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segunda-feira, 9 de março de 2015

Cloratos e Percloratos



O consumo de hortofrutícolas deve constituir a base de um padrão alimentar saudável.

A contaminação natural destes alimentos, e o facto de serem consumidos em cru, potencia a necessidade de um acompanhamento das diferentes etapas do processo.

Especial atenção deve ser dada à etapa da desinfeção, uma vez que esta éresponsável por assegurar a segurança alimentar destes alimentos.

Os cloratos são um subproduto da utilização do cloro ou do dióxido de cloro na desinfeção de água potável.

Apresentam-se sob a forma de sais de ácido clorídrico, sendo agentes fortemente oxidantes usados, por exemplo, no branqueamento de papel, nos curtumes e no tratamento de superfícies metálicas. São, também, eficazes herbicidas estando no entanto proibida a sua aplicação na União Europeia desde 2010.

Os processos de desinfeção com compostos à base de cloro são uma das fontes de potencial contaminação de hortofrutícolas, mas não o único.

Outras são:

- Água utilizada na rega;
- Aplicação direta (não autorizada) como herbicida;
- Absorção, pelas plantas, de cloratos presentes no solo.

Os percloratos são obtidos por oxidação dos cloratos. Devido ao seu elevado caráter oxidante os cloratos são substâncias instáveis e facilmente convertidos em percloratos, bastante mais estáveis.

Recorrendo a uma metodologia de Análise por HPLC com detetor de massa é possível proceder ao controlo analítico da presença de cloratos e percloratos nos produtos de produção primária.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Segurança alimentar - derrogações de análises microbiológicas


A Portaria n.º 74/2014, estabelece as condições para serem autorizadas isenções e reduções de amostragem de análises microbiológicas.

A DGAV preparou o Esclarecimento n.º10/2014 para informar os operadores sobre este assunto.

Os Regulamentos Comunitários preveem a adoção de:

· Medidas e regras nacionais que permitam que continuem a ser utilizados métodos tradicionais - Regulamento (CE) n.º 853/2004 de 29 de abril;
· Critérios para a aplicação de flexibilidade nos procedimentos de amostragem previstos -Regulamento (CE) n.º 2073/2005 de 15 de novembro.
 
A referida Portaria nacional, estabelece a possibilidade de serem concedidas derrogações às normas previstas naqueles Regulamentos, designadamente as seguintes:
 
 
Portaria n.º 74/2014
Derrogação
Produtos
Artigo 8.º

Redução do n.º de unidades da amostra
Queijo, carne e produtos cárneos em pequenos estabelecimentos
n.º 1 do artigo 9.º

Isenção da aplicação do critério contagem em placas a 30.ºC
Leite utilizado em pequenas queijarias tradicionais
n.º 2 do artigo 9.º

Contagem em placas a 30.ºC a incidir sobre a cisterna ou tanque
Leite recolhido em pequenas explorações
n.º 1 do artigo 10.º
Redução da frequência da amostragem

Carcaças, carne de aves, carne picada e preparados de carne
em pequenos estabelecimentos
n.º 2 do artigo 10.º
Isenção de amostragem microbiológica

Carcaças de leitão assadas
no estabelecimento onde os animais são abatidos
 
 
 
 Os operadores do setor alimentar que pretendem usufruir destas derrogações devem:

· Preencher requerimento dirigido ao Diretor-Geral de Alimentação e Veterinária.

· Entregar ou enviar esse requerimento para a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da região (DSAVR) onde se situam os estabelecimentos (ou no caso da derrogação prevista no n.º 2 do artigo 9.º, da região onde se localize a sede da entidade de recolha do leite).

· Entregar ou enviar juntamente com o requerimento, os documentos que comprovem a observância das condições necessárias à concessão da derrogação (nas situações aplicáveis).
 
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Dioxinas e PCB o que são e onde estão?



Dioxinas é o nome genérico dado ao conjunto de 75 dibenzo-p-dioxinas policloradas (PCDD) e 135 dibenzofuranos policlorados (PCDF), dos quais 17 apresentam toxicidade revelante. As dioxinas não são produzidas intencionalmente, ocorrem numa série de processos químicos, e formam-se em pequena quantidade em quase todos os processos de combustão.


Os policlorobifenilos (PCB) sob a forma de dioxinas foram substâncias químicas produzidas industrialmente, mas cuja produção se encontra proibida desde 1985.



Dioxinas e PCB’s são compostos estáveis, persistentes, altamente tóxicos, cancerígenos, teratogénicos, que podem aparecer em matrizes orgânicas, inorgânicas e biológicas.

A via mais relevante de exposição humana às dioxinas e PCB’s prende-se com a ingestão de alimentos, sendo a principal fonte os produtos de origem animal (carne, leite, ovos, peixe e seus derivados). Por conseguinte, é cada vez mais urgente controlar estes contaminantes não só nos géneros alimentícios mas logo no início da cadeia alimentar, ou seja, a nível das matérias-primas e dos alimentos compostos para animais.



O Laboratório de Físico-Química (LFQ), do Departamento de Riscos Alimentares e Laboratórios (DRAL) da ASAE detém o estatuto de Laboratório Nacional de Referência e está acreditado para estes ensaios. Está também integrado na rede de laboratórios Nacionais de Referência da UE para a análise de Dioxinas e PCB sob a forma de dioxina em géneros alimentícios e matérias-primas e produtos destinados à alimentação animal.



