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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Rumo a uma nova política europeia de promoção de produtos agrícolas e agro-alimentares



A Comissão Europeia apresentou o seu projecto de reforma da política de informação e promoção dos produtos agrícolas e alimentares europeus.

Esta nova política de promoção, que beneficiará de um orçamento reforçado e, a prazo, do apoio de uma agência executiva europeia, pretende ser um verdadeiro instrumento de conquista dos mercados. Sob o lema «Enjoy, it's from Europe», a nova política tem como objectivo ajudar os profissionais do sector a penetrarem no mercado internacional e sensibilizar os consumidores para os esforços que têm vindo a ser realizados em matéria de qualidade dos produtos, com base numa verdadeira estratégia definida a nível europeu.


Esta proposta surge na sequência de um amplo debate iniciado em 2011 e será agora transmitida ao Parlamento Europeu e ao Conselho. Os principais elementos propostos pela reforma são os seguintes:


· Aumento significativo das ajudas destinadas às medidas de informação e promoção, a fim de reforçar a competitividade da agricultura europeia. As ajudas europeias deverão passar gradualmente de 61 milhões de euros (orçamento de 2013) para 200 milhões de euros em 2020;


· Lançamento de uma estratégia europeia de promoção que permitirá direccionar melhor as medidas de promoção. Os resultados esperados são os seguintes:


         · Aumento do número dos programas destinados a países terceiros e dos programas multinacionais (programas apresentados por entidades de vários Estados-Membros), graças a uma taxa de co-financiamento mais elevada para estas duas categorias: o co-financiamento da UE passa a ser de 60 % em vez de 50 %; 


         · No mercado interno, será colmatado o défice de conhecimento dos consumidores sobre as qualidades dos produtos agrícolas europeus em geral e dos produtos reconhecidos pelos sistemas europeus de qualidade em particular;


           ·  Alargamento do âmbito de aplicação das medidas:


           ·  Possibilidade de menção da origem e das marcas dos produtos de forma enquadrada


           ·  Inclusão das organizações de produtores no grupo de beneficiários; 


       ·    Inclusão dos produtos agro-alimentares transformados elegíveis para os sistemas europeus de qualidade, como por exemplo as massas alimentícias, no grupo de produtos elegíveis;


        · Simplificação dos procedimentos administrativos através de uma selecção a efectuar em apenas uma etapa pela Comissão Europeia, em vez de duas etapas como acontece actualmente (Estado-Membro e, em seguida, Comissão Europeia);


      ·   Agilização da gestão dos programas elaborados conjuntamente por entidades de vários Estados-Membros, através de um guichet único na Comissão.



Fonte: CONFAGRI

Empresa agroalimentar cria 20 empregos em Tavira

O Parque Empresarial de Tavira foi escolhido por uma empresa internacional agroalimentar para a instalação de uma nova unidade, num investimento de "várias centenas de milhares de euros" que "criará emprego para 20 pessoas", segundo a administração do espaço.

Fernando Horta, administrador da Empresa Municipal Parques Empresariais de Tavira, mostrou-se satisfeito por "os meses de negociação com a empresa terem dado resultados" e a área com lotes para a instalação de empresas, situado em Santa Margarida, poder contar com mais "um parceiro que vai trazer valor acrescentado para o concelho".

A informação do acordo foi avançada pela empresa municipal num comunicado e refere que a empresa internacional, a Driscoll's, é "líder mundial no melhoramento, produção e distribuição de pequenos frutos vermelhos" e prevê investir 600 milhões de euros na nova unidade, que ocupará uma área de 6.000 metros quadrados e servirá de suporte aos produtores independentes que estão a surgir no sotavento algarvio, precisou.

"Após meses de negociação, os responsáveis da empresa convenceram-se da qualidade da infraestrutura, mas também pela dinâmica com que o parque está a ser gerido", sublinhou o administrador, que espera que os empregos gerados possam efetivar-se a partir de abril de 2014.

