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quarta-feira, 19 de março de 2014

Laboratórios da ASAE reconhecidos pelo COI

O COI-Conselho Oleica Internacional, é uma organiza-ção intergovernamental que reúne atualmente 23 países produtores e consumidores de azeite e azeitonas de mesa, sendo por isso a referência máxima do sector oleico. Esta Organização tem regras bem estabelecidas para reconhecimento da competência técnica dos laboratórios que analisam este produto com tão grande importância económica e alimentar.

Nesta conformidade, o COI organiza estudos de intercomparação de resultados entre os laboratórios de vários países produtores de azeite. Em 2013 participaram nestes estudos 64 laboratórios de vários países tendo sido provadas 10 amostras de azeite virgem.

Com base nestes resultados e através de critérios bem definidos, o COI reconhece os painéis de prova e os labora-tórios de química com periodicidade anual.

Nesta conformidade, os Laboratórios da ASAE são membros do COI tendo reconhecida a sua competência técnica, por este Organismo, em duas áreas: Análise Sensorial e Ensaios Químicos, cujos certificados se encontram dispo-níveis no site da ASAE: Página Inicial » Avaliação de Riscos Alimentares e Laboratórios » Laboratórios » A ASAE e o Conselho Oleícola Internacional - COI.



quinta-feira, 6 de março de 2014

ASAE Informa: Ainda e sempre a polémica dos galheteiros de azeite


A Portaria nº 24/2005 de 11 de janeiro que estabelece as normas de apresentação do azeite ao consumidor final como tempero de prato, nos estabelecimentos de hotelaria, de restauração e de restauração e bebidas não foi revogada e encontra-se em vigor.

A colocação de azeite à disposição do consumidor final como tempero de prato, nos estabelecimentos de hotelaria, de restauração e bebidas, sem que se encontre acondicionado em embalagens munidas de um sistema de abertura que perca a sua integridade após a primeira utilização e que não sejam passíveis de reutilização, ou que não disponham de um sistema de proteção que não permita a sua reutilização após esgotamento do conteúdo original referenciado no rótulo constitui contraordenação e encontra-se punida no artigo 68º do Decreto-Lei nº 28/84, de 20 de janeiro - Estabelece o regime em vigor em matéria de infrações antieconómicas e contra a saúde pública, e as coimas são as seguintes - Pessoa singular de €24,94 a €2.493,99 e Pessoa coletiva de €24,94 a €7.481,97.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Adega de Reguengos investe em grande e ataca exportação

Depois de concluída a modernização da adega em Reguengos de Monsaraz, o projecto avança na área do enoturismo
 

Chama-se Carmim, como a cor vermelho vivo extraída das uvas, mas já não se dedica só ao tinto. Nem ao vinho. Para optimizar recursos, a empresa de Reguengos de Monsaraz está a alargar o seu portefólio e vai passar a distribuir gin, vodka, champanhe, porto e outras bebidas. Mas não só. 

Longe vão os tempos em que 12 produtores descontentes com o preço que lhes era pago pelas uvas decidiram juntar-se e fundar uma adega cooperativa. Hoje são mais de 1000 sócios, nas áreas da vitivinicultura, da olivicultura, da ovinicultura e também da produção de cereais, e a cooperativa adoptou uma gestão empresarial moderna, reforçada pelas recentes aquisições da Monsaraz Vinhos, para o mercado interno, e da Enoforum, para o mercado internacional.

Actualmente para vender vinho – ou para vender o que quer que seja – é preciso ter jogo de cintura. E foi isso que o grupo Carmim pretendeu ganhar. Em 2008 iniciou um projecto de investimentos ao abrigo do Proder – Programa de Desenvolvimento Rural e, a uma média de um pouco mais de um milhão de euros por ano, foi modernizando a adega, o armazém e a distribuição.

O presidente do grupo Carmim, Manuel Murteira, resume a história: “Foi uma mudança de filosofia completa, as pessoas não estavam preparadas para isso. Tínhamos dez ou doze distribuidores e agora temos 6 mil e tal clientes”.

