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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Projeto europeu NOSHAN visa transformar resíduos alimentares em comida para animais

O projeto NOSHAN permitirá transformar os resíduos alimentares — em especial fruta, produtos hortícolas e produtos lácteos — em alimentos para animais, com um baixo custo, mantendo, ao mesmo tempo, um baixo consumo de energia.

Transformar os resíduos agrícolas em alimentos para animais — a solução preconizada pelo projeto de investigação NOSHAN, financiado pela UE — proporcionaria novas oportunidades para os agricultores e, simultaneamente, reduziria a dependência da Europa em relação às importações de alimentos para animais. 

Com este projeto criar-se-iam, por sua vez, novos postos de trabalho verdes na recolha de resíduos, nas estações de tratamento e no fabrico de alimentos para animais. Este conceito será especialmente bem acolhido nas zonas rurais, onde o crescimento é menos intensivo do que nas zonas urbanas, e onde o setor dos alimentos para animais constitui um poderoso motor económico.

Artigo completo em Tecnoalimentar

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Resíduos de cerveja podem ser aproveitados para regenerar ossos

Investigadores espanhóis e algumas empresas de estruturas dentárias desenvolveram materiais biocompatíveis a partir de um resto orgânico do processado de malte, o bagaço.

A colaboração entre centros de investigação espanhóis e algumas empresas permitiu desenvolver materiais para regenerar ossos a partir do resíduo da produção de cerveja, o bagaço.

Estes novos materiais são uma alternativa às próteses formadas a partir de ossos de ovino processados ou materiais de sintese, cujos processos de fabricação são muito mais caros e agressivos para o meio ambiente.

Durante o processo de produção de cerveja geram-se resíduos que contêm os principais componentes químicos presentes no osso (fósforo, cálcio sílice e magnésio), pelo que, depois de se modificarem, podem servir como suportes ou matrizes para o recobrimento de próteses, enxertos de osso ou implantes odontoestomatológicos.

A utilização de materiais sintéticos como substitutos de ossos é até ao momento a terapia mais utilizada para o tratamento de alterações ósseas. As estratégias terapêuticas baseiam-se na utilização de matrizes porosas mas suficientemente rígidas, compostas por materiais biocompatíveis, que servem como moldes que proporcionam estabilidade mecânica e, ao mesmo tempo, promovem o crescimento e diferenciação do novo tecido ósseo.

Devido à sua semelhança com a composição do osso, os fosfatos cálcicos sintéticos são os mais utilizados em implantes ortopédicos e odontoestomatológicos. Estes materiais podem-se obter mediante reações químicas que utilizam reativos tóxicos e calcinações a temperaturas muito elevadas, próximas a 1500 graus centígrados.

Ler mais aqui.


Fonte: Agrotec

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Novo projecto europeu pretende expandir a produção, o marketing e o consumo de espécies europeias de pescado

A procura por produtos aquáticos seguros e com preço acessível está a aumentar na Europa. A aquacultura europeia poderia beneficiar desta procura; contudo, esta indústria enfrenta várias barreiras ao seu crescimento. O projecto  DIVERSIFY (www.diversyfish.eu) financiado pela UE pretende ultrapassar os constrangimentos colocados à produção, marketing e consumo dos produtos de aquacultura europeia saudáveis e sustentáveis. Este projecto ajudará a satisfazer as exigências dos consumidores, a reduzir a importação de produtos de qualidade questionável e tornar esta indústria europeia líder mundial em tecnologia de aquacultura.
Desde 2000, a indústria de aquacultura a nível global tem vindo a crescer a uma taxa de 7% ao ano; no entanto, na Europa, a taxa de produção tem-se mantido estagnada.1 Os produtos europeus de aquacultura são saudáveis, seguros e sustentáveis. De acordo com a Comissão Europeia , o consumo deste pescado e a expansão do sector ajudará a estabelecer a Europa como líder global na tecnologia de produção de aquacultura sendo também uma forma de satisfazer a procura dos consumidores por produtos de pescado nutritivos e convenientes.  

Constrangimentos na produção e fraca percepção dos consumidores dificultam a indústria
As actuais pescarias europeias estão sobre-exploradas, constituindo uma opção insustentável para atender aos requisitos dos produtos de pescado na Europa. Tem-se também verificado uma dependência crescente das importações estrangeiras; que se estima terem representado, em 2010,  65% do consumo de produtos aquáticos ; apesar dos produtos serem menos dispendiosos do que os produtos europeus de aquacultura, os controlos de salubridade e segurança nem sempre vão ao encontro dos padrões aceitáveis.2

A indústria global de aquacultura experimentou um crescimento substancial, particularmente na Ásia e América do Sul.3 Apesar do referido, os consumidores europeus percepcionam os produtos da indústria de aquacultura como sendo de qualidade inferior comparativamente aos produtos aquáticos 
oriundos das pescarias.4

A história do sucesso do salmão do Atlântico
 
Apesar do mercado europeu de produtos de aquacultura incluir mais de 35 espécies, a produção é dominada por apenas algumas espécies seleccionadas.5 Como resultado, tem-se verificado que durante os períodos de baixa procura por parte dos consumidores, a produção da maioria das espécies mais cultivadas excede a venda dos produtos. O salmão do Atlântico tem constituído uma excepção a esta tendência de elevada produção e baixa procura e constituiu a base para uma variedade de produtos de valor acrescentado  que têm vindo a revelar sucesso no mercado. O referido parece atribuir-se à sua rápida taxa de crescimento e porte elevado, que permitem o desenvolvimento de uma variedade de produtos, que têm sido percepcionados de forma positiva pelos consumidores europeus. 

Pelo contrário, muitas outras espécies de aquacultura são processadas e vendidas inteiras devido ao seu tamanho pequeno. Por este facto, o projecto DIVERSIFY pretende desenvolver conhecimento científico tendo como base a história de sucesso do salmão do Atlântico.  

