Mostrar mensagens com a etiqueta Ervas Aromáticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ervas Aromáticas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nações Unidas regulam sector das especiarias e das ervas aromáticas

Especiarias e ervas aromáticas estiveram em análise num comité da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (ONUAA), que se reuniu na cidade de Kochi, no sul da Índia, com o objectivo de desenvolver padrões de qualidade para a indústria de milhares de milhões de dólares, refere o AllAfrica.

Pimenta preta, baunilha e manjericão estão entre as especiarias e ervas que estiveram sob escrutínio na comissão, que pretende ajudar os pequenos agricultores a escolherem o que cultivar e a como o fazerem da melhor forma.

“Quando forem estabelecidas regras claras internacionalmente aceites, os consumidores poderão confiar na segurança e na qualidade das especiarias e das ervas que compram”, afirmou Ren Wang, director-geral adjunto do Departamento de Agricultura e Defesa do Consumidor da ONUAA.

O Comité do Codex sobre Especiarias e Ervas Aromáticas faz parte da Comissão do Codex Alimentarius criado em 1963 pela ONUAA e pela Organização Mundial da Saúde para desenvolver padrões internacionais de alimentação, directrizes e códigos de prática para proteger a saúde dos consumidores e práticas justas no comércio de alimentos.

O sector das especiarias e das ervas aromáticas tem vindo a desfrutar de um crescimento rápido há já algumas décadas, pois cresce a procura nas economias em expansão da Ásia e há cada vez mais um reconhecimento dos seus benefícios em termos culinários e de saúde.

“Embora já existam alguns padrões sobre especiarias e ervas aromáticas, não existe um organismo mundial que forneça padrões de qualidade em produtos específicos de especiarias e ervas aromáticas”, disse a ONUAA em comunicado.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ervas aromáticas: guia para plantar e usar




Uma mini-horta de plantas aromáticas na varanda ou no quintal permite-lhe abastecer a cozinha com aromas frescos a qualquer hora. Aprenda a cultivá-las em vaso e siga as nossas receitas para obter pratos deliciosos com menos sal.

Em colaboração com a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, selecionámos 10 receitas saudáveis, nutricionalmente equilibradas, simples e fáceis de confecionar, nas quais usámos as plantas da nossa mini-horta.

Mostramos como plantar e semear 5 ervas aromáticas.


 
Os profissionais daquela escola prepararam os pratos sem ervas aromáticas e registaram a quantidade de sal adicionada. De seguida, testaram as receitas aumentando progressivamente a porção de ervas e diminuindo a de sal, até conseguirem o equilíbrio desejado. Os pratos continuam saborosos e mais amigos do coração.

As plantas frescas são mais aromáticas do que as secas ou moídas. Cultive as suas espécies preferidas com as dicas do nosso guia, elaborado em conjunto com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P. (INIAV). Indicamos também a melhor forma de conservar 21 plantas e os pratos em que pode usá-las.

Caso opte por plantar diferentes espécies no mesmo vaso, junte as que exigem condições semelhantes. A salsa e o coentro, por exemplo, têm sensivelmente as mesmas necessidades de água e luz solar, pelo que podem coabitar. O mesmo acontece com a hortelã e o poejo.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Stufa: Uma horta em casa

Salsa, coentros ou manjericão? A resposta certa é: os três. Sementes, substrato, placas de identificação em madeira e ainda um livro de receitas bilingue: português/inglês. Foi este o projecto que conquistou os seguidores da plataforma de crowdfunding Massivemov que euro a euro financiaram o projecto de Rita e Miguel Guedes Ramos. Ela formada em Ciências do Ambiente, ele em Design Gráfico. Irmãos. 

Mas a ideia começou algum tempo antes quando tentaram desenvolver uma empresa de marketing sustentável e consultoria na área do ambiente e, em parceria com a TEDX (fórum mundial de divulgação de novas ideias) e com a Silicon Valley comes to Lisbon (Semana Global do Empreendedorismo que teve lugar em Lisboa, em 2011), conseguiram chamar a atenção com uma caixa com sementes de bolota para plantar em casa. 

«Daí até à Stufa foi um passo. Começámos a ver o que podíamos fazer e vimos que havia uma grande tendência de os chefs aconselharem as pessoas a plantar as suas próprias ervas aromáticas. Achámos por bem reunir toda a informação num só ponto e fazer um kit para as pessoas começarem a fazê-lo», conta Miguel. 