O investimento veio precisamente na altura em que chegou a crise. “Começámos a ter dificuldade nas cobranças, alguns clientes não pagavam, quando se ia lá na vez seguinte já tinham fechado portas, se não pagava não podíamos deixar mais vinho... Uma confusão”, conta.
Manuel Murteira, que também produz uvas e é sócio da cooperativa, lembra que “há muitas famílias inteiramente dependentes do desempenho da Carmim”. Por isso era preciso ultrapassar alguns constrangimentos de gestão.

Depois da compra da Monsaraz Vinhos, a distribuidora para o mercado interno, foi a vez de olhar para o mercado internacional, o que levou à aquisição, em 2011, da Enoforum, que tem como objectivo abrir portas nos mercados externos.

A Monsaraz Vinhos já está paga, mas ainda falta amortizar uma prestação da Enoforum, que custou 1400 euros e que ficará paga no final deste ano, como previsto no contrato de compra/venda.
“A ideia é que as duas empresas comerciais sejam cada vez mais empresas de portefólio alargado e distribuam nos canais onde vendem vinho outros produtos do grupo Carmim”, afirma Manuel Murteira.

O objectivo é optimizar recursos e diluir custos, diz o presidente da Carmim. “A electricidade vai aumentar, o gás vai aumentar e, se não pagarmos, os fornecedores cortam. A sociedade Ponto Verde cobra uma taxa obrigatória para recolher isto e aquilo, mas é de lei, não podemos recusar. No entanto, se aumentarmos o preço do vinho proporcionalmente desata tudo a barafustar ou deixa de comprar, porque não vendemos por decreto”.

Assim, a Carmim passa a ter sob a mesma chancela, além dos vinhos produzidos na sua adega cooperativa, produtos como vinho do Porto, marca Pátria, Alvarinho, vodka da Lituânia, gin da Estónia, cachaça do Brasil, brandy, rum, tequilha, espumante e até água.

Estas parcerias estabelecidas com outros produtores têm, sempre que possível, uma contrapartida. No caso do vodka e do gin, os vinhos da Carmim passam a ter a entrada facilitada no Báltico, por exemplo. “Estas parcerias são também tentativas de abrir portas em mercados que nos são mais difíceis e têm funcionado bem. Nós apoiamos as marcas nos mercados em que somos fortes, por exemplo em Angola e no Brasil, e eles dão-nos mercados onde têm maior sensibilidade, como o Leste europeu ou Israel”, explica Manuel Murteira.

O director geral da Enoforum, Delfim Costa, tem um papel importante na selecção destas bebidas. “Passamos seis ou sete meses em viagem e acabamos por conhecer toda esta gente. Só para ter uma ideia, conhecemos os produtores do vodka lituano no Vietname, onde estivemos numa feira lado a lado. Eles passaram o dia a beber os vinhos da Carmim, e eu a beber o vodka deles”.

As coisas correram tão bem que os responsáveis da empresa lituana – que tem na Lituânia a maior fábrica de vodka do mundo –  já estiveram nas instalações de Reguengos a dar formação aos comerciais do grupo. “Estamos muito satisfeitos, foi uma parceira fácil de construir porque houve muita vontade de ambas as partes”, diz Delfim Costa.

Este ano a Enoforum terá ainda mais trabalho. É que o objectivo é que as vendas no mercado internacional, que já representam 25% da facturação do grupo, dupliquem em 2014.
Actualmente, a Enoforum já exporta para cerca de 35 países e tem perto de 120 clientes. Os principais compradores estão em Angola, no Brasil, no Polónia, na Rússia, em França, nos Estados Unidos da América e na China. Mas há mercados sui generis. Delfim Costa sabe isso melhor do que ninguém. “Uma empresa pode ter uma posição muito boa no mercado russo. De repente, o governo daquele país – e já fez isto várias vezes nos últimos anos –, decide mudar os selos das garrafas mas não os coloca à venda no mercado. Durante seis meses, ninguém pode importar nada, o que significa que perdemos seis meses de vendas. No Brasil, uma greve dos portos três meses dá cabo da vendas”, exemplifica. E isto são situações reais.