Desenvolver novos produtos, chegar a novos mercados
 
Os investigadores do projecto DIVERSIFY escolheram seis espécies de pescado tendo por base o tamanho, a taxa de crescimento rápido e o seu comprovado potencial de negócio. Estes peixes são provenientes de uma vasta área geográfica dentro da Europa e serão a base para o desenvolvimento de protótipos de produtos alimentares. As espécies escolhidas incluem corvina (Argyrosomus regius), charuteiro-catarino (Seriola dumerili), cherne (Polyprion americanus), alabote do Atlântico (Hippoglossus hippoglossus), tainha (Mugil cephalus) e lucio-perca (Sander luciopeca).

A maioria destas espécies foram escolhidas para serem cultivadas em torno da região mediterrânica. 
Porém, algumas espécies podem igualmente ser cultivadas em águas frias (por exemplo, alabote do Atlântico e cherne), bem como em sistemas de aquacultura de recirculação utilizando água doce (lúcio-perca) ou em viveiros em águas costeiras (tainha). A investigação científica sobre a cultura destas espécies incidirá sobre a reprodução e genética, nutrição, larvicultura, crescimento para o tamanho de mercado, saúde e qualidade do produto final. 

É essencial conduzir uma investigação acerca das estratégias de marketing mais eficientes para a promoção destes produtos, que terá em consideração as preferências dos consumidores. No que diz respeito ao valor económico que derivará da investigação, serão elaborados planos de negócio para o posicionamento no mercado para cada espécie. Os novos produtos alimentares selecionados serão avaliados relativamente à sua segurança, preservação e sucesso no mercado. O aumento do valor dos produtos de aquacultura europeus irá também melhorar a perspectiva económica do sector. 

Adicionalmente à expansão da variedade dos produtos de aquacultura e aumento da sua aceitação pelo público, o projecto irá desenvolver técnicas e conhecimento que podem ser implementadas e disseminadas através de várias actividades dirigidas às partes interessadas incluindo fabricantes, retalhistas e consumidores.


Fonte: Eufic
 

Para mais informação
 
Dr Constantinos C Mylonas do Hellenic Center for Marine Research na Grécia é o coordenador do projecto. O projecto DIVERSIFY é multidisciplinar e inclui parceiros de nove pequenas e médias empresas, três grandes empresas, cinco associações profissionais e uma organização não-governamental de consumidores. 

Para mais informações, por favor, visite www.diversifyfish.eu
DIVERSIFY (Enhancing the European aquaculture by removing production bottlenecks of emerging species, producing new species and accessing new markets) é um projecto financiado pelo 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia (KBBE-2013-GA No 603121).

Referências
  1. Website da Comissão Europeia, secção Aquicultura.
  2. Comissão Europeia (2013). Orientações estratégicas para o desenvolvimento sustentável na aquicultura na UE.
  3. Website EUR-Lex, Construir um futuro sustentável para a aquicultura - Um novo ímpeto para a estratégia de desenvolvimento sustentável da aquicultura europeia.
  4. EUFIC (2009). Existirá muito mais peixe no mar? EUFIC Food Today n° 70.
  5. European Aquaculture Technology and Innovation Platform website, The Future of European Aquaculture.  

terça-feira, 27 de maio de 2014

O projeto LABELFISH procura soluções para um dos principais problemas para os consumidores: a fraude na rotulagem dos produtos da pesca transformados.

Os primeiros resultados do projeto, coordenado pelo Instituto de Investigação Marinha (IIM) do CSIC, indicam que e
ntre 2% e 18% dos produtos à base de peixe apresentam erros de rotulagem.

Artigo completo em espanhol em Revista Alimentaria

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PROMISE - Projecto europeu para desenvolver a Segurança Alimentar

O Projecto Europeu PROMISE foi lançado com o objetivo de se concentrar em ameaças de segurança alimentar comuns e proteger os consumidores europeus. O projecto focar-se-á em áreas como a segurança alimentar, bem-estar animal, a fitossanidade, a rotulagem e a rastreabilidade.

Mais informação em EU Project To Improve Food Safety.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Tecnologia laser permite aumentar o tempo de prateleira de frutos vermelhos embalados

O Centro Tecnológico de la Agroindustria Adesva localizado em Lepe (Huelva) desenvolveu um projeto de investigação que permitiu prolongar a vida útil de frutas embalados utilizando a tecnologia laser.
Este projeto está englobado na da linha de trabalho centradae na área de tecnologia de alimentos, especificamente em produtos inovadores de IV e V gama , conforme relatado pela administração regional, em comunicado .
A pesquisa desenvolvida procurou desenvolver a tecnologia pós-colheita de modo aumentar a vida de prateleira de produtos estes produtos frescos. Os investigadores criaram um sistema de microperforaçoes laser que melhoram a respiração do produto embalado conseguindo prolongar a vida útil de até sete dias em alguns casos.
Este sistema contribuirá para uma melhor comercialização dos produtos no mercado externo, já que o reduzido tempo de prateleira destes produtos era um dos principais obstáculos às oportunidades de negócio em exportação.

Fonte: F&H Hoy

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Produzir cogumelos em vez de esperar que eles cresçam

Com a técnica que a MycoTrend, que está sedeada na Católica do Porto, desenvolveu, é possível “cultivar os cogumelos em vez de recolher só os que aparecem”. A empresa criada por Nadine Sousa e Miguel Ramos, em 2010, acaba de ser distinguida pelo seu trabalho inovador.  

Há vários anos a “estudar os fungos ectomicorrízicos”, os 2 jovens investigadores assumem actuar com “uma perspectiva de reflorestação”.

Com as ferramentas que a MycoTrend, que está sedeada na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto mas tem o seu centro de produção em Viana do Castelo, desenvolve, é possível “cultivar os cogumelos em vez de recolher só os que aparecem”, explica Nadine Sousa, co-fundadora da empresa.

“É uma tecnologia que é algo específica. É uma área que exige alguma técnica, técnica essa que nós conhecíamos e portanto para nós é fácil”, sublinhou, à conversa com o P24, a investigadora e aluna de pós-doutoramento.

