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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Resíduos de cerveja podem ser aproveitados para regenerar ossos

Investigadores espanhóis e algumas empresas de estruturas dentárias desenvolveram materiais biocompatíveis a partir de um resto orgânico do processado de malte, o bagaço.

A colaboração entre centros de investigação espanhóis e algumas empresas permitiu desenvolver materiais para regenerar ossos a partir do resíduo da produção de cerveja, o bagaço.

Estes novos materiais são uma alternativa às próteses formadas a partir de ossos de ovino processados ou materiais de sintese, cujos processos de fabricação são muito mais caros e agressivos para o meio ambiente.

Durante o processo de produção de cerveja geram-se resíduos que contêm os principais componentes químicos presentes no osso (fósforo, cálcio sílice e magnésio), pelo que, depois de se modificarem, podem servir como suportes ou matrizes para o recobrimento de próteses, enxertos de osso ou implantes odontoestomatológicos.

A utilização de materiais sintéticos como substitutos de ossos é até ao momento a terapia mais utilizada para o tratamento de alterações ósseas. As estratégias terapêuticas baseiam-se na utilização de matrizes porosas mas suficientemente rígidas, compostas por materiais biocompatíveis, que servem como moldes que proporcionam estabilidade mecânica e, ao mesmo tempo, promovem o crescimento e diferenciação do novo tecido ósseo.

Devido à sua semelhança com a composição do osso, os fosfatos cálcicos sintéticos são os mais utilizados em implantes ortopédicos e odontoestomatológicos. Estes materiais podem-se obter mediante reações químicas que utilizam reativos tóxicos e calcinações a temperaturas muito elevadas, próximas a 1500 graus centígrados.

Ler mais aqui.


Fonte: Agrotec

sexta-feira, 21 de março de 2014

Documentário Fábrica Heineken

Documentário do canal National Geographic explora, dentro da série Mega Fábricas, o processo de produção da cerveja Heineken, a partir de uma receita elaborada há 150 anos, nas cidades holandesas de Zoeterwoude e Den Bosch. O documentário explica como é feita a seleção da ceveda e do lúpulo, mostra o processo de maltagem, levedura e fermentação e acompanha o embalamento do produto nas garrafas verdes da marca.

 


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Jovem da Bairrada lança cerveja artesanal para acompanhar o leitão

O leitão assado à Bairrada, que tradicionalmente é acompanhado com vinho ou espumante, vai passar a poder ser acompanhado com cerveja "apropriada", de produção local, concebida por um jovem para aquele prato gastronómico.

Trata-se da cerveja artesanal "Bairrada" que Pedro Figueiredo, finalista de licenciatura em Turismo em Coimbra, vai lançar sábado, dia 15, em Aguim, Anadia, com a marca "TOIRA", no restaurante "Nova Casa Dos Leitões" e que tem como características, além do reduzido grau alcoólico, a rondar os cinco graus e meio, um paladar a citrinos, a lembrar a laranja que normalmente acompanha o leitão.

"A intenção não é substituir o espumante ou o vinho no acompanhamento do leitão assado. Trata-se de uma cerveja aqui produzida que pretende ser um complemento, para aqueles que são apreciadores de cerveja", explicou à Lusa Pedro Figueiredo.

O jovem cervejeiro, que espera até ao final do ano abrir uma micro cervejaria, se tiver sucesso, produz ainda mais duas cervejas artesanais: a "Ouro" e a Rubi".

A "Ouro" é uma cerveja forte, tipo belga, com quase oito graus, enquanto a "Rubi" é uma cerveja vermelha com cerca de sete graus.

As três cervejas que produz têm o preço como elemento diferenciador no mercado de cervejas artesanais, com um "preço de lançamento" de cada garrafa de 0,33 a um euro e meio e nas garrafas de 0,50 a 2,25 euros.

"A TOIRA é a prova de que uma cerveja artesanal de qualidade não tem de ter um preço gourmet", diz.
A marca nasce como um projecto pessoal e, aos 24 anos, perante as escassas perspectivas de emprego, Pedro Figueiredo encara a possibilidade de vir a fazer dela o seu modo de vida, após concluir os estudos, se o mercado o permitir: "se correr como planeei conto vir a dedicar-me a isto. Depende das pessoas gostarem da cerveja".

Foi o facto da cerveja que faz em casa agradar aos amigos que o levou a pensar em dedicar-se mais a sério à produção de cervejas.