O modelo básico de funcionamento da Enoforum é com importadores locais. As excepção vão para Xangai, onde existe um escritório há dois anos, e em Singapura, onde foi constituída uma empresa em Julho. Nos dois casos existe pessoal português e local.
“É preciso ter uma gestão muito táctica”, afirma Manuel Murteira. E, como disse antes, não há muita margem de manobra. Pelo menos do lado da receita. Para a Carmim, produzir uma garrafa de vinho teve, em 2013, um custo de 75 cêntimos – rolhas, garrafas, electricidade, águas, etc. Só a partir deste valor é que a empresa começa a ganhar dinheiro.

Azeite E e no turismo O grupo Carmim também produz azeite. “Este é um sector muito difícil para nós, com as variações que tem havido ao longo dos anos”, confessa Manuel Murteira.
A cooperativa passou dos cerca de 500 mil quilos de azeite por ano recepcionado para cerca de 2,5 milhões. “Temos uma estratégia para vender uma determinada quantidade e estamos estruturados para isso. No caso dos vinhos sabemos que a produção ronda os 20 milhões de quilos por ano, que são cerca de 15 milhões de litros de vinho, e, em casos pontuais e de acordo com as parcerias que vamos estabelecendo, vamos adquirir vinho a outras regiões para optimizar as vendas. No caso do azeite isso também poderá ser feito, mas gostaríamos de poder ter mais alguma garantia”, diz.

Os 2,5 milhões de azeitona representam cerca de 300 mil litros de azeite, ou seja, exigem uma postura diferente perante o mercados. “Somos demasiado pequenos para determinadas acções mas, por outro lado, demasiado grandes para outras. Ou estamos em nichos de mercado onde se pode vender o azeite muito caro ou temos de vender grandes quantidades para diluir os custos e optimizar ganhos”.

A questão, afirma o presidente da cooperativa, é que “neste momento estamos no meio termo e, forçosamente, vamos ter de fazer alguma coisa e está previsto fazê-lo através da Enoforum, no mercado externo. Muito provavelmente vamos ter de fazer com os azeites o mesmo que estamos a fazer com os vinhos e restantes bebidas, provar de outros, comprar, estabelecer parcerias”, avança.

“O azeite está na moda, faz bem à saúde e sabemos que este segmento é uma necessidade imperiosa e também um desafio. Está com uma tendência de crescimento positiva e, ao mesmo tempo, seria uma forma de dar resposta e garantir a sustentabilidade das explorações dos associados, que são muitos na secção olivícola e dependem disso, embora muitos deles tenham vinha além do olival. Sentimos que temos esta responsabilidade, desenvolver este projecto de uma forma determinante”, afirma Manuel Murteira.

Outra área muito importante para o grupo e uma das prioridades é a do enoturismo. A Carmim adquiriu o antigo matadouro de Reguengos de Monsaraz  à câmara municipal e quer transformar as instalações, ainda com vestígios muito acentuados da actividade para a qual foram criadas, num espaço para realizar eventos e receber visitante, nacionais e estrangeiros.
“A Carmim está inserida numa localização que eu diria estratégica dentro do Alentejo, com o envolvimento de Monsaraz e do Alqueva. Este seria o salto em  frente, o passo definitivo”, acredita Manuel Murteira.

“Temos um espaço reservado para o enoturismo, com uma sala com capacidade para 200 pessoas, onde realizamos diversos eventos, de baptizados a festas de empresa e de Natal. Temos um serviço de catering, mas não temos condições para nos manter abertos todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados”, explica.

Monsaraz recebe todos os dias milhares de visitantes, cerca de 35 a 45 mil pessoas por mês. Manuel Murteira sabe que o Alentejo “está na moda” e não quer desperdiçar esta oportunidade. No entanto, precisa de capital para avançar e está à espera de receber cerca de 1 milhão de euros do Proder, que deveriam ter sido pagos até ao final de 2013 no âmbito da compra da Enoforum, mas que ainda não chegaram. Só que a Carmim já avançou o dinheiro da terceira prestação da compra e está sem fundos. 