“A nossa área de especialidade é estudar os fungos ectomicorrízicos”, disse, por seu turno, o microbiólogo Miguel Ramos. O nome da área em que estes 2 investigadores da Escola Superior de Biotecnologia da Católica actuam pode ser estranho para qualquer leigo, mas Miguel explica do que se trata.

“Nós micorrizamos as árvores, que, no fundo, não é mais do que ligar os cogumelos às raízes das árvores e, após essa ligação, começa haver a relação simbiótica de troca de nutrientes entre a árvore e o fungo e vice-versa. Depois, desenrola-se o crescimento que vai dar origem aos cogumelos”.

Desta forma, não é preciso esperar pela natureza para que os cogumelos nasçam e atinjam a maturação necessária à sua colheita.

A principal fonte de rendimento da MycoTrend, que tem “em curso um processo de obtenção de 
patente para uma” das suas tecnologias, provém da ”venda de árvores micorrizadas” e do “estabelecimento de plantações a quem pretenda ser produtor de cogumelos silvestres”, explica Nadine Sousa. “Actualmente, as plantações que possuímos destinam-se apenas a demonstração, sem intuito comercial”, ressalva, no entanto, a investigadora.

Nadine e Miguel trabalham juntos “já há alguns anos com os fungos ectomicorrízicos”, os tais “fungos que estão ligados às árvores”, e o seu trabalho foi um dos vencedores da edição de 2013 do “Projecto Dinamização Empreendedorismo Norte e Centro”, um programa de apoio a projectos de empreendedorismo na área ambiental, desenvolvido pela Associação APEMETA, com o apoio do SIAC – Sistema de Apoio a Acções Colectivas e do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Nadine Sousa explica que “foi uma sensação fantástica” receber o prémio. “No fundo, é um incentivo, é darem valor ao nosso projecto, à ideia e ao trabalho que já desenvolvemos”, comenta.

Pegada verde

A MycoTrend actua com “uma perspectiva de reflorestação”, ou seja, tenta impulsionar “uma área vital” através da dinamização e valorização da floresta, explica a investigadora.

“Porque em vez de se ter rendimento da madeira, pela qual tem que se esperar dezenas de anos às vezes, consegue-se em 2 a 5 anos ter uma cultura secundária que é o cogumelo que até traz mais valor do que a madeira a fim de 40 anos”, explicam Nadine Sousa e Miguel Ramos.

“Os cogumelos podem ser considerados uma cultura secundária para a rentabilização dos povoamentos florestais. No entanto, dado o elevado valor de venda que os cogumelos silvestres por vezes atingem, numa plantação produtiva, estes podem facilmente tornar-se a cultura principal e a madeira passar a ser a cultura secundária”, concretiza Nadine.

Apesar de Portugal, de um modo geral, ter bons terrenos para o aparecimento do cogumelo, “nem todos [os cogumelos] se adaptam a determinadas áreas” refere Nadine Sousa. Alguns, exemplifica a investigadora, “beneficiam da chuva e outros não”. Ora, e conforme explica Miguel Ramos, a tecnologia desenvolvida pela MycoTrend “não só ajuda a adaptar como normaliza o terreno, para que seja adequado à produção [de cogumelos]“.

Desta forma, é possível limitar os efeitos das alterações climáticas e minizar as consequências nefastas que “os períodos de seca” têm habitualmente para o cogumelo.
Essa não foi, no entanto, uma preocupação nos últimos meses. “Este ano foi um ano óptimo, porque houve chuvas muito cedo e em grande quantidade, mas foi óptimo para um tipo de cogumelos, porque para outro tipo não é tão bom”, explica o microbiólogo Miguel Ramos, referindo-se ao último Outono.

“Nós temos uma parceria com os jardins Silvestre de Viana que são o nosso parceiro para a produção das árvores micorrizadas”, explicou ainda ao P24 Nadine Sousa.

Cogumelos medicinais

A empresa sedeada no Porto produz cogumelos, que em alguns casos são comestíveis, mas planeia vir a produzir cogumelos com características medicinais. “Há benefícios gastronómicos, portanto vão se deliciar com esta iguaria. Os que vão produzir vão ter benefícios monetários, porque é um rendimento para a sua floresta”, explica Miguel Ramos.

A MycoTrend possui ainda uma parceria na área da responsabilidade social com a associação “Cogumelo Solidário”, um projecto sócio-empresarial centrado na produção e comercialização de cogumelos gourmet, cujas receitas revertem a favor a Associação dos Albergues Nocturnos do Porto.



Fonte: Porto24

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Projeto online divulga o melhor da doçaria de Portugal

"Há alguém mais gulosa do que eu?" é um novo projeto online que pretende mostrar o melhor da doçaria em Portugal. O projeto arrancou no final de 2013 e, até ao momento, já passou por Coimbra, Aveiro, Pombal, Lisboa e Vila de Tentúgal, revelando os doces mais doces de cada cidade.

“O objetivo do projeto é mostrar os bolos típicos, especialidades e as melhores sobremesas de todos os distritos do país", explica em comunicado de imprensa Mafalda Agante, a autora deste projeto online que converge num blogue, numa página do Facebook e está também presente no Instagram.
 
A autora do projeto, que é jornalista de profissão, já tinha, há cerca de um ano, uma rubrica no seu Facebook intitulada "Espelho meu, espelho meu, Há alguém mais gulosa do que eu?". Perante o sucesso daquela rubrica, decidiu dar um passo em frente e criar um projeto mais amplo “para promover aquilo que é nosso, a portugalidade que há em nós”. 

"Todas as pessoas que me conhecem consideram-me, de facto, a pessoa mais gulosa, sou uma apaixonada pela doçaria portuguesa. Sendo repórter, apenas liguei duas paixões. Uma vez que sou uma consumidora diária de doces, decidi partilhar a aventura e para isso criei uma página de Facebook, Instragram e um blogue, para que os gulosos deste país também me possam acompanhar", explica Mafalda.
 
