quinta-feira, 8 de agosto de 2013

McDonald's perde a batalha com o chefe Jamie Oliver

O famoso chefe britânico Jamie Oliver ganhou uma batalha contra a cadeia alimentar McDonald`s.

Jamie Oliver acusou a cadeia de fast food McDonald's de misturar a carne com hidróxido de amónio. Há cerca de um ano, o chefe britânico mostrou num dos seus programas o processo utilizado pela empresa McDonald’s para  fazer os seus hambúrgueres. Segundo este, usar-se-iam as partes da carne de bovino com menos qualidade e algumas em condições “verdadeiramente inaceitáveis”, que seriam centrifugadas e lavadas com amoníaco para tornar a carne mais gorda.

Agora, a marca diz que vai mudar a sua receita de hambúrgueres, mas nega que esta decisão tenha relação com a denúncia de Jamie Oliver (quem o afirmou foi Todd Bacon, o responsável pela qualidade da McDonald's, ao jornal Mail Online).

Na batalha contra a fast food, Jamie Oliver também mostrou às crianças que os nuggetts eram feitos com as partes menos nobres dos frangos, pele, gordura e órgãos internos.
Apesar de não ser considerado cancerígeno pela Agência Europeia para a Segurança na Saúde no Trabalho, o hidróxido de amónio é nocivo para as mucosas, sistema respiratório, olhos e pele.
Vídeo em: Activa - Vida

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Grupo Bimbo pela sustentabilidade

O Grupo Bimbo vai investir cerca de 1.5 milhões de dólares num novo e moderno centro de distribuição amigo do ambiente na Cidade do México como parte da sua estratégia de criação de uma cadeia de fornecimento totalmente sustentável.

O novo centro terá todo um conjunto de equipamentos e processos ecológicos desde painéis solares a viaturas movidas a energia eléctrica produzida pelo vento passando por sistemas de reciclagem de água para lavagem de viaturas.

Este investimento surge depois de em Outubro do ano passado o grupo ter inaugurado um parque eólico no estado de Oaxaca destinado a fornecer energia para 45 instalações do grupo pela região.

Como se cria carne artificial?

Vídeo explicativo em Jornal Público

Sentido Umami: o que é isso?

Como explicar o que não podemos tocar, ver e só alguns conseguem perceber? O sentido Umami, ou o Quinto Sabor, é isso. Chamado também de realçador de alimentos, o Umami apareceu pela primeira vez em 1908, quando o pesquisador japonês Kikunae Ikeda percebeu esse sabor acentuado enquanto preparava um caldo de algas, que em japonês é chamado de kombu dashi, informa Eugênio Miguel Santomauro Vaz, professor de gastronomia molecular e análise sensorial da FMU e do Senac. "Ele percebeu que havia receptores na membrana da língua que reconheciam esse sabor de ácido glutâmico, que depois de sintetizado se transformou em um sal, o glutamato monossódico", diz.


Esse quinto sabor veio se juntar ao que já era conhecido do paladar humano, salgado, doce, amargo e azedo. "O sabor doce é o que dá energia, o salgado dá o equilíbrio eletrolítico, o azedo e o amargo são mais de proteção para se evitar alimentos tóxicos ou que ainda não estejam no ponto certo de ingerir, já o Umami realça os sabores dos alimentos", afirma o professor Santomauro Vaz.


Sabendo ser muito difícil de explicar o que vem a ser esse realçador de alimentos, o antropólogo Koichi Mori, professor da Universidade de São Paulo e pesquisador do Ministério da Educação e Ciência do Japão, o define como "um sabor bem japonês". Segundo ele, é um sabor suave, um pouco doce, mas não só doce. "É essencial para a cozinha japonesa, pois é a sua base. Não encontramos Umami na comida ocidental ou em qualquer outra, nem na chinesa", afirma o professor Mori. "A descoberta do sabor Umami pelos ocidentais é uma das causas da popularização da comida japonesa pelo mundo", completa.