A este propósito, o presidente do grupo Carmim lembra o descabimento do preço do dinheiro. “Em termos de juros, o que se pagava há cinco anos atrás, antes da crise, era uma brincadeira, conseguíamos dinheiro a um juro de cerca de 0,5%. Com a crise esse dinheiro começou a custar 6,5% e agora, que as coisas estão a melhorar um pouco, os juros já estão nos 4,5%. Mas é para nós, porque há empresas que não conseguem financiamento a preço nenhum”.

A par do projecto de enoturismo, existe também a intenção de expandir a rede de lojas do grupo, a Castas e Castiços. Actualmente, conta com uma loja em Monsaraz, outra em Reguengos e uma terceira em Arraiolos. O objectivo é alargar a rede a outras zonas do país e talvez mesmo lá fora.
“Ainda não demos esse passo fruto dos investimentos que temos tido a nível tecnológico, na adega. Estas coisas vão ficando para o fim”. O projecto de enoturismo já foi iniciado e é estratégico, mas tem sido preterido em função daquilo que é o core business da Carmim, vender vinho. “Mas temos grandes planos para o espaço do antigo matadouro, como a exposição de vinhos, de azeites, o projecto de restauração e um museu interactivo, vivo, em termos de multimédia”, garante o presidente do grupo. A execução começará “logo que existam condições financeiras e vontade, da direcção e dos associados. Acredito que durante o segundo semestre deste ano possamos começar a fazer alguma coisa e dar o salto em frente”.

Fonte: ionline

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Técnicas forenses contra a fraude no azeite

Uma equipa de investigadores do Campus de Excelência Internacional do Agronegócio (ceiA3), localizado em Córdoba, desenvolveu um método baseado em técnicas forenses para melhorar o controlo da origem do azeite evitar misturas fraudulentas.

Artigo completo em Efeagro

Azeite reduz em 66% problemas de circulação nas pernas

Um estudo espanhol provou que a dieta mediterrânea à base de azeite ajuda a prevenir vários problemas de saúde, como a má circulação nas pernas e os problemas de coração. O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association e aponta para uma redução de 66% nos problemas de má circulação.

A dieta mediterrânea, rica em azeite, traz benefícios para a saúde que vão desde a prevenção de problemas cardiovasculares a uma menor incidência de diabetes.

Desde 2003 que o estudo ‘Predimed’ está a ser desenvolvido, analisando os hábitos alimentares da população espanhola. Agora, foi publicado no Journal of the American Medical Association, e revelou que o consumo de azeite reduz em mais de metade o risco de problemas circulatórios.
De acordo com Martínez-González, investigador do estudo financiado pelo Instituto de Saúde Carlos III e professor de Medicina Preventiva da Universidade de Navarra, em Pamplona, os resultados “são os mais espetaculares do Predimed até o momento”.

As doenças provocadas por má circulação afetam 5% da população mundial, com idade acima dos 50 anos, com especial incidência em fumadores, diabéticos e nas pessoas que já sofrem de pressão e colesterol alto.

Os pesquisadores analisaram dados de 7.435 participantes, durante quatro anos, e segundo artigo, “o risco de problemas de circulação praticamente desapareceram”.

“Observámos que, entre as pessoas que seguiram a dieta mediterrânea, os que receberam mais azeite reduziram em 66% os casos de má circulação, e entre aqueles que consumiram mais frutos secos o risco caiu em 50%”, afirmou Martínez-González.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Fiscalização a lagares de azeite resulta em 94 multas

A operação, denominada “Lagareiro 2013/2014”, teve como objetivo fiscalizar o funcionamento e licenciamento dos lagares de azeite e o encaminhamento e gestão de resíduos.
 