“Estou envolvida em projetos que promovem a felicidade, a minha e a dos outros, este é mais um deles. Ninguém consegue estar triste enquanto degusta um bolo ou chocolate, além disso, sabe-se que a ingestão de doces como o chocolate faz com que o cérebro produza endorfinas, o que provoca a sensação de bem-estar e felicidade”, salienta.
 
A repórter lança ainda o repto a todos os gulosos do país afirmando que se “aceitam sugestões de locais onde se possa encontrar a melhor doçaria de Portugal”.

Visite AQUI o blogue do projeto "Há Alguém mais Gulosa do que Eu?" e clique AQUI para aceder ao Facebook.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Conhece o projecto "The Food Mirror"?

The Food Mirror é um projeto social e orientado para o negócio que tem como objetivo promover a cultura da inovação no sector de alimentos e gastronomia, integrando a identificação e estudo de tendências, com a criação de uma comunidade foodwatcher global, com o objetivo de ativar a criação de produtos e serviços inovadores capazes de agregar valor económico e social, para atender às necessidades dos consumidores de hoje e no futuro.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Adega de Reguengos investe em grande e ataca exportação

Depois de concluída a modernização da adega em Reguengos de Monsaraz, o projecto avança na área do enoturismo
 

Chama-se Carmim, como a cor vermelho vivo extraída das uvas, mas já não se dedica só ao tinto. Nem ao vinho. Para optimizar recursos, a empresa de Reguengos de Monsaraz está a alargar o seu portefólio e vai passar a distribuir gin, vodka, champanhe, porto e outras bebidas. Mas não só. 

Longe vão os tempos em que 12 produtores descontentes com o preço que lhes era pago pelas uvas decidiram juntar-se e fundar uma adega cooperativa. Hoje são mais de 1000 sócios, nas áreas da vitivinicultura, da olivicultura, da ovinicultura e também da produção de cereais, e a cooperativa adoptou uma gestão empresarial moderna, reforçada pelas recentes aquisições da Monsaraz Vinhos, para o mercado interno, e da Enoforum, para o mercado internacional.

Actualmente para vender vinho – ou para vender o que quer que seja – é preciso ter jogo de cintura. E foi isso que o grupo Carmim pretendeu ganhar. Em 2008 iniciou um projecto de investimentos ao abrigo do Proder – Programa de Desenvolvimento Rural e, a uma média de um pouco mais de um milhão de euros por ano, foi modernizando a adega, o armazém e a distribuição.

O presidente do grupo Carmim, Manuel Murteira, resume a história: “Foi uma mudança de filosofia completa, as pessoas não estavam preparadas para isso. Tínhamos dez ou doze distribuidores e agora temos 6 mil e tal clientes”.

O investimento veio precisamente na altura em que chegou a crise. “Começámos a ter dificuldade nas cobranças, alguns clientes não pagavam, quando se ia lá na vez seguinte já tinham fechado portas, se não pagava não podíamos deixar mais vinho... Uma confusão”, conta.
Manuel Murteira, que também produz uvas e é sócio da cooperativa, lembra que “há muitas famílias inteiramente dependentes do desempenho da Carmim”. Por isso era preciso ultrapassar alguns constrangimentos de gestão.

Depois da compra da Monsaraz Vinhos, a distribuidora para o mercado interno, foi a vez de olhar para o mercado internacional, o que levou à aquisição, em 2011, da Enoforum, que tem como objectivo abrir portas nos mercados externos.

A Monsaraz Vinhos já está paga, mas ainda falta amortizar uma prestação da Enoforum, que custou 1400 euros e que ficará paga no final deste ano, como previsto no contrato de compra/venda.
“A ideia é que as duas empresas comerciais sejam cada vez mais empresas de portefólio alargado e distribuam nos canais onde vendem vinho outros produtos do grupo Carmim”, afirma Manuel Murteira.

O objectivo é optimizar recursos e diluir custos, diz o presidente da Carmim. “A electricidade vai aumentar, o gás vai aumentar e, se não pagarmos, os fornecedores cortam. A sociedade Ponto Verde cobra uma taxa obrigatória para recolher isto e aquilo, mas é de lei, não podemos recusar. No entanto, se aumentarmos o preço do vinho proporcionalmente desata tudo a barafustar ou deixa de comprar, porque não vendemos por decreto”.

Assim, a Carmim passa a ter sob a mesma chancela, além dos vinhos produzidos na sua adega cooperativa, produtos como vinho do Porto, marca Pátria, Alvarinho, vodka da Lituânia, gin da Estónia, cachaça do Brasil, brandy, rum, tequilha, espumante e até água.

Estas parcerias estabelecidas com outros produtores têm, sempre que possível, uma contrapartida. No caso do vodka e do gin, os vinhos da Carmim passam a ter a entrada facilitada no Báltico, por exemplo. “Estas parcerias são também tentativas de abrir portas em mercados que nos são mais difíceis e têm funcionado bem. Nós apoiamos as marcas nos mercados em que somos fortes, por exemplo em Angola e no Brasil, e eles dão-nos mercados onde têm maior sensibilidade, como o Leste europeu ou Israel”, explica Manuel Murteira.

O director geral da Enoforum, Delfim Costa, tem um papel importante na selecção destas bebidas. “Passamos seis ou sete meses em viagem e acabamos por conhecer toda esta gente. Só para ter uma ideia, conhecemos os produtores do vodka lituano no Vietname, onde estivemos numa feira lado a lado. Eles passaram o dia a beber os vinhos da Carmim, e eu a beber o vodka deles”.

As coisas correram tão bem que os responsáveis da empresa lituana – que tem na Lituânia a maior fábrica de vodka do mundo –  já estiveram nas instalações de Reguengos a dar formação aos comerciais do grupo. “Estamos muito satisfeitos, foi uma parceira fácil de construir porque houve muita vontade de ambas as partes”, diz Delfim Costa.

