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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dioxinas e PCB o que são e onde estão?



Dioxinas é o nome genérico dado ao conjunto de 75 dibenzo-p-dioxinas policloradas (PCDD) e 135 dibenzofuranos policlorados (PCDF), dos quais 17 apresentam toxicidade revelante. As dioxinas não são produzidas intencionalmente, ocorrem numa série de processos químicos, e formam-se em pequena quantidade em quase todos os processos de combustão.


Os policlorobifenilos (PCB) sob a forma de dioxinas foram substâncias químicas produzidas industrialmente, mas cuja produção se encontra proibida desde 1985.



Dioxinas e PCB’s são compostos estáveis, persistentes, altamente tóxicos, cancerígenos, teratogénicos, que podem aparecer em matrizes orgânicas, inorgânicas e biológicas.

A via mais relevante de exposição humana às dioxinas e PCB’s prende-se com a ingestão de alimentos, sendo a principal fonte os produtos de origem animal (carne, leite, ovos, peixe e seus derivados). Por conseguinte, é cada vez mais urgente controlar estes contaminantes não só nos géneros alimentícios mas logo no início da cadeia alimentar, ou seja, a nível das matérias-primas e dos alimentos compostos para animais.



O Laboratório de Físico-Química (LFQ), do Departamento de Riscos Alimentares e Laboratórios (DRAL) da ASAE detém o estatuto de Laboratório Nacional de Referência e está acreditado para estes ensaios. Está também integrado na rede de laboratórios Nacionais de Referência da UE para a análise de Dioxinas e PCB sob a forma de dioxina em géneros alimentícios e matérias-primas e produtos destinados à alimentação animal.



Dotado de técnicos altamente especializados neste tipo de análise, presta serviços para organismos oficiais e entidades particulares, designadamente associações de produtores e operadores económicos diversos, que necessitam controlar a qualidade quer das suas matérias primas quer dos seus produtos acabados, de modo a cumprirem com os limites legais estabelecidos nas directivas comunitárias, para as diferentes matrizes.



Nos últimos 12 meses o LFQ analisou, para ensaios, um total de 112 amostras: 90 amostras no âmbito de controlo oficial (18 do PCNA e 72 de outros organismos públicos) e 22 amostras de clientes externos. Este controlo é fundamental para a garantia da segurança alimentar sendo este o único laboratório nacional com capacidade de realização destas análises.




  


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Perigos das dioxinas associadas ao uso do microondas

A alegação de que as embalagens e recipientes de plástico sujeitas a aquecimento no microondas, podem libertar dioxinas é enganosa. Não há qualquer evidência de que os recipientes ou filmes de plástico contenham dioxinas, quer segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer a U. S. Food Drug Administration (FDA).

As dioxinas são formadas como sub-produtos de processos industriais, resultantes sobretudo da combustão a altas temperaturas (geralmente acima de 371ºC). São compostos perigosos que fazem parte do grupo dos poluentes orgânicos persistentes. E é incontestável que a exposição a dioxinas pode causar vários tipos de danos na saúde humana, nomeadamente vários tipos de cancro.

É ainda necessário referir que algumas substâncias usadas nos plásticos, podem migrar para os alimentos, sobretudo quando sujeitas ao aquecimento. As maiores preocupações estão relacionadas com os plastificantes, aditivos usados nos plásticos para aumentar a flexibilidade de alguns materiais de embalagem, nomeadamente os ftalatos e adipatos. 

Contudo, os plásticos utilizados em contacto com os alimentos, devem obedecer aos requisitos estabelecidos pela Comissão Europeia que definem os materiais plásticos autorizados e estabelecem limites globais de migração das substâncias componentes dos materiais para os alimentos. Estes requisitos baseiam-se em avaliações de riscos destes materiais, presentemente realizadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), que consideram a quantidade prevista das substância que migra para os alimentos e também a sua toxicidade.

Em termos de segurança alimentar, é importante usar sempre embalagens de plástico destinadas ao uso alimentar quando se pretende conservar alimentos. Para uso em microondas, as embalagens devem conter referências específicas para esta utilização.