"No início do ano passado comprei um "kit" básico e comecei a produzir em pequena quantidade e depois passei a produzir de forma mais completa, a partir do grão. Comecei a dar a provar a amigos e conhecidos e toda a gente gostava, pelo que em Outubro, surgiu a ideia de criar o negócio e avançar com o projecto", relata.

Investido o dinheiro das suas economias e feita a inspecção pelas autoridades competentes, Pedro Figueiredo vai agora tentar conquistar mercado, procurando colocar as suas cervejas em restaurantes e bares, sobretudo da Bairrada, mas a pensar já noutros horizontes: "já tenho contactos em Lisboa e no Porto, de restaurantes que se mostraram interessados e espero vir a ter um ou dois representantes em cada cidade".

O lançamento da primeira cerveja artesanal produzida na Bairrada vai ser feito através de uma degustação por cerca de 300 "provadores", acompanhada por iguarias e petiscos regionais.


Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=99269

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Cerveja e queijo de chocolate transformam fortaleza de Valença

Queijo ou cerveja artesanal de chocolate são alguns dos doces que 35 expositores e mestres chocolateiros vão apresentar na "Fortaleza de Chocolate" que decorre em Valença a partir de quinta-feira.

A feira é organizada pela autarquia local e decorre no interior da secular fortaleza da cidade, sendo dedicada "em exclusivo aos múltiplos sabores, apresentações e produtos à base de chocolate", anunciou hoje fonte do município de Valença.

A "Fortaleza de Chocolate" realiza-se entre 02 e 06 de janeiro, envolvendo a apresentação e venda de produtos com chocolate, desfile de 30 guarda-chuvas de chocolate, teatro de rua, estátuas vivas de chocolate, entre outras atividades envolvendo diversas formas de apresentar aquele produto.
Natas de chocolate, queijo de chocolate ou pão de ló de chocolate, mas também cerveja artesanal, sangria, ginja e caipirinhas, igualmente de chocolate, são algumas das "tentações" a apresentar nesta feira, em Valença.

Uma exposição num dos edifícios da fortaleza permitirá ainda conhecer a história do fabrico de chocolate, estando também prevista animação musical ao longo dos cinco dias do evento na área daquele monumento nacional.

A atração dos turistas espanhóis ao centro histórico de Valença, tendo em conta que o Natal no país vizinho atinge o ponto alto apenas no dia de Reis, a 06 de janeiro, é um dos objetivos do evento.


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Cerveja Guinness corta asas a voo de dois jovens pelo negócio da cerveja

Dois jovens dos arredores de Anadia tiveram a ideia de criar uma cerveja chamada Guinata, comercializada numa garrafa preta. A investida não agradou à irlandesa Guinness e uma reclamação bastou para deitar os sonhos dos portugueses por terra, noticia o Jornal de Negócios.

Igor Pinto e Pedro Figueiredo são dois jovens de Aguim, nos arredores de Anadia, que quiseram criar a sua própria cerveja, a Guinata, marca que continha uma cerveja de trigo e uma ruiva que viriam a ser comercializadas em garrafas pretas. Depois do investimento e dos testes, avançaram com o pedido de registo da marca em Julho deste ano.

No entanto, a irlandesa Guinness travou a investida dos empreendedores com uma reclamação, feita a 25 de Setembro, e assente nas semelhanças entre as duas marcas e na confusão que poderia gerar nos consumidores. Foi o que bastou para os levou a desistir da ideia, de acordo com o Jornal de Negócios.

A gigante irlandesa reclamou junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e enviou aos jovens uma carta a aconselhar a desistência do registo da marca “para evitar mais delongas e custos adicionais”.

Mesmo havendo uma justificação para a escolha do nome Guinata – é a “designação secular” dos originários daquele local – e de nem sequer ser uma cerveja preta (uma de trigo e uma ruiva), a impossibilidade de combater um oponente da dimensão da Guinness não deixou margem de manobra a Igor e Pedro.

“Nunca pensámos que nos viessem a chatear a cabeça, mas não vamos andar para a frente com isto. Não queremos ter chatices com a Guinness porque o poder económico deles não tem nada a ver com o nosso”, sublinhou Igor à mesma publicação.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Central de Cervejas deverá começar a produzir cerveja em Angola até 2016


A Sociedade Central de Cervejas, empresa que detém a Sagres, deverá começar a produzir cerveja em Angola até 2016, disse hoje o presidente executivo da empresa, Ronald den Elzen, num encontro com jornalistas na Fábrica de Vialonga.


A Central de Cervejas assinou um acordo com uma empresa local, a Sodiba, que tem como acionista a empresária angolana Isabel dos Santos. A Sodiba está a construir uma fábrica em Angola, que deverá começar a funcionar no primeiro trimestre de 2015. Ronald den Elzen não avança uma data concreta para o início da produção da Sagres em Angola, mas acredita que será entre 2015 e 2016.

