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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ovos: frescura é fundamental

Rico em vitaminas e proteínas, o ovo é um alimento a integrar no nosso regime alimentar. Tenha alguns cuidados na compra e, em casa, para conservá-lo da melhor forma.


Testes e truques

  • Gema e clara consistentes e casca intacta e límpida são sinais que revelam frescura. Faça o teste num copo com água. Um ovo está fresco se, ao imergi-lo em água, permanecer no fundo do recipiente. Os ovos velhos flutuam quando ganham volume, devido ao aumento do espaço da câmara-de-ar, entre a membrana interna e externa.
  • A casca do ovo novo é áspera e opaca. A do velho é mais lisa e ganha brilho. Escolha ovos com casca intacta e limpa. Uma vez rachado, o ovo perde parte das suas propriedades naturais.
  • Quando aberto, um ovo fresco quase não tem odor. A clara, límpida e translúcida, é gelatinosa, e a gema, saliente. Se a clara estiver fluida e a gema achatada, é muito provável que o ovo esteja envelhecido. À medida que um ovo perde frescura, a gema torna-se móvel. Sacudindo vigorosamente o ovo, se for velho, ouve-se um ruído característico.
  • Conserve os ovos no frigorífico, com a ponta mais fina para baixo. Retire apenas os ovos de que necessita e respeite a data de validade impressa na embalagem ou nos ovos. Evite submetê-los a variações de temperatura acentuadas.
  • Para que os ovos não se partam na cozedura, adicione vinagre antes de a água ferver. Lave-os apenas antes da sua utilização imediata, para não danificar a cutícula que protege da entrada de bactérias. Cozinhe bem os alimentos com ovos: bactérias como a Salmonella são destruídas pelo calor.

Um ovo por dia cheio de vitaminas

  • Comer um ovo por dia não aumenta o risco de doenças cardiovasculares nem eleva o nível de mau colesterol no sangue. Este encontra-se mais relacionado com as gorduras ricas em ácidos gordos saturados.
  • O ovo é um alimento bastante nutritivo. Contém proteínas, tanto na clara, como na gema. Esta é rica em gordura, sobretudo insaturada, e colesterol. Uma gema fornece entre 10 a 20% da dose diária recomendada de vitamina A, D, E e K. A clara é rica em vitaminas do complexo B. Estão presentes minerais como o fósforo e o selénio, este último necessário ao músculo cardíaco.
  • A cor da casca e da gema não interferem no valor nutritivo. Depende, no caso da casca, da raça da galinha e, na gema, da alimentação dos animais que, quando baseada no milho ou em rações com corantes, torna-a mais amarela.

     

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Intoxicação alimentar fora de casa: como reclamar

Guardar a fatura, apresentar comprovativos de despesas médicas e testemunhas são essenciais para provar que o consumo de certos alimentos causou uma intoxicação alimentar.

Apresente queixa contra o estabelecimento. Se a intoxicação ocorrer numa viagem organizada, a agência é a visada. Nas escolas, hospitais e outros estabelecimentos da administração pública, dirija a queixa à direção. Nestes casos, pode ainda avançar com um processo contra o Estado. Em qualquer situação, deixe registo no livro de reclamações. 

Reunir as provas

Dado que os alimentos são perecíveis, é complicado determinar a origem de uma intoxicação. Mas certos elementos ajudam a fazer a prova:
  • guarde a fatura do estabelecimento, com a descrição do pedido. Junte cópia de queixas escritas, por exemplo, no livro de reclamações;
  • apresente relatórios médicos, cópias de receitas e comprovativos de internamento hospitalar, baixa laboral, diagnóstico ou tratamento. Se houver sequelas, a vítima tem de ser avaliada por um perito médico;
  • quando possível, recorra a relatórios de inspeção ao estabelecimento que deem conta de deficiências de higiene, manipulação dos alimentos, refrigeração ou limpeza;
  • se várias pessoas tiverem sintomas idênticos (mal-estar intenso, dores fortes no estômago e descontrolo intestinal), os seus testemunhos e, se possível, os de empregados do estabelecimento, ajudam a determinar a relação entre o consumo do alimento e a intoxicação.
Que indemnização pedir?