O parque empresarial tem já acordo, sublinhou Fernando Horta, com uma empresa vinícola, o que reflete também a aposta que tem sido feita a nível municipal na potenciação do setor agroalimentar no concelho.

"Temos outras três situações que, se não se concretizarem até final do ano, tenho confiança que no primeiro trimestre do próximo ano. Da nossa parte há interesse, estão a decorrer negociações, já fizemos a nossa proposta e estamos agora em contactos", disse ainda o administrador, referindo-se a empresas das áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação, Construção que podem "preencher, com elevado valor acrescentado, os lotes em venda no parque".

Estes negócios, a concretizarem-se, podem representar "um número significativo" de postos de trabalho, acrescentou, destacando ainda a proximidade de uma autoestrada (A22) e com Espanha como fatores que, aliados a incentivos fiscais do município, podem servir para atrair mais negócios para o parque, situado na zona de Santa Margarida.

"É uma porta de entrada, de saída, a localização estratégica junto à fronteira está a ser aproveitada", afirmou.

A Empresa Municipal Parques Empresariais de Tavira vai, no âmbito das relações comerciais entre Portugal e Espanha, promover na quarta-feira o II Encontro Empresarial luso-andaluz, numa unidade hoteleira da cidade, que irá "receber mais de 120 empresários, desde Braga a Vila Real de Santo António e desde Huelva até Barcelona".

O encontro vai permitir estabelecer contactos bilaterais entre empresários dos dois lados da fronteira, sendo "as quatro áreas mais participadas são as Tecnologias da Informação e Comunicação, Energia, Construção e Turismo", precisou, frisando que o Parque pode também beneficiar com a instalação de negócios que possam surgir desta cooperação transfronteiriça.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Famalicão vai ter centro tecnológico agro-alimentar

Criar um ADN empreendedor no concelho de Vila Nova de Famalicão é um dos objectivos traçados pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, no sentido de dinamizar o tecido empresarial concelhio.

O mote foi lançado, ontem, numa manhã dedicada ao empreendedorismo que começou por mostrar a capacidade empreendedora dos alunos dos cursos profissionais do concelho numa mostra do concurso ‘O Meu Projecto é Empreendedor 2013’ na Casa do Território, no Parque da Devesa.


“Hoje fala-se de investigação e desenvolvimento e isto são exemplos notáveis”, disse Paulo Cunha numa mensagem de incentivo à capacidade empreendedora dos jovens famalicenses, vincando que “é objectivo da câmara municipal que estes jovens que se formaram no concelho aqui se realizem”.


Nesse sentido a autarquia vai criar o gabinete de apoio ao empreendedor e uma incubadora concelhia com o propósito de fazer a ponte entre a formação e as necessidades da comunidade. “A sociedade que investiu tanto na formação dos nossos jovens não pode desperdiçar esse investimento, largando ao seu destino que, muitas vezes, não se cumpre no país. Como autarca de Famalicão quero que o destino dos jovens se cumpra no concelho para que haja um retorno local do investimento feito” assegurou o edil famalicense.


E numa clara e inequívoca demonstração da excelência de algumas empresas do concelho, o presidente da câmara de Famalicão visitou as instalações da fábrica de chocolate ‘Casa Grande do Chocolate’, em Ribeirão, que se dedica ao desenvolvimento de uma linha inteiramente artesanal dirigida mercado gourmet.


“O concelho de Famalicão tem muitos e bons exemplos de empresas de excelência. Há empresas notadas como a Casa Grande do Chocolate, a Vieira de Castro ou as Carnes Verdes” destacou Paulo Cunha. O autarca elogiou a ousadia de um arquitecto ligado ao têxtil que resolveu empreender na arte do chocolate. “Este é um bom exemplo de que ao longo da vida as pessoas podem escolher diferentes percursos e se numa fase da nossa vida exercemos determinada actividade nada nos impede de ao longo da vida assumirmos outras vocações e de estarmos disponíveis para desempenhar outras tarefas”.


