A empresa portuguesa Serrata assinou hoje um contrato de cinco milhões
de euros para três anos com um dos maiores grupos do Dubai para
exportação de azeite para oito países do Golfo Pérsico, destacou o
vice-primeiro-ministro nos Emirados Árabes Unidos.
Foi assinado um contrato para todos os países do Golfo com um grande
produtor de azeite português, do melhor azeite nacional. O valor
potencial do contrato é cinco, ou mais, milhões de euros", disse Paulo
Portas, no âmbito da missão empresarial ao Qatar e Emirados Árabes
Unidos.
O contrato foi assinado entre a Serrata e o grupo Al Habtoor, um dos
maiores do Dubai, e de acordo como diretor de Exportação da produtora de
azeite portuguesa, Joaquim Martins, "é feito por blocos de três anos",
sendo exportadas só no primeiro ano 500 mil garrafas.
"O projeto inicia-se agora, é um projeto a longo prazo com
perspetivas no primeiro ano de uns 20 contentores, mas o crescimento
começa sobretudo a partir do final de 2014, com o próprio crescimento
deste grupo na área da distribuição alimentar", explicou Joaquim
Martins.
Este é mais um passo no projeto de internacionalização da empresa,
iniciado há quatro anos, e que Joaquim Martins classifica como "uma
garantia de sucesso a curto, médio e longo prazo".
"O contrato abrange oito países do Golfo Pérsico, não apenas o Dubai,
e situa-se na linha 'Premium', 'gourmet', tendo por base a nossa marca
VilaFlor", afirmou.
Quanto ao valor do contrato, o responsável considera que os cinco milhões de euros "é uma previsão muito por baixo".
"Um grupo destes tem ambições muito grandes, para números seguramente
acima destes e sobretudo depois de três anos [aumentará] para números
muito mais altos", antecipou.
Presente em 41 países, o diretor de exportação da Serrata refere que
este negócio "significará 3 ou 4% do volume de negócios dentro de três
anos para exportação", mas sublinhou que este contrato "é um dos maiores
contratos da empresa" e "um projeto com um crescimento garantido e
muito acelerado", pelo que a estimativa é de que nos próximos cinco a
seis anos, "o volume de negócios para exportação esteja muito próximo
dos 10%".
Fonte: Noticias ao Minuto
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