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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ASAE informa - Conservação dos Alimentos no Frio



Uma das competências da ASAE, no âmbito da definição das estratégias da Comunicação
dos Riscos Alimentares em matéria de segurança alimentar, consiste na divulgação de informação útill aos cidadãos no âmbito da segurança dos alimentos. Neste contexto, a Divisão de Riscos elaborou um conjunto de informações úteis ao consumidor que irão ser publicadas mensalmente no decorrer do ano de 2104.


Conservação dos alimentos no frio (1ª parte)


Alguns dos principais erros ou práticas diárias que podem originar crescimento bacteriano e
contaminações alimentares prendem-se com os alimentos prontos deixados muito tempo à temperatura ambiente (em cima do fogão ou dentro do forno/microondas), com a descongelação inadequada dos alimentos (alimentos deixados em cima da bancada à temperatura ambiente ou imersos em água quente) ou mesmo com a ocorrência de contaminações cruzadas, decorrentes de situações em que os alimentos crus e não higienizados contactam diretamente com os alimentos prontos para consumo e quando os mesmos utensílios são usados para preparar alimentos de natureza diferente em simultâneo, como por exemplo facas e tábuas de corte.

A temperatura exerce uma influência importante no crescimento e velocidade de multiplicação de microrganismos nos alimentos. As temperaturas inferiores a cerca de 5 graus Celsius reduzem a velocidade do crescimento da maior parte das bactérias e temperaturas acima dos 60 a 65 ºC destroem a grande maioria dos microrganismos. 

Consideram-se alimentos perecíveis, os alimentos que se estragam com maior facilidade e, portanto, devem ser armazenados no frio. 

Os alimentos frescos/refrigerados devem ser conservados, no frigorífico, a temperaturas entre os 0 a 5ºC.


Como organizar o frigorífico ….

No interior do frigorífico a temperatura não é igual em todos os compartimentos, pelo que poder-se-á tirar partido das diferentes temperaturas existentes, assegurando assim uma boa conservação dos alimentos. 

Existem alguns aspectos a ter em conta, nomeadamente quando os alimentos estão próximos do fim da validade, estes devem ser colocados sempre à frente nas prateleiras e não se deverá encher demasiado o frigorífico. O ar frio deve circular para manter todos os alimentos armazenados à temperatura adequada.

Na maioria dos frigoríficos, as prateleiras superiores são as que têm temperatura mais alta, sendo a zona com temperatura mais fria a prateleira mais baixa (cerca de 2ºC), logo acima das gavetas. Assim, será o local indicado para colocar carne e pescado frescos ou em fase de descongelação. Salienta-se no entanto, que deverá ter-se sempre em atenção as especificidades técnicas de cada frigorífico.





Atenção:

1. Os alimentos colocados no interior do frigorífico devem estar protegidos, em recipientes adequados ou cobertos com película aderente;

2. Não devem ser colocadas grandes quantidades de alimentos quentes no frigorífico, já que essa prática irá implicar um aumento da temperatura interior do equipamento. Assim, antes de refrigerar os alimentos cozinhados arrefeça-os rapidamente, por exemplo colocando os recipientes, com pouca quantidade de alimento, em água gelada ou mexendo algum tempo seguido;

3. Mantenha os alimentos no frigorífico apenas durante o tempo indicado no rótulo da embalagem;

4. Evite contaminações cruzadas e higienize o frigorífico mensalmente e/ou sempre que necessário.


Saiba que:


- A refrigeração retarda a multiplicação dos microrganismos:

- A zona de perigo situa-se entre os 5ºC e os 60ºC;

- Não se deve deixar os alimentos cozinhados mais de 2 horas à temperatura ambiente;

- Ao arrumar os alimentos no frigorífico, os produtos recém -adquiridos devem ser colocados atrás dos que já lá existiam;

- Ter um termómetro no interior do frigorífico pode ser útil para verificar se mantém a temperatura adequada (inferior a 5ºC).



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Kellogg só irá comprar a quem preservar florestas tropicais

A multinacional norte-americana Kellogg, conhecida pelos cereais para o pequeno-almoço, anunciou o compromisso de passar a comprar óleo de palma apenas a fornecedores que provem não estar a destruir florestas tropicais.

Num comunicado na sua página eletrónica, a criadora do Corn Flakes e Rice Krispies anunciou que está a "colaborar com os fornecedores para assegurar que o óleo de palma" utilizado pela Kellogg "não está associado ao desflorestamento, mudança climática ou violação dos direitos humanos", refere Diane Holdorf, diretora da sustentabilidade do grupo.

"Para atingir estes objetivos, a Kellogg passará a exigir a todos os fornecedores globais que façam o rastreamento do óleo de palma até às plantações, o qual deve ser verificado de forma independente e de forma legal", adiantou a mesma responsável.

"Os fornecedores devem preencher a estes requisitos até 31 de dezembro de 2015 ou estar a trabalhar para preencher lacunas identificadas no plano de ação", disse.

O óleo de palma é um dos óleos vegetais mais consumidos a nível mundial e é utilizado na indústria, quer nos chocolates, massas, margarinas, biscoitos, gelados, cosméticos e até detergentes e sabonetes.

A grande procura deste óleo vegetal tem vindo a provocar a destruição de florestas tropicais e, consequemente, a afetar a biodiversidade das mesmas.

A aposta na exportação de óleo de palma e o seu cultivo intensivo está a levar que alguns países, como a Indonésia ou Malásia, possam deixar de ter terras cultiváveis nas próximas décadas.