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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ovos - Resíduos de medicamentos




A Segurança Alimentar é actualmente um requisito indispensável para todos os operadores económicos intervenientes na cadeia alimentar. É também uma preocupação crescente dos consumidores, cada vez mais conscientes dos perigos (físicos, químicos e biológicos) que podem ser veiculados nos alimentos.

De acordo a legislação comunitária, em matéria de Segurança alimentar, os géneros alimentícios colocados à disposição do consumidor deverão ser seguros, ou seja, próprios para consumo humano e não susceptíveis de risco para a saúde humana. Esses diplomas contêm um conjunto de normas que permitem garantir o cumprimento desses mesmos objectivos desde o “prado ao prato”.

A correcta utilização de medicamentos nos animais destinados ao consumo humano é benéfica, quer em termos económicos, quer em termos sanitários, aumentando a rentabilidade das explorações pecuárias e o bem-estar animal, com repercussão positiva no preço e salubridade dos géneros alimentícios. No entanto, o seu uso inadequado ou mesmo ilegal (não permitido) pode fazer com que resíduos dos mesmos cheguem ao consumidor através da cadeia alimentar, podendo daí resultar efeitos nocivos para a saúde humana.

Os resíduos dos “medicamentos” em alimentos de origem animal são resultado do uso de medicamentos nos animais produtores de alimentos. Resultam, ou do uso de medicamentos não permitidos ou do não respeito pelo intervalo de segurança (intervalo obrigatório entre a administração do medicamento e o abate do mesmo para consumo humano).

No entanto, a existência de legislação sobre a utilização dos medicamentos de uso veterinário nos animais de produção de alimentos, permitiu não só aumentar a protecção do consumidor mas também contribuiu significativamente para a diminuição da disponibilidade de medicamentos passíveis de serem usados nos animais produtores de alimentos, na Comunidade Europeia.

A Directiva 96/23/EC (Directiva do Controlo dos Resíduos) transposta para a legislação nacional pelo Decreto-Lei n.º 148/99 de 4 de maio, contém requisitos específicos, particularmente no que diz respeito ao controlo de substâncias farmacologicamente activas que podem ser usadas em medicamentos de uso veterinário nos animais produtores de alimentos. 

Assim, com a publicação deste e de outros diplomas legais, introduziram-se em todos os Estados-membros, procedimentos para avaliação da segurança de resíduos de substâncias farmacologicamente activas de acordo com os requisitos de segurança alimentar para os humanos.

Tendo como objectivo prioritário a defesa da saúde dos consumidores, a União Europeia proíbe a utilização de promotores de crescimento e restringe o uso de medicamentos veterinários na produção de animais destinados ao consumo humano.

Em Portugal, o Plano Nacional de Controlo de Resíduos (PNCR) coordenado pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) avalia o cumprimento deste conjunto de medidas. O controlo analítico dos resíduos de medicamentos em ovos é parte essencial deste Plano. 

De acordo com os relatórios PNCR disponíveis pela DGAV (www.dgv.min-agricultura.pt) relativamente aos resíduos de antibióticos em ovos e ovoprodutos, em nenhuma amostra colhida foram detectadas inconformidades. 

Neste sentido, os resultados obtidos no âmbito deste controlo permitem concluir que na União Europeia, do ponto de vista de resíduos químicos (medicamentos veterinários), é actualmente seguro incluir o ovo como produto alimentar de origem animal, no nosso cabaz alimentar.

Os controlos oficiais realizados através de colheita de amostras no âmbito do PNCR, têm como principais objectivos:

- Detectar a administração ilegal de substâncias proibidas, e a administração abusiva de substâncias autorizadas;
- Confrontar os resíduos de medicamentos veterinários, com os limites máximos de resíduos fixados no Regulamento (CEE) n.º 37/2010 do Conselho de 29 de dezembro;
- Controlar a concentração dos contaminantes ambientais. 





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ovos: frescura é fundamental

Rico em vitaminas e proteínas, o ovo é um alimento a integrar no nosso regime alimentar. Tenha alguns cuidados na compra e, em casa, para conservá-lo da melhor forma.


Testes e truques

  • Gema e clara consistentes e casca intacta e límpida são sinais que revelam frescura. Faça o teste num copo com água. Um ovo está fresco se, ao imergi-lo em água, permanecer no fundo do recipiente. Os ovos velhos flutuam quando ganham volume, devido ao aumento do espaço da câmara-de-ar, entre a membrana interna e externa.
  • A casca do ovo novo é áspera e opaca. A do velho é mais lisa e ganha brilho. Escolha ovos com casca intacta e limpa. Uma vez rachado, o ovo perde parte das suas propriedades naturais.
  • Quando aberto, um ovo fresco quase não tem odor. A clara, límpida e translúcida, é gelatinosa, e a gema, saliente. Se a clara estiver fluida e a gema achatada, é muito provável que o ovo esteja envelhecido. À medida que um ovo perde frescura, a gema torna-se móvel. Sacudindo vigorosamente o ovo, se for velho, ouve-se um ruído característico.
  • Conserve os ovos no frigorífico, com a ponta mais fina para baixo. Retire apenas os ovos de que necessita e respeite a data de validade impressa na embalagem ou nos ovos. Evite submetê-los a variações de temperatura acentuadas.
  • Para que os ovos não se partam na cozedura, adicione vinagre antes de a água ferver. Lave-os apenas antes da sua utilização imediata, para não danificar a cutícula que protege da entrada de bactérias. Cozinhe bem os alimentos com ovos: bactérias como a Salmonella são destruídas pelo calor.

Um ovo por dia cheio de vitaminas

  • Comer um ovo por dia não aumenta o risco de doenças cardiovasculares nem eleva o nível de mau colesterol no sangue. Este encontra-se mais relacionado com as gorduras ricas em ácidos gordos saturados.
  • O ovo é um alimento bastante nutritivo. Contém proteínas, tanto na clara, como na gema. Esta é rica em gordura, sobretudo insaturada, e colesterol. Uma gema fornece entre 10 a 20% da dose diária recomendada de vitamina A, D, E e K. A clara é rica em vitaminas do complexo B. Estão presentes minerais como o fósforo e o selénio, este último necessário ao músculo cardíaco.
  • A cor da casca e da gema não interferem no valor nutritivo. Depende, no caso da casca, da raça da galinha e, na gema, da alimentação dos animais que, quando baseada no milho ou em rações com corantes, torna-a mais amarela.