A GNR levantou 94 autos de contraordenações a lagares de azeite, durante ações de fiscalização realizadas nos últimos dois meses com o objetivo de verificar o funcionamento destas instalações e a gestão dos resíduos, indicou hoje a corporação. 
 
Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), 858 militares do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) realizaram, entre 18 de novembro e 15 de janeiro, 337 ações de fiscalização a instalações fabris de produção de azeite para detetarem infrações à legislação em vigor.  
 
A operação, denominada “Lagareiro 2013/2014”, teve como objetivo fiscalizar o funcionamento e licenciamento dos lagares de azeite e o encaminhamento e gestão de resíduos.  
 
Numa nota, a GNR adianta que foram levantados 94 autos de contraordenação, dos quais 15 por rejeição de águas degradadas diretamente para o sistema de disposição de águas residuais, 14 por falta de comprovativo de cumprimento dos valores limites de emissão, 13 por falta de controlo metrológico (balanças) e seis por falta de licenciamento industrial.  
 
Segundo a GNR, a correta gestão dos resíduos “assume especial importância na prevenção de agressões ao ambiente, sendo que nem sempre são usados os métodos produtivos mais benéficos para o meio, nem tidos em conta os cuidados necessários para evitar derrames de águas poluídas e de outros resíduos no solo”.


Fonte: ionline









quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Serrata assina contrato com um dos maiores grupos do Dubai

A empresa portuguesa Serrata assinou hoje um contrato de cinco milhões de euros para três anos com um dos maiores grupos do Dubai para exportação de azeite para oito países do Golfo Pérsico, destacou o vice-primeiro-ministro nos Emirados Árabes Unidos.

Foi assinado um contrato para todos os países do Golfo com um grande produtor de azeite português, do melhor azeite nacional. O valor potencial do contrato é cinco, ou mais, milhões de euros", disse Paulo Portas, no âmbito da missão empresarial ao Qatar e Emirados Árabes Unidos.

O contrato foi assinado entre a Serrata e o grupo Al Habtoor, um dos maiores do Dubai, e de acordo como diretor de Exportação da produtora de azeite portuguesa, Joaquim Martins, "é feito por blocos de três anos", sendo exportadas só no primeiro ano 500 mil garrafas.

"O projeto inicia-se agora, é um projeto a longo prazo com perspetivas no primeiro ano de uns 20 contentores, mas o crescimento começa sobretudo a partir do final de 2014, com o próprio crescimento deste grupo na área da distribuição alimentar", explicou Joaquim Martins.

Este é mais um passo no projeto de internacionalização da empresa, iniciado há quatro anos, e que Joaquim Martins classifica como "uma garantia de sucesso a curto, médio e longo prazo".

"O contrato abrange oito países do Golfo Pérsico, não apenas o Dubai, e situa-se na linha 'Premium', 'gourmet', tendo por base a nossa marca VilaFlor", afirmou.

Quanto ao valor do contrato, o responsável considera que os cinco milhões de euros "é uma previsão muito por baixo".

"Um grupo destes tem ambições muito grandes, para números seguramente acima destes e sobretudo depois de três anos [aumentará] para números muito mais altos", antecipou.

Presente em 41 países, o diretor de exportação da Serrata refere que este negócio "significará 3 ou 4% do volume de negócios dentro de três anos para exportação", mas sublinhou que este contrato "é um dos maiores contratos da empresa" e "um projeto com um crescimento garantido e muito acelerado", pelo que a estimativa é de que nos próximos cinco a seis anos, "o volume de negócios para exportação esteja muito próximo dos 10%".


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Galheteiros de Azeite


A Portaria nº 24/2005 de 11 de janeiro que estabelece as normas de apresentação do azeite ao consumidor final como tempero de prato, nos estabelecimentos de hotelaria, de restauração e de restauração e bebidas não foi revogada e encontra-se em vigor.