Este ano a Enoforum terá ainda mais trabalho. É que o objectivo é que as vendas no mercado internacional, que já representam 25% da facturação do grupo, dupliquem em 2014.
Actualmente, a Enoforum já exporta para cerca de 35 países e tem perto de 120 clientes. Os principais compradores estão em Angola, no Brasil, no Polónia, na Rússia, em França, nos Estados Unidos da América e na China. Mas há mercados sui generis. Delfim Costa sabe isso melhor do que ninguém. “Uma empresa pode ter uma posição muito boa no mercado russo. De repente, o governo daquele país – e já fez isto várias vezes nos últimos anos –, decide mudar os selos das garrafas mas não os coloca à venda no mercado. Durante seis meses, ninguém pode importar nada, o que significa que perdemos seis meses de vendas. No Brasil, uma greve dos portos três meses dá cabo da vendas”, exemplifica. E isto são situações reais.

O modelo básico de funcionamento da Enoforum é com importadores locais. As excepção vão para Xangai, onde existe um escritório há dois anos, e em Singapura, onde foi constituída uma empresa em Julho. Nos dois casos existe pessoal português e local.
“É preciso ter uma gestão muito táctica”, afirma Manuel Murteira. E, como disse antes, não há muita margem de manobra. Pelo menos do lado da receita. Para a Carmim, produzir uma garrafa de vinho teve, em 2013, um custo de 75 cêntimos – rolhas, garrafas, electricidade, águas, etc. Só a partir deste valor é que a empresa começa a ganhar dinheiro.

Azeite E e no turismo O grupo Carmim também produz azeite. “Este é um sector muito difícil para nós, com as variações que tem havido ao longo dos anos”, confessa Manuel Murteira.
A cooperativa passou dos cerca de 500 mil quilos de azeite por ano recepcionado para cerca de 2,5 milhões. “Temos uma estratégia para vender uma determinada quantidade e estamos estruturados para isso. No caso dos vinhos sabemos que a produção ronda os 20 milhões de quilos por ano, que são cerca de 15 milhões de litros de vinho, e, em casos pontuais e de acordo com as parcerias que vamos estabelecendo, vamos adquirir vinho a outras regiões para optimizar as vendas. No caso do azeite isso também poderá ser feito, mas gostaríamos de poder ter mais alguma garantia”, diz.

Os 2,5 milhões de azeitona representam cerca de 300 mil litros de azeite, ou seja, exigem uma postura diferente perante o mercados. “Somos demasiado pequenos para determinadas acções mas, por outro lado, demasiado grandes para outras. Ou estamos em nichos de mercado onde se pode vender o azeite muito caro ou temos de vender grandes quantidades para diluir os custos e optimizar ganhos”.

A questão, afirma o presidente da cooperativa, é que “neste momento estamos no meio termo e, forçosamente, vamos ter de fazer alguma coisa e está previsto fazê-lo através da Enoforum, no mercado externo. Muito provavelmente vamos ter de fazer com os azeites o mesmo que estamos a fazer com os vinhos e restantes bebidas, provar de outros, comprar, estabelecer parcerias”, avança.

“O azeite está na moda, faz bem à saúde e sabemos que este segmento é uma necessidade imperiosa e também um desafio. Está com uma tendência de crescimento positiva e, ao mesmo tempo, seria uma forma de dar resposta e garantir a sustentabilidade das explorações dos associados, que são muitos na secção olivícola e dependem disso, embora muitos deles tenham vinha além do olival. Sentimos que temos esta responsabilidade, desenvolver este projecto de uma forma determinante”, afirma Manuel Murteira.

Outra área muito importante para o grupo e uma das prioridades é a do enoturismo. A Carmim adquiriu o antigo matadouro de Reguengos de Monsaraz  à câmara municipal e quer transformar as instalações, ainda com vestígios muito acentuados da actividade para a qual foram criadas, num espaço para realizar eventos e receber visitante, nacionais e estrangeiros.
“A Carmim está inserida numa localização que eu diria estratégica dentro do Alentejo, com o envolvimento de Monsaraz e do Alqueva. Este seria o salto em  frente, o passo definitivo”, acredita Manuel Murteira.

“Temos um espaço reservado para o enoturismo, com uma sala com capacidade para 200 pessoas, onde realizamos diversos eventos, de baptizados a festas de empresa e de Natal. Temos um serviço de catering, mas não temos condições para nos manter abertos todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados”, explica.

Monsaraz recebe todos os dias milhares de visitantes, cerca de 35 a 45 mil pessoas por mês. Manuel Murteira sabe que o Alentejo “está na moda” e não quer desperdiçar esta oportunidade. No entanto, precisa de capital para avançar e está à espera de receber cerca de 1 milhão de euros do Proder, que deveriam ter sido pagos até ao final de 2013 no âmbito da compra da Enoforum, mas que ainda não chegaram. Só que a Carmim já avançou o dinheiro da terceira prestação da compra e está sem fundos. 

A este propósito, o presidente do grupo Carmim lembra o descabimento do preço do dinheiro. “Em termos de juros, o que se pagava há cinco anos atrás, antes da crise, era uma brincadeira, conseguíamos dinheiro a um juro de cerca de 0,5%. Com a crise esse dinheiro começou a custar 6,5% e agora, que as coisas estão a melhorar um pouco, os juros já estão nos 4,5%. Mas é para nós, porque há empresas que não conseguem financiamento a preço nenhum”.

A par do projecto de enoturismo, existe também a intenção de expandir a rede de lojas do grupo, a Castas e Castiços. Actualmente, conta com uma loja em Monsaraz, outra em Reguengos e uma terceira em Arraiolos. O objectivo é alargar a rede a outras zonas do país e talvez mesmo lá fora.
“Ainda não demos esse passo fruto dos investimentos que temos tido a nível tecnológico, na adega. Estas coisas vão ficando para o fim”. O projecto de enoturismo já foi iniciado e é estratégico, mas tem sido preterido em função daquilo que é o core business da Carmim, vender vinho. “Mas temos grandes planos para o espaço do antigo matadouro, como a exposição de vinhos, de azeites, o projecto de restauração e um museu interactivo, vivo, em termos de multimédia”, garante o presidente do grupo. A execução começará “logo que existam condições financeiras e vontade, da direcção e dos associados. Acredito que durante o segundo semestre deste ano possamos começar a fazer alguma coisa e dar o salto em frente”.