Essa definição é endossada pelo crítico gastronômico e editor da Veja São Paulo, Arnaldo Lorençato, que afirma ter sentido pela primeira vez o Umami em um caldo feito com uma frutinha chamada Yuzo (híbrido de laranja e limão) e ostras, em um restaurante de Kyoto, no Japão. "O caldo era perfeito, de uma delicadeza inigualável, onde as ostras, apesar de estarem quentes, pareciam ter acabado de sair do mar, pareciam frescas", afirma Lorençato. Segundo o crítico, é preciso entender a cultura japonesa para perceber o Umami. "Tudo conta: o ambiente, a luz do lugar, quem serve, a elegância. É o equilíbrio notável", diz.


Mas para Santomauro Vaz, professor da FMU e Senac, o Umami, apesar de ser percebido na forma natural apenas na culinária oriental, artificialmente, como glutamato monossódico, pode ser aplicado em qualquer tipo de preparo de alimentos. "Em doces, sucos...Ele realça o sabor,mas tem que ser na dosagem certa, sem deixar aparecer o sabor do glutamato", afirma Santomauro Vaz. Ele conta, ainda, que na forma natural, outros elementos foram identificados como Umami como, por exemplo, o guanilato dissódico, encontrado no cogumelo e o inosinato dissódico, que existe na banana.


China aplica multas pesadas a seis fabricantes de laticínios

 
As autoridades chinesas aplicaram multas no valor de 670 milhões de yuan (82 milhões de euros) a seis empresas do setor de laticínios pela prática ilícita de concertação de preços, noticiou hoje a agência Xinhua. 

As americanas Mead Johnson e Abbott, a chinesa Biostime, o gigante neozelandês Fonterra, o holandês Friesland, e a Dumex, subsidária da francesa Danone, estão sujeitas a multas, numa indústria que na China é frequentemente agitada por escândalos.

A imprensa chinesa tinha dado conta, no início de julho, de um inquérito da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a mais alta entidade chinesa de supervisão económica, visando os fabricantes estrangeiros de leite em pó para bebés, suspeitos de terem acordado os seus preços de venda. 





Fonte: Jornal de Notícias

ASAE faz 809 fiscalizações na área do turismo em dois meses


A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) fiscalizou 809 equipamentos ligados a actividades turísticas em Junho e Julho, tendo detido duas pessoas e multado 243, indicou hoje o organismo.

Numa nota da ASAE a dar conta da fiscalização em actividades turísticas, nomeadamente alojamento, restauração e lazer, este órgão de polícia criminal sublinha que suspendeu a actividade a 18 vendedores, instaurou seis infracções de natureza criminal e apreendeu mercadoria no valor superior a 36 mil euros.

Os alvos fiscalizados pela ASAE nos meses de Junho e Julho na área do turismo foram campos de férias, marinas e portos de recreio, parques de campismo, termas, vendas junto a zonas balneares, apoios de praia e festivais de verão.

Segundo este organismo, 76 alvos em campos de férias foram fiscalizados, tendo resultado no levantamento de 10 contra-ordenações e na suspensão de duas actividades.

As marinas e portos de recreio foram alvo de 118 fiscalizações em dois meses, tendo a ASAE multado 50 entidades comerciais, suspendido a actividade a quatro e aprendida mercadoria no valor de 15.296 euros.

A ASAE fiscalizou também 106 parques de campismo, onde registou 66 contra-ordenações, suspendeu três actividades neste local e apreendeu mercadoria de 1.288 euros.

Este órgão de polícia criminal fiscalizou igualmente 64 termas, onde deteve uma pessoa e multou 22, além de ter apreendido 150 euros em mercadoria.

A ASAE deteve também uma pessoa em locais de apoio às praias, onde fiscalizou 189 operadores, levantou 59 contra-ordenações e apreendeu 2.774 euros em mercadoria.

Nos locais de venda junto a zonas balneares, a ASAE fiscalizou 65 vendedores, multou 21 e apreendeu mercadoria no valor de 1.652 euros.

Na nota, a ASAE refere também que merecem "especial atenção" os festivais de verão devido à grande concentração de pessoas.

Nesse sentido, em dois meses fiscalizou 191 vendedores nestes festivais, multou 15 vendedores e suspendeu a actividade de dois.




Fonte: Sol

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Crédito y Caución - Alimentação é único sector com perspectiva positiva em Portugal

O setor da alimentação é o único em Portugal que evidencia uma perspetiva positiva nos últimos três meses, enquanto o da construção segue no extremo oposto, segundo um estudo da seguradora Crédito y Caución hoje divulgado.