O valor da indemnização depende do tipo de lesão e de como esta afeta a vítima, nomeadamente os dias de baixa, despesas com consultas, tratamentos, medicamentos e situação familiar em caso de falecimento.

A indemnização pode cobrir danos morais de quem não tenha sido diretamente afetado pela intoxicação. É o caso de pais de crianças intoxicadas, noivos numa boda ou familiares de falecidos.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Produtor de azeite descredibiliza análises da DECO

“As análises que nós temos não são nem parecidas com as feitas pela DECO. São análises que provam que o azeite é virgem extra, biológico e completamente dentro da lei”, garantiu hoje o responsável pela marca de azeite Alfandagh, Artur Aragão, à TSF.

O produtor diz não compreender a disparidade de resultados obtidos nas diferentes análises ao azeite. “As minhas análises são feitas no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. As da DECO, não sei, porque eles não identificam o laboratório. O nosso laboratório é credenciado e as análises são fidedignas”, declarou.

Artur Aragão acrescenta, ainda, que a marca está no mercado desde 1988 e que nunca teve “problemas”. “Há pouco tempo foi distinguida novamente em Israel. Vamos defender-nos das acusações que nos fazem”, remata.

Por sua vez, Dulce Ricardo, da DECO, assegura que todos os testes foram levados a cabo por “um laboratório devidamente credenciado e com muita experiência na análise de azeite. As análises, quando deram os valores errados, foram confirmadas".

"Não íamos estar a dar conhecimento de resultados sem a devida confirmação", salienta a responsável.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Teste da Deco a 25 marcas de azeite revela cinco fora da lei, uma por fraude

Um estudo da associação de defesa dos consumidores Deco a 25 marcas de azeite revelou que uma não era azeite e que quatro eram "azeite virgem" e não "azeite extra virgem" como estava descrito no rótulo, numa violação da lei.

No teste, cujos resultados são publicados na edição de Setembro da revista Deco Proteste, e hoje divulgados, apenas duas marcas apresentaram excelente qualidade.

De acordo com a Deco, a marca "Alfandagh", descrita no rótulo como "azeite virgem extra", de origem biológica, nem sequer é azeite, "tendo as análises comprovado a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona".

As marcas "Auchan" (DOP Moura), "É" (Continente), "Grão Mestre" e "Naturfoods", que se apresentam no rótulo como "azeite virgem extra", deveriam, segundo a associação de defesa dos consumidores, "ser classificadas como 'azeite virgem' apenas".

Um teste sensorial comprovou que amostras de azeite destas quatro últimas marcas "apresentaram defeitos que, por lei, o azeite virgem extra não pode manifestar".

A Deco adianta que os casos de fraude e de desrespeito da denominação de venda do rótulo foram denunciados à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para agir em conformidade.
As marcas "Dia Clássico" (Minipreço) e "Gallo Clássico", das mais baratas, foram as únicas consideradas de excelente qualidade.

Confrontada pela agência Lusa com as ilegalidades relatadas pela Deco, a ASAE referiu que, na situação em concreto, "procedeu a novas colheitas de amostras de mercado" e, das análises, concluiu que seis amostras de azeite não estavam conformes, sendo que três "configuram situações relacionadas com fraude sobre mercadoria, por ter sido detectada a existência de azeite refinado".

Sem mencionar marcas, a ASAE assinala, numa curta nota, que "todos os processos estão a seguir a sua tramitação normal, tendentes à retirada destes azeites do mercado", devido a fraude económica ou a deficiente informação ao consumidor.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ressalva que nenhum dos casos "é susceptível de pôr em risco a segurança e a saúde dos consumidores".

O estudo da Deco avaliou parâmetros como a qualidade e a frescura, através da acidez, do índice de peróxido e da absorção no ultravioleta, tendo sido feita, igualmente, uma prova de degustação.

A associação de defesa dos consumidores defende, em nota hoje divulgada, que "é fundamental reforçar a fiscalização, desde os lagares, passando pelos embaladores, até aos hiper e supermercados".
 
 
 
 
Fonte: Público