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quarta-feira, 9 de julho de 2014

ASAE intensifica a Cooperação Bilateral



A aposta da ASAE na cooperação bilateral e multilateral com organismos com competências similares, permite potenciar, fortalecer, dinamizar e reforçar, os laços de já estabelecidos ou a estabelecer. Nessa perspetiva a ASAE recebeu em maio, quatro delegações de organizações congéneres de diferentes países, Brasil, França, e Angola.

- A 15 de maio teve lugar a visita da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) do Brasil, cujas competências abrangem tanto a regulação sanitária, quanto a regulação económica do mercado, resultou de contactos da ASAE junto deste organismo.

Sendo um país da América do Sul e de língua oficial portuguesa, o estabelecimento de relações de cooperação tem um carácter mais relevante, reforçando o objectivo de troca de experiencias entre as duas congéneres, contribuindo assim para o conhecimento, capacitação e transferência de tecnologia, que se pretende efectivar com a realização de um protocolo.

- No dia 22 de maio, o Presidente do Conselho de Administração da Agência Angolana Reguladora de Produtos Alimentares e Farmacêuticos (ARPAF), Dr. Gomes Cardoso, foi recebido pelo Inspetor-geral da ASAE, Dr. Pedro Portugal Gaspar.

Esta deslocação teve como intuito a apresentação da ARPAF, organização formada recentemente, cujas competências maioritariamente se cruzam com as da ASAE. Como tal reveste-se de suma importância coligir informações de carácter estrutural, logístico e técnico, bem como experiencias, que de alguma forma poderão contribuir para o arranque daquela organização.

- Dando sequência a este encontro, a 28 de maio, o Dr. Gomes Cardoso visitou também o Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE, acompanhado pelo Subinspetor geral da ASAE, Eng.º Jorge Reis. 

- Em 23 de maio a Agência Francesa de Segurança Alimentar, Ambiente e Saúde Ocupacional (ANSES), foi recebida no Lumiar, tendo o programa da visita incidido no intercâmbio de experiencias nas áreas da avaliação de risco e na identificação de potenciais matérias de interesse para as duas organizações, nomeadamente no âmbito do controlo, dos sistemas de alerta, da vigilância, da actividade laboratorial, da formação. Esta deslocação culminou com uma visita ao Laboratório de Segurança Alimentar da ASAE.

- Em simultâneo com a visita da delegação francesa, o Inspetor-geral da ASAE, recebeu a Direcção Nacional de Inspecção e Investigação das Actividades Económicas de Angola (DNIIAE).

Este encontro ocorreu na sequência da visita oficial da delegação do Ministério do Interior de ANGOLA, chefiada pelo respectivo Ministro e em que a DNIIAE esteve integrada, que a convite Sra. Ministra da Justiça, se deslocou a Portugal.
Estiveram presentes nesta reunião pela DNIIAE, o Director Nacional Dr. António Santos e o Superintendente António José Sebastião, Chefe do departamento de arquivo, registo e informação que foram acompanhados pela representante da Direção-Geral da Politica de Justiça, tendo sido reiterado por parte da ASAE, o apoio nas diversas áreas abrangidas pelo protocolo já estabelecido, entre as duas congéneres.






quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vila Joya: 34 coelhos de uma cajadada

João Wengorovius é publicitário, foi presidente da BBDO em Portugal e gosta de cozinhar. Esteve no Algarve com alguns dos melhores chefs 

"Pelas minhas contas, o Vila Joya conseguiu reunir 46 chefs e o equivalente a 61 estrelas Michelin nos 12 dias que durou o International Gourmet Festival, no Algarve. Como é possível trazer a Portugal a nata da gastronomia mundial para cozinhar?

Este ano não faltou sequer o novo número um do ranking do World’s 50 Best Restaurants, Joan Roca do El Celler de Can Roca. 

Qual é o segredo que atrai, ano após ano, mais e melhores chefs ao nosso país?