A colocação de azeite à disposição do consumidor final como tempero de prato, nos estabelecimentos de hotelaria, de restauração e bebidas, sem que se encontre acondicionado em embalagens munidas de um sistema de abertura que perca a sua integridade após a primeira utilização e que não sejam passíveis de reutilização, ou que não disponham de um sistema de proteção que não permita a sua reutilização após esgotamento do conteúdo original referenciado no rótulo constitui contraordenação e encontra-se punida no artigo 68º do Decreto-Lei nº 28/84, de 20 de janeiro - Estabelece o regime em vigor em matéria de infrações antieconómicas e contra a saúde pública, e as coimas são as seguintes - Pessoa singular de €24,94 a €2.493,99 e Pessoa coletiva de €24,94 a €7.481,97.


Fonte: ASAE

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Gallo investe 8 milhões em nova linha de produção

A Gallo investiu oito milhões de euros na nova linha de produção na fábrica em Abrantes, que vai permitir incrementar a sua capacidade de embalamento de azeite em 50%. Este investimento pretende reforçar a dinâmica exportadora da empresa cuja faturação em mercados externos já representa 70%.

Gallo é a terceira maior marca de azeite a nível mundial, estando presente em 47 países. É a marca referência em Portugal, Brasil, Venezuela e Angola, e com recente presença em mercados como a China e a Rússia.

A inauguração da nova linha de produção da Gallo em Abrantes, realizada hoje, privilegiou a indústria nacional ao recorrer a empresas portuguesas (cerca de 80% dos equipamentos).

“Gallo é a 3ª marca mundial de azeite, estando presente em 47 países. Pretendemos continuar a crescer a nível mundial e chegar a um maior número de consumidores. O investimento na nova linha de produção de azeite é mais um passo na estratégia de internacionalização da marca, que passa por crescer em novos mercados e consolidar a nossa posição nos mercados existentes”, sublinhou Pedro Cruz, CEO da Gallo.



quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Produtor de azeite descredibiliza análises da DECO

“As análises que nós temos não são nem parecidas com as feitas pela DECO. São análises que provam que o azeite é virgem extra, biológico e completamente dentro da lei”, garantiu hoje o responsável pela marca de azeite Alfandagh, Artur Aragão, à TSF.

O produtor diz não compreender a disparidade de resultados obtidos nas diferentes análises ao azeite. “As minhas análises são feitas no Instituto Superior de Agronomia de Lisboa. As da DECO, não sei, porque eles não identificam o laboratório. O nosso laboratório é credenciado e as análises são fidedignas”, declarou.

Artur Aragão acrescenta, ainda, que a marca está no mercado desde 1988 e que nunca teve “problemas”. “Há pouco tempo foi distinguida novamente em Israel. Vamos defender-nos das acusações que nos fazem”, remata.

Por sua vez, Dulce Ricardo, da DECO, assegura que todos os testes foram levados a cabo por “um laboratório devidamente credenciado e com muita experiência na análise de azeite. As análises, quando deram os valores errados, foram confirmadas".

"Não íamos estar a dar conhecimento de resultados sem a devida confirmação", salienta a responsável.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Comunicado da ASAE sobre o azeite

No âmbito das competências de fiscalização legalmente atribuídas à ASAE, e dada a importância que a fileira do azeite representa para a economia nacional, no final de 2012 e início de 2013 esta autoridade procedeu à fiscalização dos principais lagares de produção de azeite, com o objetivo de assegurar a qualidade de um produto emblemático e importante para a economia nacional. Neste contexto, foram ainda fiscalizados os principais embaladores/armazenistas de azeite, com intervenção da fiscalização no retalho e junto das grandes cadeias de distribuição, sendo que esta fiscalização foi acompanhada pela colheita de amostras de azeite no âmbito do plano nacional de colheita de amostras (PNCA), com o objectivo de verificar, mediante análise laboratorial, a conformidade daquele produto com a legislação nacional e comunitária, assegurando dessa forma que o azeite colocado no mercado não põe em risco a segurança e saúde humana, nem é susceptível de induzir em erro o consumidor.