Em 2012, as vendas de cerveja para Angola representaram cerca de 60% do total de exportações da Central de Cervejas e cerca de 15% do volume total de vendas de cerveja. 

No geral, as exportações deverão representar, em 2013, 25% das vendas globais de cervejas da empresa (de janeiro a novembro, o peso das exportações acumulado é já de cerca de 20%).

Este foi, no entanto, “um ano difícil” em Angola, disse Ronald den Elzen, resultado da greve dos portos e do aumento das taxas aduaneiras. As exportações para Angola caíram cerca de 20% em volume, relativamente ao ano passado.

Em sentido inverso, está o Reino Unido, onde as vendas de cerveja cresceram, em 2013, cerca de 15%. O CEO da Central de Cervejas prevê que, nos próximos três anos, o Reino Unido seja o segundo maior mercado da empresa na venda de cervejas, a seguir a Angola.

A acompanhar este crescimento, a empresa reforçou também a sua equipa: em 2013, a Central de Cervejas contratou 200 pessoas, contando agora com cerca de 1300 trabalhadores, e espera contratar mais 200 nos próximos três anos. A empresa quer “crescer domesticamente” e, até 2015, vai investir 50 milhões de euros na área industrial, montante que exclui os patrocínios e investimento publicitário.

Ronald den Enzel espera que 2014 seja melhor que este ano, graças aos “grandes eventos” que aí vêm: o Mundial do Brasil e a final da Liga dos Campeões, que terá lugar no Estádio da Luz. A Sagres, recorde-se, é patrocinadora da seleção nacional e a Heineken (grupo que detém a Central de Cervejas) patrocina a Liga dos Campeões. A contar com estes eventos, a Central de Cervejas vai abrir, ainda este mês, o Heineken Café no aeroporto da Portela.


Fonte: Dinheiro Vivo

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Presidente da Central de Cervejas defende baixa de IVA na restauração em 2014

O presidente executivo da Sociedade Central de Cervejas (SCC) defendeu hoje que o Governo deveria "reconsiderar" e baixar o imposto sobre o consumo (IVA) na restauração de 23% para 13% a partir de julho de 2014.

Num encontro com jornalistas em Vialonga, onde é produzida a cerveja Sagres, Ronald den Elzen afirmou que o Governo deve "reconsiderar no segundo semestre em baixar o IVA" no setor da restauração. 

Quando questionado para quanto, Ronald den Elzen apontou "13%", taxa anterior ao aumento decidido pelo atual Executivo liderado por Passos Coelho. 

"Sei que são decisões difíceis", comentou, acrescentando que a baixa do IVA pode permitir "acelerar a entrada de turistas em Portugal", já que a taxa aplicada em Espanha é muito mais reduzida do que a portuguesa. 

"O IVA está a matar" o canal Horeca, que inclui Hotéis, Restaurantes e Cafés, salientando que todas as semanas fecham cerca de 250 estabelecimentos, o que representará cerca de 10.000 unidades no final do ano. 

O presidente executivo da SCC, que é detida por sua vez pelo grupo Heineken, lembrou que Portugal já não está tecnicamente em recessão, tem "uma infraestrutura fantástica", "boa Educação", "melhor inglês que noutros países" e lamentou a vaga de emigração a que o país tem assistido. 

"Temos de parar com a austeridade e o anúncio de cortes e apostar no crescimento", disse.
Apontou que a vaga emigratória de portugueses com qualificações poderá ter implicações nos próximos 10 anos no país.


Fonte: RTP

Central de Cervejas criou 200 postos de trabalho este ano

A Sociedade Central de Cervejas (SCC), dona da Sagres, contratou este ano 200 trabalhadores e vai contratar mais 200 nos próximos três anos, afirmou hoje o presidente executivo, Ronald den Elzen.

O gestor falava aos jornalistas num encontro com jornalistas que decorreu em Vialonga, Vila Franca de Xira, onde é produzida a cerveja Sagres.

"Contratámos 200 pessoas e nos próximos três anos vamos contratar mais 200", disse Ronald den Elzen.
Este reforço dos postos de trabalho insere-se na aposta da SCC, empresa do grupo Heineken, em "crescer domesticamente".

Atualmente, a empresa conta com cerca de 1.300 trabalhadores.

O executivo sublinhou que a Central de Cervejas está a contratar numa altura em que a situação do país é difícil, ou seja, em contraciclo.