Estive lá com três chefs de três estrelas Michelin cada um. Joan Roca, Quique Dacosta, do restaurante com o seu próprio nome em Dénia, perto de Valência (que a propósito revelou que o seu nome é uma adaptação do portuguesíssimo “da Costa” que os seus avós mudaram no tempo de Franco com receio de ser percebidos como estrangeiros), e Pascal Barbot, do L’Astrance, em Paris.
Nenhum deles o faz por fama, que já lhes sobra. Também não é o cachê que recebem que os fará mais ricos. Então o que os move?

Quando entramos na cozinha vemos um batalhão de gente a trabalhar, ouve-se a voz de Matteo Ferrantino, o braço direito de Koschina, a comandar as operações, a confirmar com o chef convidado cada pormenor.

Com antecedência, todos os ingredientes foram adquiridos, todos os pratos estudados, todas as receitas discutidas. Foi pensado o vinho, foi escolhida a loiça. E iniciada a cozedura do que tinha de ser cozinhado lentamente. Se pensarmos que cada chef apresentará sete a 12 pratos diferentes, dá para imaginar.

A logística e a organização necessárias para montar uma experiência destas é impressionante. E a equipa do Vila Joya é irrepreensível. O festival existe desde 2007 - são já muitos anos a aperfeiçoar a máquina. Um chef que provavelmente chega na véspera não está preocupado, sabe que vai correr tudo bem.

Profissionalismo, é a palavra que me ocorre enquanto observo aquele encadeamento, chef após chef, carta após carta, dia após dia. Quem cá vem sai daqui com essa imagem de certeza.

Mas há mais. Quando idealizou estes eventos, Koschina sabia que isto era essencial. Mas não basta, era preciso mais para trazer cá os melhores do mundo.

Não é preciso estar-se muito atento para perceber o que é. No meio daquele “relógio suíço” não passam dez minutos sem se ouvir uma gargalhada geral, alguma coisa que o chef disse, um comentário de Matteo ou de Paulo Luz, o chefe de sala, ou Arnaud Vallet, o sommelier do Vila Joya.

Entre a concentração e a descompressão está sempre subjacente um ambiente de celebração. Esta gente gosta realmente do que faz. É só isso. Estão todos cá por isso. A comemorar isso. Em séria brincadeira, se me é permitido o oxímoro.

E, claro, há champanhe e festa. E amizade.

Não se começa um serviço sem um discurso, não se acaba sem um brinde na cozinha seguido de uma passagem efusiva pelas mesas de todos os cozinheiros e pessoal de sala, em fila indiana atrás do chef convidado, com o anfitrião Koschina à frente a fazer o que faz de melhor - a festejar o momento.
“Primeiros os chefs, depois o cliente”, disse-me uma vez Koschina para explicar a filosofia que orientou o evento desde o início e que atrai cá tanto chef. Não é nenhuma contradição ou falta de cortesia pelos clientes, é a formula para servir melhor os clientes. Eu, como cliente, não me queixo. 
Mas é também uma fórmula para que as coisas se espalhem: influenciar os influentes.

Não se sobem os degraus da alta gastronomia sem networking. Portugal e os portugueses precisam de jogar esse jogo. Fui sabendo que muitos dos chefs não se ficaram pelo Vila Joya, vieram a Lisboa e a outros sítios conhecer melhor o que os nossos chefs andam a fazer. E gostaram.

De volta à cozinha, assisto a um briefing ao pessoal de sala. O chef Pascal Barbot explica cuidadosamente cada prato - como se chama, que ingredientes leva, como servir. Para que possam fazer o mesmo às dezenas de convidados lá fora nas mesas. Há dúvidas na tradução de um dos peixes. “Dourada”, exclama alguém. Logo a seguir o chef quer saber como se diz topinambour - “alcachofras-de-jerusalém”, responde Arnaud.

Enquanto todos olham atentamente para o chef, eu olho para Koschina. O mentor desta ideia, recuado e discreto cá atrás. O que estará a pensar? Que valeu a pena, vale sempre a pena. Ele sabe que o festival não é só o que os chefs cá trazem, é também o que levam.