Nas previsões que constam do ‘Quadro 500 das previsões’ da seguradora Crédito y Caución sobre o comportamento de 14 setores em 43 países, em Portugal, a alimentação é o único setor que apresenta um bom desempenho nos últimos três meses, ao contrário da construção, aço e têxtil em que mostraram um desempenho “mau” neste período.

Em Portugal, as previsões do comportamento dos setores mantiveram-se estáveis e só o setor da alimentação atinge o nível “bom” nas previsões de comportamento, seguidos dos setores da agricultura, químico/farmacêutico, consumo sustentado, engenharia e serviços, com previsões de comportamento “favoráveis”.
Os setores automóvel, tecnológico, serviços financeiros, metalúrgico e do papel têm previsões de comportamento “desfavoráveis”.

As previsões apresentadas foram realizadas por analistas de risco que avaliam diretamente o risco associado às empresas em cada mercado.

A Crédito y Caución é um dos operadores líderes em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal, com uma quota de mercado de 28% e desde 2008 é o operador global de seguros de crédito do Grupo Atradius em Espanha, Portugal e Brasil.

Considerando setores desde a agricultura, automóvel/transportes, construção, serviços financeiros, papel até aos têxteis, a multinacional refere ainda que as previsões para os 14 setores em Portugal se mantiveram estáveis.

Também avança que a estabilidade das previsões a nível mundial "encontra-se no máximo (o nível excelente)", com ligeiras alterações na Tailândia e nos Emirados Árabes Unidos.
A nível mundial, os diferentes setores apresentam comportamentos “muito díspares”, o que tem a ver com "os efeitos da crise económica”.

O setor têxtil denota as piores previsões, sendo aquele em que a globalização se tem registado com maior intensidade.

As previsões demonstram uma grande interligação, mas a queda na procura em algumas zonas, como na Europa, tem-se sentido nos mercados asiáticos, como a China e a Índia.


Ponto da situação - Interdição da apanha e captura de bivalves em Portugal devido à presença de toxinas (actualizado a 01 de Agosto)




Campeão britânico de cocktails vai levar mel alentejano à final mundial

Após sagrar-se vencedor da principal competição entre empregados de bar britânicos, o português Pedro Paulo prometeu levar à final mundial, no próximo ano na África do Sul, mel da Serra de Portel.

O profissional, de 27 anos, natural de Olhão, encontrou assim uma forma de "dar visibilidade a Portugal", apesar de ir representar o Reino Unido à competição, que reunirá "barmen" de todo o mundo.

O produto, de região demarcada, e usado em doces tradicionais da região, será fornecido por uma empresa familiar. 

É um dos ingredientes do cocktail One D.O.M, que criou para o "National Cocktail Challenge 2013", organizado pela Associação de Empregados de Bar do Reino Unido e cuja final se realizou a 10 de Julho e incluiu outro português, Tiago Mira.

A base é a bebida alcoólica Benedictine, mas também inclui vodka, sumo de lima, folhas de lima kaffir e clara de ovo, e foi o fruto de muitos meses de investigação.

O cocktail foi o resultado de meses de investigação, após uma primeira participação desanimadora, que atribuiu a falta de preparação.

Para chegar à receita, explicou à Lusa, precisou de estudar as propriedades do produto base, nomeadamente o método de produção, e "construir o ADN da bebida", para encontrar as melhores combinações.

Pedro Paulo, supervisor do bar do hotel britânico One Aldwich, considera-se um "mixologista" porque se dedica mais a "estudar ingredientes e a criar menus", enquanto o empregado de bar (barman) tem por missão executar a bebida e interagir com os clientes.

Menos de três anos passados desde que chegou a Londres, este algarvio estima ter chegado ao ponto mais alto da carreira de 11 anos, ao ter conquistado o respeito da indústria, acrescentando: "Falta ser campeão mundial!".

Sente também que este poderá ser um ponto de viragem na vida, que começou aos 12 anos por ajudar no restaurante do pai para ganhar uma bicicleta e continuou todos os verões em diferentes bares do Algarve até concluir o curso de gestão hoteleira.

