aquilo que já é moda na Europa: os coffee-shop.

"Há cartas de vinho, há cartas de cerveja, há cartas de águas, portanto a ideia era conseguirmos que pelo menos alguns dos cafés emblemáticos tenham uma carta de cafés e que se pergunte [se o cliente] quer um café mais arábico, mais robusto, mais torrado, menos torrado", disse, explicando que se pretende que as pessoas consigam perceber as diferenças entre os diferentes cafés e formas de serem 'tirados'.

Apesar de a associação querer proporcionar a formação, o investimento em ter um especialista destes "tem de partir do próprio estabelecimento", à semelhança do que acontece com os escanções ou os chefs, defendeu.

O barista é, aliás, uma das 'ofertas' que a associação vai apresentar segunda-feira para comemorar o Dia Mundial do Café, a fim de divulgar este tipo de especialista, através do qual a informação chega mais depressa ao consumidor.

"Vamos estar presentes em vários órgãos de comunicação social e vamos ter a acompanhar-nos alguns barristas que trabalham habitualmente com a associação, para divulgarmos as diferentes formas de consumir café e as diferentes propriedades e benefícios do café na saúde", concluiu.


Fonte: Noticias ao Minuto

segunda-feira, 24 de março de 2014

Crise obriga a reduzir refeições fora de casa

“A crise e o consumidor: o que mudou?”, é a questão central do estudo desenvolvido pelo IPAM – The Marketing School, por ocasião do Dia Mundial do Consumidor. O inquérito, que analisa as implicações da actual conjuntura económica nos hábitos, comportamentos e estilo de vida dos consumidores, demonstra que o momento que o país atravessa obrigou a grande maioria das famílias inquiridas (96%) a alterar a gestão dos orçamentos.
 
O estudo, que revela, ainda, a forma como o consumidor se adaptou à situação de crise, indica que, nos últimos dois anos, 90% dos inquiridos apostou na redução no número de refeições feitas fora de casa. A aquisição de vestuário e calçado (85% das respostas) e de acessórios (70%) surgem também no topo da lista de reduções.

A poucos meses do Verão, o estudo explica que, este ano, as férias fora do País se encontram na mira dos cortes de 68% das famílias.

A alteração dos orçamentos familiares encontra-se directamente relacionada com a diminuição do orçamento disponível e os factores económicos condicionam mesmo as compras de todas as categorias de produtos, segundo a mesma fonte. “Por exemplo, as conclusões demonstram que, no caso dos produtos alimentares, a preocupação com a qualidade surge em primeiro lugar (34 %), mas os argumentos financeiros assumem um peso importante”.


Perspectivas para 2014

Relativamente às expectativas para 2014, aproximadamente três em cada quatro consumidores perspectiva um ano com contornos mais positivos. 38% considera que a situação do País vai melhorar e 36% afirma que vai manter-se igual a 2013. Quanto à situação actual do agregado familiar, 47% considera que a mesma se irá manter igual ao ano passado. Contudo, para 31% a situação vai piorar.
No que diz respeito ao poder de compra, o cenário é menos optimista: apenas 20% dos inquiridos partilham de uma perspectiva positiva; 43% considera que o poder de compra se irá manter e 37% dos respondentes considera que irá piorar.


Ficha Técnica

O estudo – desenvolvido pelo IPAM – The Marketing School, entre 28 de Fevereiro e 9 de Março – foi realizado na zona do Grande Porto junto de 300 indivíduos.



Fonte: Hipersuper  /  Anilact

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Portugueses procuram mais bacalhau mas a baixo custo

Os portugueses continuam a preferir o bacalhau a outros peixes, em parte devido às promoções das grandes superfícies mas também porque é um alimento que "rende a 95%", de acordo com o Jornal de Notícias.

As famílias portuguesas continuam a procurar o bacalhau e compram-no mais agora que as grandes superfícies oferecem promoções mais atractivas, depois de anos de quebra no consumo devido à subida dos preços, noticia o Jornal de Notícias.

A empresa Kantar Worldpanel, que faz estudos de consumo, explicou à mesma publicação: “A categoria bacalhau teve uma quebra de 5,4% em valor no primeiro semestre de 2013, devido à descida do preço médio por quilo em cerca de 10% e também devido à ligeira perda de compradores (-1,1%). Mas, em compensação, conseguiu crescer em volume 5%”.

Com a descida dos preços, a quantidade disponível via quotas de pescas portuguesas aumentou 85%, desde 2009. Ricardo Alves, administrados da Riberalves, acredita que o consumo actual per capita é de 7 kg, ainda a ser confirmado pela próxima Balança Alimentar, no ano que vem.

No entanto, Ricardo Alves admite que “houve um desvio do consumo para produtos com menor preço e menor valor acrescentado”.

O presidente da Associação dos Industriais de Bacalhau, Paulo Mónica, aponta uma explicação para esta contínua procura dos portugueses: “O bacalhau é um produto alimentar que, nestes tempos de maior aperto dos orçamentos familiares, se tem revelado como uma opção das famílias, também fruto do seu elevado rendimento, superior a 95%”.