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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Produtos de Trás-os-Montes entram em força em Angola e Brasil



No mercado angolano, a aposta é uma rede de supermercados, o primeiro dos quais vai abrir em breve em Luanda; no Brasil são 250 padarias portuguesas.

Vinhos, azeites, enchidos, queijos – os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro preparam-se para entrar em força nos mercados de Angola e do Brasil, num projecto de internacionalização impulsionado pela Rota do Azeite. O primeiro passo será a abertura, prevista para Agosto, de um supermercado com a marca PITER (produtos de identidade territorial) em Luanda.

O espaço, explicou ao PÚBLICO Jorge Morais, presidente executivo da Rota do Azeite, incluirá, para além do supermercado onde 90% dos produtos são da região, uma cafetaria, uma agência de viagens e um centro empresarial com gabinete de consultoria nas áreas de contabilidade e serviços jurídicos, que apoiará os empresários que queiram investir em Angola. Tudo possível graças à parceria com um sócio angolano, ligado ao sector do turismo e à área alimentar, que arcou com todo o investimento – 2,5 milhões de euros nesta fase inicial.

A ideia é que a partir daqui surja uma rede destes supermercados em todas as províncias de Angola, e que depois esta se alargue a outros países de África Austral, sempre com o mesmo sócio, com o qual existe um contrato de exclusividade para este alargamento.

Mas se o projecto angolano é o que está mais avançado, muito em breve também o estado 
de São Paulo, no Brasil, receberá os produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro. No caso brasileiro a abordagem foi diferente, afirma Jorge Morais. “O Brasil era para ser o projecto-piloto da nossa estratégia de internacionalização. Mas fomos confrontados com a burocracia brasileira a nível do licenciamento de alguns dos produtos”.

Se o vinho ou o azeite não representam problema, o mesmo não acontece com produtos como os queijos ou os enchidos – e é preciso não esquecer que um dos grandes trunfos da região é, precisamente, a alheira de Mirandela e todos os produtos de fumeiro. Para além do custo de licenciamento de cada rótulo, incomportável para produtores de menor dimensão, há ainda o problema dos prazos longuíssimos necessários para obter esses licenciamentos.

Apesar disso, através de parcerias com empresas importadoras já estabelecidas no Brasil, o projecto vai avançar, e prevê a colocação dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro em 250 lojas da região de São Paulo. A grande aposta do PITER é a diáspora, e sobretudo a diáspora transmontana. Acontece que o presidente da Associação de Padarias do Estado de São Paulo é um transmontano. “Foi esse o canal que nos permitiu chegar às padarias portuguesas, que são 24 mil. Vamos agora abrir um concurso para, entre estas, escolher 250 que possam funcionar como postos de venda e showrooms”, explica o responsável da Rota do Azeite, sublinhando que existe também uma parceria com um banco português que financiará as padarias interessadas.

O grande objectivo é a promoção dos produtos de Trás-os-Montes e Alto Douro não só nestes dois países, mas noutros que estão a ser estudados. Mas “à boleia” dos produtos transmontanos poderão ir outros, de diferentes regiões. Segundo Jorge Morais, existe já uma parceria com A Poveira, empresa de conservas da Póvoa do Varzim, sendo que a única condição para que as conservas possam fazer parte deste pacote é utilizarem azeite transmontano.

O mesmo acontece com a parceria estabelecida com os fabricantes de chocolate da Casa Grande, que estão neste momento a desenvolver um bombom com o azeite de Trás-os-Montes. Outro produto em estudo é um chocolate com mel do Moxico, Angola, cuja cooperativa é presidida pelo sócio angolano da Rota do Azeite.

Para além dos produtos de maior visibilidade, a Rota do Azeite – que une 15 concelhos da região e integra as Rotas do Douro, juntamente com a do Vinho do Porto e das Vinhas de Cister – vai ainda comercializar em Angola, Brasil e outros futuros mercados, azeitonas, amêndoa e outros frutos secos, cogumelos e ervas aromáticas. Parceira fundamental de todo este processo é a Confraria de Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro, entidade que certifica a qualidade dos produtos, através da atribuição de um selo da Confraria, depois de uma avaliação feita por prova cega.

Para além dos projectos em curso, a PITER está já a preparar a presença em feiras internacionais em 2015, apostando em quatro ou cinco países europeus, e tem entre os seus planos a organização de um festival anual da Alheira de Mirandela em Luanda.