Mas os jovens irmãos não se ficaram por aí. A eles juntou-se um terceiro sócio, Diogo Almeida, responsável pelo modelo de negócio. Juntos desenvolveram o produto, procuraram as sementes ideais - «afinal têm que nascer e crescer!» - e fizeram parcerias com os chefs Nuno Bandeira de Lima, do restaurante The Decadent, e com Diogo Noronha, do Pedro e o Lobo, que forneceram receitas para incluir nos livros que são vendidos com cada pack. Finalmente, desenvolveram dois produtos distintos: «Temos dois kits : o de salsa, coentros e manjericão; e o de microgreens, que é de mostarda e rúcula».

Miguel explica que a utilização de microgreens na cozinha «começou na Califórnia, nos anos 90, nos restaurantes com estrelas Michelin e rapidamente captou o interesse e imaginação de chefs de renome à volta do mundo. Estes vegetais sem qualquer tratamento químico (são o estado anterior aos babyleafs), são colhidos assim que aparecem as primeiras folhas (ao fim de sete a 20 dias)». Por serem apanhados tão cedo contêm uma elevada concentração de nutrientes e antioxidantes, «em média dez vezes superior à folha adulta». Em Portugal, há apenas um outro empresário que se dedica à sua produção, revela Miguel.

A Stufa parece ter assim não só o objectivo de gerar produtos inovadores mas, ao mesmo tempo, que sejam amigos do ambiente e da saúde: «Acreditamos que o interesse pela agricultura vem de uma preocupação ainda maior com o planeta - aquecimento global e escassez de recursos - e há valores que terão de ser incutidos para tornar o mundo mais sustentável no futuro. Queremos relembrar algo que, por vezes, ficou esquecido e é tão simples como plantar alguns dos nossos alimentos. Deste modo, não só temos o controlo total da produção e acesso a produtos 'frescos' como contribuímos para um Mundo melhor».
Os resultados não se fizeram esperar, já vão na segunda edição de kits, que estão a ser vendidos de Norte a Sul do país em mais de 30 lojas, sem falar nas vendas online para toda a Europa a partir do site da Stufa. 

Recentemente conseguiram também estar representados numa loja em França. Agora fazem planos para o próximo ano que trará novidades, não só ao nível de maior variedade de produtos - frutas e legumes -, como de objectos - vasos - para complementar toda a experiência.

Entretanto, continuam a dar workshops para grupos que queiram ter a sua própria horta. «Não é um bicho de sete cabeças mas também não é só semear e esperar que cresça», avança Miguel. É por isso que em todos os kits e oficinas que promovem explicam como escolher o vaso, a terra e a periodicidade da rega. «Isto parece muito básico mas muitas pessoas não o sabem fazer. Depois entramos um bocadinho na história de cada erva aromática, como e quando deve ser feita a primeira colheita, quais os benefícios para a saúde, que cuidados específicos se devem ter...». E, se tudo correr bem, ao fim de dois meses já se podem colher os primeiros rebentos de salsa, coentros e manjericão. Mas para quem é mais apressado, talvez seja melhor optar pelos microgreens, para esses bastam apenas três semanas. 


Fonte: SOL

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ervas aromáticas contra a Listeria em saladas IV Gama

Um grupo de cientistas irlandeses da Universidade de Limerick avaliaram a eficácia de tomilho, orégão e alecrim (como óleo essencial ou fresco) contra Listeria monocytogenes no em produgos vegetais embalados (alface, cenouras cortadas , repolho picado e chucrute ) onde confirmaram as propriedades antimicrobianas de ervas.

Em termos de eficácia contra a Listeria, os investigadores concluiram que o óleo essencial de tomilho foi o mais eficaz contra a Listeria, pela seguinte ordem:

Óleo Essencial Tomilho; Óleo Essencial Orégão; Alecrim fresco; Óleo Essencial Alecrim.


No entanto, o estudo também concluiu que a aplicação directa de qualquer um dos óleos essenciais analisados no estudo danificava a aparência do produto IV Gama pelo que não se torna possível a utilização directa de óleos essenciais num estado de processamento mínimo por causa dos efeitos fitotóxicos no produto.


O alecrim fresco picado mostrou alta eficácia contra a Listeria, no entanto só foi eficaz quando processado com o produto IV Gama antes da análise microbiológica da gama IV.
Mais informação em Some conventional and latent anti-listerial effects of essential oils, herbs, carrot and cabbage in fresh-cut vegetable systems