Fonte: ionline

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Governo dos Açores assegurou a transição de projetos agrícolas de investimento


O Secretário Regional dos Recursos Naturais revelou ontem, na Horta, que a Comissão Europeia autorizou a transição de cerca de 400 projetos de investimento agrícola do anterior para o atual Quadro Comunitário de Apoio (QCA), sem prejuízo dos empresários agrícolas e agroindustriais, conforme foi proposto pelo Governo dos Açores.
 
“Fruto de negociações delicadas e que duraram algum tempo, é possível declarar publicamente que todos os projetos [não aprovados devido ao fim do QCA], vão transitar [para o novo período de programação financeira], utilizando os mesmos regulamentos, as mesmas regras”, anunciou Luís Neto Viveiros.

O Secretário Regional, que falava à margem da sessão plenária da Assembleia Legislativa, frisou que está, assim, assegurado o financiamento de cerca de 33 milhões necessários à concretização dos projetos de investimento em causa, lamentando a figura regimental utilizada esta manhã pelo PSD que não permitiu ao Governo prestar este esclarecimento em plenário.

“Aproveito esta oportunidade para clarificar, já que não tivemos oportunidade de o fazer em plenário devido à figura regimental que foi utilizada [voto de protesto], para passar esta mensagem a todos os agricultores que aguardam a definição dos seus investimentos, que ela vai ocorrer e dentro das regras atuais, permitindo que os projetos que apresentaram possam ser aprovados e dinamizados nos próximos meses”, garantiu.

Neto Viveiros realçou ainda o investimento realizado na Região durante o período de programação que agora termina, de cerca de 80 milhões de euros no setor agrícola e que traduzem uma comparticipação pública (comunitária e regional) de cerca de 54 milhões de euros.

“Isto permitiu que os agricultores da nossa Região modernizassem as suas explorações, as redimensionassem e ficassem aptos a fazerem face aos novos desafios”, salientou o Secretário Regional.



Fonte: ANIL

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Três ministérios lançam projecto de partilha de conhecimento agroalimentar

Rui Machete, valorizou o "elevado potencial do SKAN", como um "moderno e dinâmico mecanismo de partilha".
 

Os ministros da Agricultura, Negócios Estrangeiros e da Educação lançaram hoje em conjunto, em Oeiras, uma plataforma virtual de partilha de conhecimentos e tecnologia relacionados com o setor agroalimentar entre a Europa, África e América Latina. 

A Plataforma SKAN, cujo acordo de parceria para a sua criação foi assinado hoje, é uma rede virtual que pretende promover a partilha de conhecimento e tecnologia de Portugal com outras empresas e instituições de toda a Europa, África e América Latina nos setores agrícola, alimentar e florestal. 

Segundo a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, trata-se de uma rede virtual que visa "descodificar um conhecimento por vezes muito científico para que possa chegar às pessoas de várias geografias e para que o possam usar de forma mais expressiva". 

De acordo com Assunção Cristas, o SKAN vai ajudar a fazer o encontro entre projetos, investigadores, necessidades de terreno e conhecimento científico. 

"Através do 'site' desenvolver-se-ão estes contactos e partilha de conhecimento, mas também a possibilidade de construir novos projetos em conjunto. As pessoas conhecem-se numa rede social do setor agroalimentar tropical", explicou. 

A ministra da Agricultura e do Mar lembrou que Portugal deve ser visto como um país que "transpõe inovação para o terreno e gera riqueza". 

Também presente na cerimónia, que decorreu no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sublinhou a importância da nova plataforma para transmitir conhecimentos e "fazer chegar às populações os benefícios do que aprendemos". 

"A plataforma SKAN, conjugando a investigação e desenvolvimento tecnológico, o ensino e formação e transferência de tecnologia, permite uma abordagem integrada para potenciar o setor agrícola e agroalimentar em regiões do globo", sustentou. 

Da mesma forma, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, valorizou o "elevado potencial do SKAN", como um "moderno e dinâmico mecanismo de partilha". 

"A génese do SKAN assenta no serviço científico reconhecido a Portugal na área agroalimentar e estou convicto, que contribuirá para que uma mais fluida partilha de informação, de conhecimentos e boas práticas entre instituições públicas e privadas exista e tenha em vista uma atuação dinâmica e consequente nomeadamente nos países em desenvolvimento", referiu. 

Rui Machete defendeu ainda que o SKAN poderá ajudar a criar conduções para a redução da pobreza e reforço da segurança agroalimentar.  


Fonte: ionline

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fábrica pensada há oito anos abre agora para impulsionar venda de fruta cortada

Grupo Luís Vicente investe dois milhões em unidade de fruta fresca cortada e tem planos para gastar mais três milhões na produção de fruta desidratada

O projecto do Grupo Luís Vicente de vender fruta fresca cortada e pronta a consumir começou em 2006 com experiências piloto mas só agora, em 2014, ganha forma uma unidade de produção, com 30 novos postos de trabalho e uma capacidade para processar cinco mil toneladas de fruta. O chamado mercado da quarta gama (produtos lavados e embalados), ainda é embrionário em Portugal no que toca à fruta mas Manuel Évora, administrador da empresa portuguesa, diz que chegou o momento de investir.

“Os portugueses têm menos tempo para preparar refeições e fruta”, diz, acrescentando que, ao mesmo tempo, os níveis de consumo per capita deste alimento têm vindo a descer. Com a nova fábrica e tecnologia no embalamento – que custaram no total dois milhões de euros – é possível alargar o prazo de validade em alguns dias. E isso garante não só uma distribuição do produto a todo o país como permite ao grupo Luís Vicente piscar o olho a Espanha e à grande distribuição. As negociações com o El Corte Inglés já estão em curso.