Retalho português em Angola

Há muito que Portugal marca presença no mercado de retalho angolano. O Grupo Teixeira Duarte está no negócio da distribuição alimentar naquele país desde 1996, aproveitando a liberalização do comércio, antes controlado e detido pelo Governo. Através da sua empresa, a CND, detém a grossista Maxi e as lojas Bom Preço.


Fonte: Publico

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Nordeste transmontano investe 33 milhões de euros na amêndoa

Agricultores transmontanos estão apostar na produção de amêndoa com investimentos de 33 milhões de euros na expansão de amendoal na região maior produtora nacional deste fruto seco, divulgou a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.

Segundo dados avançados à Lusa pelo director regional, Manuel Cardoso, depois de até 2009 se ter registado um decréscimo do número de hectares de amendoal na região, regista-se agora um aumento traduzido no número de pedidos de apoio financeiro ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

Mostrar que a produção de amêndoa no Nordeste Transmontano tem potencial para crescer e que pode ser lucrativa para os agricultores é o propósito das jornadas técnicas que vão juntar especialistas e produtores, na sexta-feira, em Alfândega da Fé.

No Nordeste Transmontano, sobretudo nas zonas da Terra Quente e do Douro Superior, mais para o sul do Distrito de Bragança, concentra-se a maior parte do amendoal português, 16 mil dos cerca de 24 mil hectares, e daqui sai 67 por cento da produção nacional de amêndoa.

O volume de negócios gerado por este fruto seco em Trás-os-Montes ronda os oito mil euros por ano resultado de uma produção de cerca de duas mil toneladas, enquanto a vizinha Espanha, líder europeia na produção, colhe cerca de 220 mil toneladas por ano.

As estatísticas oficiais revelem que o interesse por esta cultura está a aumentar com a direcção regional de agricultura a contabilizar «714 pedidos» de financiamento ao PRODER.

O director Manuel Cardoso adiantou que estão aprovados subsídios no valor de 17 milhões de euros para um investimento global de 33 milhões na expansão do amendoal em três mil hectares.

Manuel Cardoso destacou que acrescem ainda 12 milhões atribuídos pelo PRODER a alguns destes projectos como prémio à primeira instalação, ou seja iniciativa de jovens agricultores.

Dinamizar a fileira da amêndoa é o propósito dos promotores das jornadas programadas para Alfândega da Fé, no âmbito de um projecto que envolve a Direcção Regional de Agricultura, o Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e do Centro de Investigação da Montanha do Instituto Politécnico de Bragança.

A iniciativa vai juntar empresários, produtores, técnicos e investigadores num debate sobre novas formas de produzir e escoar a amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro, através da aposta em variedades locais, com mais sabor e aroma, na conservação de variedades em extinção e no desenvolvimento de novos produtos ou até novas formas de utilização, como por exemplo, na cosmética, como explicou Ana Paula Silva, do CITAB.

«Temos condições naturais muito favoráveis ao cultivo, que é feito, praticamente, em modo de produção biológica. É também uma cultura económica e ambientalmente sustentável, com um enquadramento perfeito com a vinha e o olival», sustentou.

Além disso, a amêndoa adapta-se «a uma região desertificada e envelhecida como Trás-os-Montes pois os custos de produção são relativamente reduzidos e exige pouca mão-de-obra quando comparada com outras culturas, nomeadamente a vinha», esclareceu.


Fonte: AGROTEC

sábado, 16 de novembro de 2013

Fábrica de produtos alimentares Sweet Mountain vai instalar-se no Parque Empresarial de Boticas


Sweet Mountain, empresa alemã de produção na área alimentar, vai instalar-se no Parque Empresarial de Boticas.

Esta empresa tem como proprietário José Aguiar, emigrante na Alemanha mas com “raízes” na aldeia de Torneiros, do concelho de Boticas, sendo o seu filho, Sérgio Aguiar, que tem mais de 9 anos de experiência Profissional no Comércio Alimentar, mais especificamente na área da Confeitaria, quem estará responsável pela gestão.

Segundo informa Sérgio Aguiar, a Sweet Mountain “é uma empresa que se dedica à confeitaria e embalagens de confeitaria”, tendo como principais clientes as “cadeias grossitas alemãs” e que disponibiliza uma gama de produtos que inclui “gomas, pastilhas elásticas, marshmallows e outros tipos de guloseimas.”