Não contando com os que já nos conhecem (os portugueses ou os chefs estrangeiros que cá trabalham), certo é que a partir de hoje há mais 34 chefs de primeira linha no mundo, que não vão esquecer Portugal."


Fonte: Dinheiro Vivo

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Chef português fica em segundo lugar em competição internacional

O cozinheiro português Jorge Fernandes ficou classificado em segundo lugar numa competição internacional de culinária que terminou hoje em Milão (Itália), disse à Lusa o selecionador da equipa olímpica sénior, Paulo Pinto.

Além de Jorge Fernandes, Portugal foi representado por um 'júnior', João Cunha, na meia-final da competição Global Chef, que permitiu escolher o representante dos países da Europa do Sul na final mundial, agendada para julho do próximo ano, na Noruega.

No concurso, que decorreu entre sábado e hoje, Jorge Fernandes apresentou, como entrada, um salmão marinado sobre pera abacate, lagostim com creme de couve-flor e terrina de halibut sobre salada de bulgur; como prato principal, um tataki de kobe com puré de maçã e batata ao parmesão, rolo com cogumelos e molho bearnês e geleia de romesco caramelizada e, para sobremesa, um bolo de chocolate 64%, com chá Dilmah, cheesecake com amêndoa torrada, crocante de laranja e gelado de manga e cravinho.

Nesta competição, alguns produtos eram de utilização obrigatória: lagostim, halibut e salmão na entrada; Kobe beef e queijo parmesão no prato principal; chocolate 64%, manga e chá na sobremesa.

Em ambas as categorias -- sénior e júnior -, o primeiro prémio foi para os concorrentes italianos.

No caso do concorrente júnior, João Cunha, Paulo Pinto afirmou que poderia ter ficado em primeiro lugar, mas foi penalizado por não ter cumprido o tempo de saída dos pratos, registando um atraso, no total, de 15 minutos.

"A participação foi muito boa, restava-nos ter um pouco mais de eficácia. Deu para aprender, tivemos mais falhar que os outros, o que nos ajuda a ir melhorando", disse.

Jorge Fernandes e João Cunha trabalham no restaurante Rio's, em Oeiras, cuja cozinha é chefiada por António Bóia, selecionador da equipa júnior. Paulo Pinto é o chef executivo do grupo Hotéis Real.

A comitiva portuguesa integrou o chef Carlos Madeira como júri na prova internacional.

Criadas em 1992, as equipas olímpicas de culinária já participaram em dezenas de competições internacionais, conquistando medalhas de ouro, prata e bronze.


Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Azeite português no pelotão do Tour de França



Alberto Contador, ciclista da Saxo-Tinkoff, é um dos melhores ciclistas do mundo e um candidato à vitória na Volta a França que se encontra a decorrer. Com ele correm os portugueses Sérgio Paulinho e Bruno Pires

Como qualquer atleta de alta competição a alimentação assume uma enorme preponderância no dia-a-dia dos ciclistas sendo pensada e preparada ao pormenor. A escolha dos alimentos a utilizar, o modo de confecção, as quantidades e os valores nutricionais assim como os fornecedores são levados ao detalhe.

Acontece com o azeite.

Os cozinheiros da equipa Saxo-Tinkoff utilizam, na confecção dos seus pratos apenas e exclusivamente azeite português da marca Serrata, empresa sediada em Vila do Conde. No pelotão internacional apenas a britânica Sky possui um fornecedor exclusivo de azeite.

Segundo a equipa o controlo do grau de acidez do azeite que se utiliza na comida, sobretudo ao jantar, pode influenciar o repouso e a recuperação física dos atletas pela sensação que provoca no estômago e no bem estar para o sono.

Com um fornecimento equivalente a 2000 garrafas de azeite "Serrata Sublime" (com o logótipo da equipa no rótulo) por época, uma edição limitada da colheita de 2012/2013 que teve a produção de 8800 garrafas, a equipa Saxo-Tinkoff garante desta forma não só a poupança de cerca de 7000 euros valor atingido caso fossem compradas como também a certeza de terá ao seu dispor o melhor produto, a tempo e horas em qualquer parte do mundo onde possa vir a competir.