Além de fruta descascada, a intenção é também ter produtos enriquecidos com vitaminas e sais minerais ou associados a chocolate, pudins, gelatina ou de base láctea. O preço da fruta descascada nos supermercados é tradicionalmente elevado, mas Manuel Évora acredita que o aumento da capacidade de produção vai permitir baixar valores.

Além deste projecto, o grupo Luís Vicente, sedeado em Torres Vedras, tem planos para avançar com um novo investimento de três milhões de euros a partir do segundo semestre de fruta desidratada. Até agora, a empresa dona da Frubis usava matéria-prima importada para produzir os snacks de fruta crocante, mas este ano vai introduzir fruta nacional no portefólio.

Em 2016, ano cruzeiro da fábrica, serão necessárias 24 mil toneladas para produzir as embalagens da Frubis e, assim, chegar a todo o mundo. A fruta crocante aproveita, ainda, matéria-prima que não é aproveitada para vender nas lojas, de calibre mais pequeno ou formatos disformes. “Podemos dar impulso ao consumo de fruta nacional e chegar a sítios onde nunca chegaríamos de outra forma”, diz Manuel Évora.

O Grupo Luís Vicente exporta fruta para 35 países e estima vender este ano um total de 15 mil toneladas de fruta e legumes portugueses. Tem produção no Brasil e Costa Rica, nomeadamente de abacaxi.

Os dois investimentos, no valor global de cinco milhões de euros, foram candidatados ao Proder (Programa de Desenvolvimento Rural) e aguardam aprovação. De acordo com dados oficiais, 13% dos projectos apoiados entre 2007 e Junho de 2013 destinam-se à fruticultura, com um investimento associado de 563 milhões de euros, o equivalente a 10% do montante total apoiado pelo Proder.

A produção nacional de fruta, legumes e flores vale cerca de 2500 milhões de euros e as exportações cresceram 20,5% nos últimos dois anos. Pesam cerca de 2% no total das vendas para o estrangeiro.
 

Fonte: Publico

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Loiça hidrofóbica repele sujidade e não requer lavagens

Se lavar a loiça não faz parte do seu leque de actividades favoritas, não desespere - na Suécia já foi desenvolvido o primeiro protótipo de loiça hidrofóbica, capaz de repelir tanto água como sujidade
 

Este projecto foi concebido pelo estúdio de design Tomorrow Machine e faz parte de uma iniciativa da Federação das Indústrias Florestais da Suécia ( Skogsindustrierna), que requisitou o desenvolvimento de produtos conceptuais que recorressem a materiais à base de celulose para utilização no ano de 2035. Um desses produtos culminou neste protótipo, que foi criado para mostrar as potencialidades de um novo material à base de celulose, leve e resistente, desenvolvido pela Innventia.

Já o desenvolvimento da cobertura hidrofóbica ficou a cargo do KTH (Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo), que se inspirou nas propriedades da folha de lótus. A produção é realizada através do método RESS (Rapid Expansion of Supercritical Solutions), que converte a polpa de celulose numa espécie de lençol e é depois prensada num molde.

"O material torna-se tão duro como um produto de cerâmica convencional, mas com as vantagens de ser leve e de não se partir ou rachar caso caia [ao chão]", segundo Hanna Billqvist da Tomorrow Machine.

"O produto não poupa recursos só durante o processo de fabrico, mas também ao longo de todo o seu ciclo de vida", afirmaram os designers em declarações ao Dezeen.com. "Não requer água nem químicos para ser mantido limpo".

As más notícias é que ainda não há datas avançadas para uma eventual chegada ao mercado, pelo que na pior das hipóteses teremos mesmo é que aguardar pelo ano 2035.


Fonte: i online

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vila Real - Flora silvestre, «muito subaproveitada, pode ser oportunidade de negócio para as economias rurais


Tomilho, salva, gengibre, alecrim ou funcho foram algumas das plantas silvestres que serviram de base a algumas confecções culinárias apresentadas recentemente em Vila Real. Propostas baseadas em produtos locais que se poderão transformar em oportunidades de negócio para os produtores.

A Câmara de Vila Real, através do projecto de Preservação da Biodiversidade, desafiou profissionais da cozinha a inspiram-se na flora autóctone e espontânea para criarem novos pratos ou recuperaram receitas antigas.

As iguarias foram dadas a provar no âmbito do primeiro encontro gastronómico «O valor dos simples: a Natureza à mesa».

Tartes de folhas silvestres, tempuras de salva e talos de acelga, milhos de legumes, migas de chícharos com couve-galega, maionese de ervas finas, creme aveludado de urtigas ou pão-de-ló com flores, foram alguns dos pratos apresentados pelos chefes envolvidos na iniciativa.

O chefe Alexandre Ferreira, da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro, disse que muitas das plantas e ervas usadas, as quais se podem encontrar nos montes e hortas, estão «muito subaproveitadas».

A utilização de plantas silvestres perdeu espaço nas últimas décadas e pretende-se agora que voltem a ter uma utilização corrente na nossa alimentação, até pelo elevado valor nutricional que possuem.

«Há um mundo fantástico na natureza que se despreza porque se desconhece», salientou o professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), José Ribeiro.

O docente acrescentou que «não é pequena a lista de plantas bravias que podem ser utilizadas na alimentação humana, tanto directamente como utilizadas como condimento».

«Felizmente hoje por via gourmet, cozinha de uma certa elite, está-se a recuperar o mundo que era mais rústico e rural e que se estava a perder com a falta de aprendizagem da botânica», frisou ainda José Ribeiro.

Este projecto pretende valorizar economicamente a biodiversidade, procurando gerar novos negócios e fomentar a economia do meio rural.

«Há muitas espécies de plantas que estão ignoradas e que estão abandonadas e que os produtores podem ver na sua produção um grande negócio e o negócio arrasta empregos», sublinhou o vereador da Câmara de Vila Real, Adriano Sousa. 