Assim, a ASAE, desde o início de 2013, colheu aleatoriamente 46 amostras de azeites de diferentes marcas, sendo que 34 estavam rotulados como azeites virgem extra, 2 como azeites virgem e 10 como azeite.
Estas amostras foram analisadas química e sensorialmente, no caso dos azeites virgem extra e azeite virgem, na câmara de provadores do laboratório da ASAE, único laboratório em Portugal com método acreditado desde final de 2012.

Dos 46 azeites colhidos em mercados, feiras e no retalho, foram detectadas 8 situações que configuravam falsificação ou fraudes sobre mercadoria, sendo a taxa de não conformidade de 17%. Foram ainda detetadas situações de deficiência na rotulagem e na informação ao consumidor, sendo que nestes casos a taxa de não conformidade foi de 29%. Estas situações de falsificação do azeite por adição de óleo alimentar ou de azeite refinado determinaram a tomada de medidas pela ASAE, designadamente a investigação da origem do azeite, a retirada do mercado, a fiscalização ao embalador e ao lagar que lhe deu origem, bem como a colheita de novas amostras para monitorização da situação detectada.

Assim e na sequência das amostras não conformes de azeite (por desclassificação de categoria e por falsificação), foram desencadeadas 13 operações onde foram fiscalizados 27 alvos.
Das fiscalizações feitas, resultou a instauração de 5 processos crime por géneros alimentícios falsificados e 6 processos de contra ordenação por falta, inexatidão ou deficiência na rotulagem. Foram apreendidos 33470 litros de azeite no valor de aproximadamente 90.000€, e ainda apreendidos 227.850 rótulos e etiquetas.

Para além das 46 amostras de azeites indicadas inicialmente e na sequência dos resultados não conformes, foram colhidas mais 31 amostras no âmbito da fiscalização, encontrando-se os respectivos processos ainda em curso.

Importa ainda acrescentar que nenhuma das situações detectadas é susceptível de pôr em risco a segurança e saúde dos consumidores, nacionais ou estrangeiros, tratando-se exclusivamente de processos de fraude económica ou de deficiente informação ao consumidor.

Fonte: www.asae.pt

ASAE apreendeu mais de 33 mil litros de azeite desde inicio do ano

 A ASAE anunciou nesta terça-feira que ao longo deste ano já apreendeu 33.470 litros de azeite no valor de aproximadamente 90 mil euros.

O anúncio, feito em comunicado, surge depois de ter sido revelado pela Deco que numa amostra de 25 marcas de azeite foram detectadas cinco fora da lei.

Segundo a ASAE foram fiscalizados os principais embaladores/armazenistas de azeite, “com intervenção da fiscalização no retalho e junto das grandes cadeias de distribuição”.

Foram recolhidas “aleatoriamente 46 amostras de azeites de diferentes marcas, sendo que 34 estavam rotulados como azeites virgem extra".

Dos azeites colhidos em mercados, feiras e no retalho, “foram detectadas oito situações que configuravam falsificação ou fraudes sobre mercadoria, sendo a taxa de não conformidade de 17%”.
Foram ainda detectadas “situações de deficiência na rotulagem e na informação ao consumidor, sendo que nestes casos a taxa de não conformidade foi de 29%”.

“Das fiscalizações feitas, resultou a instauração de cinco processos-crime por géneros alimentícios falsificados e seis processos de contra-ordenação por falta, inexactidão ou deficiência na rotulagem. Foram apreendidos 33.470 litros de azeite no valor de aproximadamente 90 mil euros, e ainda apreendidos 227.850 rótulos e etiquetas”, revela a ASAE.

A entidade acrescenta “que nenhuma das situações detectadas é susceptível de pôr em risco a segurança e saúde dos consumidores”, tratando-se “exclusivamente de processos de fraude económica ou de deficiente informação ao consumidor”.


Fonte: Público

Teste da Deco a 25 marcas de azeite revela cinco fora da lei, uma por fraude

Um estudo da associação de defesa dos consumidores Deco a 25 marcas de azeite revelou que uma não era azeite e que quatro eram "azeite virgem" e não "azeite extra virgem" como estava descrito no rótulo, numa violação da lei.