Esta aposta da Sweet Mountain no concelho de Boticas é justificada, pela voz do seu gerente, ao afirmar o desejo de “regresso às origens”, conciliando com as condições proporcionadas ao nível de mão-de-obra e infraestruturas locais, que “evoluíram bastante nos últimos anos, como é exemplo desta zona industrial”. A atividade por parte desta empresa, em Boticas, está prevista iniciar-se “com 5 a 6 trabalhadores”, mas tem como objetivo ultrapassar, já no próximo ano, os “20 trabalhadores, aproveitando a mão-de-obra da região”, definindo Sérgio Aguiar, perspetivas de futuro “bastante positivas” para este investimento.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cooperativa de Sendim lança vinho biológico

É o primeiro néctar desta categoria a ser lançado na Região Vinícola de Trás-os-Montes.

A Cooperativa Agrícola Ribadouro (CAR) em Sendim lançou na semana passada o seu primeiro vinho biológico produzido na Região Vinícola de Trás-os-Montes.

A produção de um vinho biológico só foi possível porque um associado da Cooperativa converteu o método de produção das suas vinhas, e após, um período mínimo de 3 anos no cumprimento das regras exigidas para a agricultura biológica, foi a vez, da enóloga da cooperativa (Ana Martins) conceber um vinho de acordo com normativo exigido para os vinhos biológicos. O resultado foi um vinho aromático, macio, de cor violeta intensa, com notas de fruta vermelha bem madura, que combina o melhor de 3 castas (Touriga nacional, Touriga franca e Aragonez).

A certificação do produto, desde a transformação até ao engarrafamento, ficou a cargo da entidade certificadora (CERTIS), que periodicamente foi realizando auditorias e recolha de amostras para analise.
 
Cumpridas as exigências legais, obtidas as certificações necessárias, também da Comissão Vitivinícola de Trás os Montes, vai finalmente ser colocado a venda, o vinho tinto Ribeira do Corso DOC Biológico da colheita de 2012. No total são 12.200 garrafas de 750 ml e 315 de 1.500 ml que vão estar a venda, a partir do dia 15 de Setembro nos principais restaurantes da região, tendo já, a CAR encomendas para Estados Unidos, França e até para o Nepal.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Agroaguiar exporta 75% da produção

A Agroaguiar, empresa com sede em Vila Pouca de Aguiar, dedicada à produção, comercialização, transformação e distribuição de frutos secos, frutos vermelhos, produtos transformados e produtos gourmet, obteve a certificação de qualidade segundo a norma ISO 22000, atribuída pela Certif-Associação Para a Certificação.

A
Agroaguiar resultou de um investimento realizado numa das mais completas e funcionais infraestruturas do sector agroindustrial, tendo como objeto o comércio por grosso de produtos agrícolas transformados. Em 2012 registou um volume de negócios de 3.800 milde euros, 75% dos quais relativos a exportação. Os principais destinos dos produtos desta empresa são Itália, Brasil, França, Suíça, Canadá, Alemanha, Holanda, Luxemburgo, Bélgica, Espanha, Angola, EUA, Áustria, Cabo Verde e outros de menor expressão.

Em Portugal, os principais clientes da empresa  são as grandes superfícies, designadamente Pingo Doce, Jumbo, DIA, Sonae, E.Leclerc e Lidl e ainda as agroindústrias ligadas ao  sector dos laticínios, sumos e conserva de frutas, entre outras.

Recentemente, a
Agroaguiar viu renovado pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) o seu estatuto de PME Líder, que reconhece a performance económica e financeira, bem como a sustentabilidade da estratégia de crescimento da empresa.

A
Agroaguiar investe aproximadamente 25% do seu resultado em atualização de tecnologia e aumento da capacidade instalada. Em 2013 a empresa está a investir numa nova unidade de conservação de produto congelado, bem como na criação de duas novas linhas de produção de derivados do produto core, que é a castanha. Na globalidade, os dois projetos representam um investimento de 1,5 milhões de euros e vão permitir consolidar a posição da empresa no mercado externo como referência do sector agroindustrial português no produto castanha.

Os produtos produzidos, transformados e comercializados pela
Agroaguiar vão desde os frutos secos (castanha, noz, amêndoa, figo) e frutos vermelhos (cereja, morango, framboesa, amora e mirtilo), a produtos transformados (castanha pelada ultra-congelada, castanha assada ultra-congelada, morango ultra-congelado, framboesa ultra-congelada, amora ultra-congelada, mirtilo ultra-congelado , marron glacé, castanha em calda e compota de castanha). 


Fonte: Revista Grande Consumo