Até 2015, a SCC vai investir 50 milhões de euros na área industrial, montante que exclui os patrocínios e investimento publicitário.

Sobre as vendas de cerveja este ano, o presidente executivo estima uma quebra de 1%, em volume, quase em linha com o mercado cervejeiro, cujas quebras se situam entre 1% e 2%.

No canal HoReCa - Hotéis, Restaurantes e Cafés, as vendas de cerveja recuaram, mas na distribuição, que inclui hipermercados, estas aumentaram dois dígitos.

A isto se deve o aumento do IVA, o que levou a mudança de hábitos no consumo, ou seja, as pessoas compram nos hipermercados para consumir em casa.

Em termos de faturação, as vendas aumentaram, disse Ronald den Elzen, que não avançou mais detalhes, uma vez que o grupo Heineken é cotado em bolsa.

No ano passado, as vendas globais de cerveja representaram 25% das vendas globais da SCC e este ano, até novembro, ascendem a 20%, de acordo com a empresa.

No segmento das águas, cujo mercado está a cair 6% e é competitivo, as vendas cresceram tanto em faturação como em volume este ano.

"É um bom ano" para o negócio da água, adiantando as vendas em volume deverão subir este ano entre 2% a 3%.

O presidente executivo citou ainda algumas inovações que ajudaram ao desempenho da SCC este ano, nomeadamente o lançamento da cerveja Sagres Radler ou as águas de Luso com sumo de fruta.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Letra. A cerveja minhota é para ver e conhecer antes de provar


Filipe Macieira e Francisco Pereira, de 28 anos, lançaram um desafio aos clientes: aprender tudo sobre a cerveja que produzem enquanto assistem ao seu fabrico, em Vila Verde, Braga. 

Os dois investigadores de Engenharia Biológica da Universidade do Minho apostaram num modelo de negócio que junta distribuição e degustação na própria fábrica. “Queremos incutir a cultura cervejeira aos clientes, convidando-os a assistir ao fabrico”, explica Filipe. 

Este mês foi lançada no mercado a marca LETRA, mas a ideia nasceu quando os amigos participaram num projeto de produção de cerveja industrial, durante o mestrado e se aperceberam de uma lacuna no mercado. “Havia cada vez mais procura por sabores diferentes e, por consequência, um aumento da importação de cervejas estrangeiras.” 

Depois de muitas experiências caseiras, decidiram arriscar com a cerveja artesanal minhota. Participaram num curso de ideias de negócio e puseram preto no branco tudo o que queriam fazer. 

Depois, testaram uma série de cervejas artesanais em provas e feiras. “Percebemos que as nossas cervejas tinham mais saída do que as de referência internacionais. O que nos motivou a abrir, em fevereiro de 2011, a Fermentum - Engenharia das Fermentações, spin-off da UMinho.” 

Continuaram a criar e aperfeiçoar, até abrirem a fábrica, num edifício recuperado em Vila Verde. Foram 350 mil euros de investimento. Da fábrica saem quatro cervejas, A, B, C e D, produzidas artesanalmente e com ingredientes 100% naturais - água, maltes e lúpulos. Agora preparam-se para juntar mais uma letra ao catálogo, “uma muito portuguesa que vai dar que falar, além de receitas exclusivas e limitadas”, o trunfo para começarem a exportar em 2015.  

A LETRA faz quatro cervejas, que custam entre 3,20 euros e 7,5 euros. ° A é uma Weiss, com elevado teor de trigo e frutada pela fermentação dos açúcares do trigo; B é uma pilsner, parecida com as cervejas comuns mas com extenso processo de maturação e uso de lúpulos especiais. C é uma stout preta e “equilibra o torrado dos maltes com os lúpulos germânicos e americanos”. D é uma red ale, a ruiva, com aroma e sabor intenso.



Fonte: Dinheiro Vivo

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Catalunha: Jornadas sobre a produção artesanal de cerveja

Vão decorrer no dia 12 de Setembro as jornadas técnias sobre a produção artesanal de cerveja, será realizado no auditório do IRTA de Montells (Girona - Espanha).
Estas jornadas pretendem permitir a descoberta da cerveja aos profissionais da restauração,  vendedores, distribuidores, consumidores e público em general, interesados professional ou culturalmente pelo mundo da cerveja.

O objectivo é contribuir para a formação de futuros profesionais do sector cervejeiro, assim como complementar a formação dos estudantes agroalimentares e agropecuários, e melhorar o desempenho profissional dos operadores do sector.

A inscrição é gratuita mas deverá ser feita previamente.