Dotado de técnicos altamente especializados neste tipo de análise, presta serviços para organismos oficiais e entidades particulares, designadamente associações de produtores e operadores económicos diversos, que necessitam controlar a qualidade quer das suas matérias primas quer dos seus produtos acabados, de modo a cumprirem com os limites legais estabelecidos nas directivas comunitárias, para as diferentes matrizes.



Nos últimos 12 meses o LFQ analisou, para ensaios, um total de 112 amostras: 90 amostras no âmbito de controlo oficial (18 do PCNA e 72 de outros organismos públicos) e 22 amostras de clientes externos. Este controlo é fundamental para a garantia da segurança alimentar sendo este o único laboratório nacional com capacidade de realização destas análises.




  


terça-feira, 8 de julho de 2014

Banco Europeu de Dados Isotópicos - BEDI



O Banco Europeu de Dados Isotópicos foi criado através do Reg CE 555/2008 (artº 87º) e é gerido pelo centro comum de investigação (CCI), actualmente sediado em Geel, na Bélgica, no Joint Research Center. Este banco de dados incorpora os dados analíticos obtidos através da análise isotópica das fracções etanol e água dos produtos vitivinícolas neste âmbito. 

Anualmente, cada estado membro, colhe uvas frescas de acordo com as instruções fornecidas, ficando registados, numa ficha sinalética, todos os dados relevantes (casta, condições edafo-climáticas, condições geográficas, práticas culturais, etc.). Produzem-se os vinhos correspondentes que posteriormente são analisados por análise físico-química incluindo a técnica de ressonância magnética nuclear (SNIF-NMR). 

Todos os dados, fichas sinaléticas e dados analíticos, são enviados pelos estados membros ao CCI, constituindo-se assim um banco de dados europeu relativo aos vinhos produzidos em todo o espaço comunitário, que potencialmente pode ser interpretado quanto a indica-ções geográficas ou de genuinidade. 

Em Portugal esta competência foi inicialmente atribuída ao Instituto da Vinha e Do Vinho tendo sido posteriormente assumida pela ASAE. Nesta conformidade, a ASAE procede á colheita das uvas frescas, obtém os vinhos, executa as análises e envia os resultados analíticos para o CCI, tendo sido enviados até esta data, os dados relativos às vindimas de 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e parte de 2012. Neste momento estão a ser completadas as análises das amostras colhidas em 2012 e aguarda-se que os vinhos da campanha de 2013 sejam dados como finalizados para serem analisados. Na vindima de 2014, o banco de dados dará mais um passo, ao englobar também amostras da região Autónoma dos Açores.

As análises das amostras colhidas em Portugal são efectuadas no LBPV- Laboratório de Bebidas e Produtos Vitivinícolas, do Departamento de Riscos Alimentares e Laboratórios-DRAL, que assegura as análises necessárias, físico-químicas, incluindo SNIF-NMR, para as quais se encontra acreditado pelo IPAC e eventualmente sensoriais.



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Determinação de vitaminas



 As vitaminas estão presentes na composição dos alimentos de forma natural ou adicionada e têm um papel fundamental na regulação do funcionamento do organismo.


As principais vitaminas são:



- Vitaminas lipossolúveis: A, E, D e K;

- Vitaminas hidrossolúveis: B1, B2, B3, B5, B6, B8, B9, B12 e C.



A funcionalidade das vitaminas depende da dosagem em que estão presentes.



Factores como a luz, a temperatura, a presença de oxigénio e o efeito da matriz podem promover a degradação e assim reduzir o seu teor. Por outro lado, a excessiva concentração de algumas vitaminas pode ter efeitos adversos e até mesmo tóxicos.



Todos estes elementos realçam a importância de manter um sistema de gestão e controlo do conteúdo de vitaminas nos alimentos, através da análise das matérias-primas, dos produtos intermédios e do produto final.



É também de extrema importância a realização de estudos de vida útil, para que seja conhecida a evolução do conteúdo de vitaminas no produto ao longo da sua vida.



É importante estar seguro de que o valor do conteúdo vitamínico, no final da sua validade, está de acordo com a declaração nutricional.



Regulamentação



Segundo o Regulamento (UE) nº 1169/2011 só é possível declarar vitaminas e minerais presentes em quantidades significativas, de acordo com o seguinte quadro:








 

Em dezembro de 2012 a Comissão Europeia publicou o guia que define as tolerâncias admitidas entre o conteúdo de vitaminas presente no produto e os valores declarados na tabela nutricional. A existência de produtos em que a diferença, entre o conteúdo declarado de qualquer uma das vitaminas e o conteúdo efectivo, exceda as tolerâncias pode ser considerado uma infração grave, sancionável.



Para evitar tal situação, é essencial realizar um controlo e validação adequados para garantir que 100% dos produtos que são colocados no mercado estão em conformidade com as tolerâncias até ao fim da sua vida comercial. 

Soluções para o controlo analítico de vitaminas

Através da utilização de diferentes técnicas de cromatografia e microbiologia é possível quantificar as vitaminas em alimentos, alimentos para bebés, alimentos para animais e matérias-primas.