No teste, cujos resultados são publicados na edição de Setembro da revista Deco Proteste, e hoje divulgados, apenas duas marcas apresentaram excelente qualidade.

De acordo com a Deco, a marca "Alfandagh", descrita no rótulo como "azeite virgem extra", de origem biológica, nem sequer é azeite, "tendo as análises comprovado a presença de outros óleos vegetais refinados que não o originário da azeitona".

As marcas "Auchan" (DOP Moura), "É" (Continente), "Grão Mestre" e "Naturfoods", que se apresentam no rótulo como "azeite virgem extra", deveriam, segundo a associação de defesa dos consumidores, "ser classificadas como 'azeite virgem' apenas".

Um teste sensorial comprovou que amostras de azeite destas quatro últimas marcas "apresentaram defeitos que, por lei, o azeite virgem extra não pode manifestar".

A Deco adianta que os casos de fraude e de desrespeito da denominação de venda do rótulo foram denunciados à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) para agir em conformidade.
As marcas "Dia Clássico" (Minipreço) e "Gallo Clássico", das mais baratas, foram as únicas consideradas de excelente qualidade.

Confrontada pela agência Lusa com as ilegalidades relatadas pela Deco, a ASAE referiu que, na situação em concreto, "procedeu a novas colheitas de amostras de mercado" e, das análises, concluiu que seis amostras de azeite não estavam conformes, sendo que três "configuram situações relacionadas com fraude sobre mercadoria, por ter sido detectada a existência de azeite refinado".

Sem mencionar marcas, a ASAE assinala, numa curta nota, que "todos os processos estão a seguir a sua tramitação normal, tendentes à retirada destes azeites do mercado", devido a fraude económica ou a deficiente informação ao consumidor.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica ressalva que nenhum dos casos "é susceptível de pôr em risco a segurança e a saúde dos consumidores".

O estudo da Deco avaliou parâmetros como a qualidade e a frescura, através da acidez, do índice de peróxido e da absorção no ultravioleta, tendo sido feita, igualmente, uma prova de degustação.

A associação de defesa dos consumidores defende, em nota hoje divulgada, que "é fundamental reforçar a fiscalização, desde os lagares, passando pelos embaladores, até aos hiper e supermercados".
 
 
 
 
Fonte: Público

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Azeite português no pelotão do Tour de França



Alberto Contador, ciclista da Saxo-Tinkoff, é um dos melhores ciclistas do mundo e um candidato à vitória na Volta a França que se encontra a decorrer. Com ele correm os portugueses Sérgio Paulinho e Bruno Pires

Como qualquer atleta de alta competição a alimentação assume uma enorme preponderância no dia-a-dia dos ciclistas sendo pensada e preparada ao pormenor. A escolha dos alimentos a utilizar, o modo de confecção, as quantidades e os valores nutricionais assim como os fornecedores são levados ao detalhe.

Acontece com o azeite.

Os cozinheiros da equipa Saxo-Tinkoff utilizam, na confecção dos seus pratos apenas e exclusivamente azeite português da marca Serrata, empresa sediada em Vila do Conde. No pelotão internacional apenas a britânica Sky possui um fornecedor exclusivo de azeite.

Segundo a equipa o controlo do grau de acidez do azeite que se utiliza na comida, sobretudo ao jantar, pode influenciar o repouso e a recuperação física dos atletas pela sensação que provoca no estômago e no bem estar para o sono.

Com um fornecimento equivalente a 2000 garrafas de azeite "Serrata Sublime" (com o logótipo da equipa no rótulo) por época, uma edição limitada da colheita de 2012/2013 que teve a produção de 8800 garrafas, a equipa Saxo-Tinkoff garante desta forma não só a poupança de cerca de 7000 euros valor atingido caso fossem compradas como também a certeza de terá ao seu dispor o melhor produto, a tempo e horas em qualquer parte do mundo onde possa vir a competir.