Durante visita à fábrica, o dono da Grande Casa do Chocolate, Luciano Barroso, lançou um desafio a Paulo Cunha, no sentido de aliar símbolos concelhios ao chocolate, à semelhança de outros símbolos nacionais, como o Galo de Barcelos ou os eléctricos de Lisboa que estão a ser utilizados no papel de embrulho dos chocolates. Um desafio prontamente aceite pelo autarca, sugerindo a imagem de Camilo Castelo Branco, um dos ícones do concelho de Famalicão.


Apesar da tradicional ligação de Famalicão ao sector têxtil, o sector agro-alimentar, a par dos acessórios auto têm vindo a ganhar cada vez mais terreno. Um crescimento que justifica a criação de um centro tecnológico ligado ao agro-alimentar para dar capacidade de investigação e desenvolvimento que foi anunciado, ontem, pelo autarca que já estabeleceu contactos com Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional Norte.


“Trata-se de um sector empresarial que me parece muito importante e que está muito ligado à nossa tradição. Famalicão já é notado há muito anos por ser o principal concelho no pais onde a nível da transformação de carnes verdes, nomeadamente no sector porcino, onde somos notados pela excelência das nossas empresas” vincou o autarca famalicense ressalvando, contudo, que “a minha missão não é defender um sector é criar uma dinâmica que pretenda através dos bons exemplos criar condições para que em Famalicão a genética empreendedora se solidifique”.


Fonte: Correio do Minho

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O projecto Agro-Environmed

AGRO-ENVIRONMED é um projecto de cooperação interregional, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa MED.

O principal objectivo do projecto é promover a eco-inovação em empresas do sector agro-alimentar da região do Mediterrâneo, particularmente PME, através da criação de uma plataforma que promova a transferência de tecnologia e das melhores práticas de gestão ambiental. 

A parceria do AGRO-ENVIRONMED inclui Entidades Regionais, Centros de Tecnologia e Inovação, Instituições Públicas, Associações Empresariais e Centros de Investigação, abrangendo 11 regiões e 6 países da região do Mediterrâneo (França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Eslovénia), cuja cooperação se traduz no desenvolvimento das actividades do projecto em 5 subsectores agro-alimentares: Azeite, Vinho, Carne, Frutos e Hortícolas e Lacticínios.
 
Os cinco sub-sectores mais relevantes e significativos no âmbito das indústrias agro-alimentares, nas regiões participantes, foram seleccionados pelos parceiros durante a primeira fase do projecto. Cada sub-sector será estudado por dois parceiros, assegurando-se deste modo a efectiva comparação e troca de experiências e conhecimento entre diferentes regiões.
 
A figura seguinte mostra os sub-sectores e regiões que serão objecto de estudo.
 

 
A indústria de abate, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne é um dos maiores sectores no âmbito da indústria de alimentação e bebidas na União Europeia, com mais de 45 mil empresas, cerca de 4,6 milhões de pessoas empregadas e um volume de negócios acima de 175 mil milhões de euros (EU-27, Eurostat, “Food: from farm to fork statistics”, Edição 2008).

A figura abaixo apresenta a fileira da carne, permitindo uma visão geral das diversas actividades, desde o abate até às várias formas de processamento final, indicando também os produtos resultantes.
 
 
As actividades que integram a fileira da carne (abate e processamento subsequente) são grandes utilizadoras de água (em particular durante o processo de abate) e de energia, especialmente durante a refrigeração e operações posteriores. O processamento da carne (em particular o abate) também produz quantidades consideráveis de resíduos, com baixo ou nenhum valor económico.

Consequentemente, as actividades de abate, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne geram impactos ambientais significativos, que devem ser geridos de forma adequada, para assegurar a sustentabilidade do sector.

O projecto AGROENVIRONMED visa melhorar o desempenho ambiental das empresas da fileira da carne, em particular das PME na bacia do Mediterrâneo, com base na aplicação de tecnologias inovadoras e da transferência de boas práticas ambientais, contribuindo, assim, para reforçar a competitividade do sector, através da eco-inovação.
 
 
 
Mais informação em AGRO-ENVIRONMED