E há neste território, segundo acrescentou, um «manancial de produtos» que podem «ser explorados».

A ideia é ainda criar uma rede local de agentes económicos de vários sectores, que passem a trabalhar em conjunto e de forma organizada, procurando desenvolver novos conhecimentos e novas práticas.

O Programa de Preservação da Biodiversidade de Vila Real foi lançado em 2010, com um investimento de 1,7 milhões de euros aprovado no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2 - O Novo Norte).




Fonte: Cafe Portugal

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

“Comida com histórias” quer fazer crescer água na boca lá fora. E trazer mais turistas

APTECE - Associação Portuguesa de Turismo de Culinária e Economia, quer atrair os turistas através das tradições culinárias e deste modo também promover os produtos regionais. José Borralho, presidente da associação, refere que “num país pequeno como o nosso, em distâncias de 30 a 40 quilómetros temos tradições muito diferentes, o que ainda torna mais pertinente o nosso objetivo”.

Objetivo esse, que passa por impulsionar a economia portuguesa através da promoção da culinária regional como património cultural, local e nacional e elemento estratégico para desenvolvimento da economia local.

Ou seja, “os associados fundadores, que desde sempre trabalham com o turismo, entenderam que Portugal é rico gastronomicamente e culturalmente, e devia ser melhor aproveitado, fazendo uma ligação clara entre as viagens e a comida”, frisou José Borralho.

A APTECE resulta de um investimento superior a meio milhão de euros,e arranca agora com o projeto “Portugal Exclusivo – Comida com histórias” que integra um conjunto de atividades que pretendem levar as iguarias nacionais aos quatro cantos do mundo.

Entre as atividades previstas para o projeto “Portugal Exclusivo – Comida com histórias” destacam-se estudos sobre a valorização da gastronomia portuguesa, ações de proteção dos alimentos em “vias de extinção”, Class Cooking em torno da gastronomia regional portuguesa, aplicações para smartphones com roteiros, atividades e ofertas de produtos artesanais locais, publicação de um livro sobre a comida portuguesa com histórias, sessões de formação para profissionais do turismo, um road show junto de 19 cidades europeias para promoção da regiões portuguesas, gastronomia local e dos produtos que a constituem, entre outras.


Fonte: Dinheiro Vivo

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Caviar "made in Alentejo" será exportado a partir de 2015

A "CaviarPortugal" é uma empresa criada a partir da Universidade do Algarve que vai começar a produzir caviar em 2015 a partir de uma unidade no Alentejo, com capacidade para exportar até cinco toneladas por ano.

Numa piscina azul que custou 500 euros, e que está instalada na Universidade do Algarve, nadam centenas de esturjões que chegaram da Holanda em fevereiro, através de uma empresa de correio expresso, na versão de ovos fecundados, contou à agência Lusa Paulo Zaragoza, diretor executivo do projeto "Caviar Portugal", recordando que pagaram "cinco mil euros" pelos ovos. 

O projeto-piloto empresarial nascido na Universidade do Algarve está prestes a emancipar-se e, entre o final deste ano e o início de 2014, vai ser construída uma unidade no distrito de Évora, com capacidade para produzir caviar, iguaria composta de ovos salgados de esturjão, a partir de 2017. O investimento previsto é da ordem dos quatro milhões de euros. 

O luxuoso petisco "vai ser exportado principalmente para o mercado asiático, mas a América do Norte e Europa também estão no roteiro. Em Portugal só devem ficar uns 5% da produção", referiu o diretor executivo e responsável técnico pelo projeto. 

A unidade produtiva no Alentejo dará para a instalação de cerca de 150 toneladas de quatro espécies de esturjão que vão ter a capacidade de produzir, ao fim de cerca de cinco anos, entre 4,5 toneladas a cinco toneladas de caviar, estimou Paulo Zaragoza, natural de Alcobaça. 

"A produção de caviar em indústria intensiva só será possível em 2017, mas em 2015 já se poderá provar alguma coisa, mas ainda numa fase de teste", acrescentou o especialista. 

A criação de esturjão em aquacultura funciona com um sistema de água circular fechado, o que faz com que a renovação seja apenas de 5% de água por dia. 

No ciclo de tratamento de água, há plantas que estão a ser utilizadas para filtrar e retirar os nutrientes da água dos esturjões e que servem de alimento a hortícolas como alfaces, pepinos ou tomates. 

O projeto empresarial atravessou o "deserto" na busca de investidores e locais, tendo mesmo estado previsto para se instalar no concelho de Lagoa junto ao rio Arade, mas a unidade de aquacultura de esturjão vai ser uma realidade no Alentejo, assegurou Paulo Zaragoza.



Fonte: Jornal de Noticias

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

“Heróis da Fruta” – Projecto de Lanches saudáveis

Depois do sucesso das edições anteriores que envolveram no total 63.348 alunos de 3.435 turmas de 1.332 jardins-de-infância e escolas básicas do 1º ciclo, o projeto «Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável» regressa às escolas no novo ano letivo para combater a obesidade infantil e restantes doenças associadas. Esta é uma iniciativa de educação para a saúde que inclui um programa motivacional de âmbito nacional promovido pela APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (ONG sem fins lucrativos) que visa motivar as crianças portuguesas até aos 10 anos para a ingestão diária de fruta no lanche escolar, uma vez que o atual consumo se situa muito abaixo do recomendado.

A participação é aberta a todas as turmas de 1º ciclo do ensino básico e jardins-de-infância, públicos ou privados, de todo o país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores, sendo apenas necessária uma inscrição gratuita através do endereço www.heroisdafruta.com/p/coordenador.html 

 O projecto acredita que a prevenção é sempre o melhor remédio e que educar é prevenir. E, por isso mesmo, ensinar às crianças importantes lições sobre alimentação saudável é essencial para combater a obesidade infantil e as restantes doenças associadas.