"Gostava de abrir um bar em Londres. Em Portugal é complicado, não só devido à situação económica do país, mas também por causa da burocracia. Aqui é exigente mas rápido", justificou.

O regresso a Portugal será, por enquanto, para ver família e amigos e também para presidir ao júri da primeira edição do Concurso de Barman do Ano, em 2014.


in  Notícias ao Minuto

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PM neozelandês condena atrasos no alerta sobre produtos lácteos contaminados

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Jey, acusou hoje o maior exportador mundial de produtos lácteos, Fonterra, de ter demorado a soar o alarme sobre os produtos contaminados com um vírus potencialmente fatal.

A Fonterra revelou no sábado que um produto de soro de leite usado para o fabrico de leite de bebé e bebidas desportivas tinha sido contaminado com uma bactéria que pode causar botulismo -- forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal --, o que gerou reações imediatas da China, um dos maiores mercados de importação dos produtos lácteos da Nova Zelândia. 

John Key disse que estava preocupado com o impacto da reputação da Nova Zelândia como fornecedor de produtos lácteos seguros, particularmente na Ásia, onde o seu leite para bebés tinha atingido o 'padrão de ouro' em termos de qualidade.

Fabricante de laticínios pede desculpa por produtos contaminados

O fabricante de laticínios neozelandês Fonterra pediu esta segunda-feira desculpa às pessoas afetadas por ter vendido produtos contaminados com uma bactéria tóxica e potencialmente fatal, mas negou qualquer tentativa de dissimulação do caso. 

O gigante agroalimentar revelou no sábado que um produto de soro de leite usado para o fabrico de leite de bebé e bebidas desportivas tinha sido contaminado com uma bactéria que pode causar botulismo - forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal -, o que gerou reações imediatas da China, um dos maiores mercados de importação dos produtos lácteos da Nova Zelândia. 

"Apresentamos as nossas mais profundas desculpas às pessoas que foram afetadas", afirmou o presidente do grupo, Theo Spierings, numa conferência de imprensa em Pequim.

Segundo Theo Spierings, a Fonterra informou os seus clientes e as autoridades no prazo de 24 horas após a confirmação do problema de contaminação. 

As afirmações de Theo Spierings contrariam as do primeiro-ministro neozelandês, John Key, que, em declarações à TVNZ, criticou o atraso da Fonterra na divulgação de informações sobre o caso de contaminação. 

O primeiro-ministro disse que estava preocupado com o impacto da reputação da Nova Zelândia como fornecedor de produtos lácteos seguros, particularmente na Ásia.

"Uma empresa que é a nossa maior marca, o principal exportador, uma bandeira da Nova Zelândia, cujo negócio se baseia na segurança e qualidade alimentar, pensamos que deveriam ter tomado todas as precauções", afirmou.

Os produtos em que foram encontrados vestígios da bactéria foram exportados para a Austrália, China, Malásia, Arábia Saudita, Tailândia e Vietname. De acordo com a agência chinesa Xinhua, a Fonterra está a pedir a devolução de 1.000 toneladas dos seus produtos. 

O grupo Fonterra é o maior exportador mundial de produtos lácteos.

Este é o segundo caso de contaminação alimentar da Fonterra este ano, depois de, em janeiro, terem sido encontrados em alguns dos seus produtos resíduos de dicianodiamida (DCD), uma substância química utilizada nas pastagens com o objetivo de reduzir os gases de efeito estufa.

A Fonterra já foi um dos acionistas da marca chinesa Sanlu, que esteve no centro do escândalo do leite em pó contaminado com melamina, o qual resultou na morte de pelo menos seis bebés e afetou mais de 300 mil.


Governo não quer nenhum dos nomes indicados para a ASAE

Nenhum dos três candidatos a inspector-geral da ASAE (Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica) "parece reunir todas as condições e requisitos que o Governo tinha em mente para tornar a entidade mais preventiva do que repressiva".

É, pelo menos, esta a explicação que fonte governamental dá ao Diário Económico para justificar o facto de o Executivo não ter ainda decidido, ao fim de dois meses, entre Jorge Bacelar Gouveia, ex-deputado do PSD e constitucionalista, Joaquim Carlos Pinto Rodrigues, antigo inspector-geral das Autarquias, e Pedro Portugal Gaspar, antigo inspector-geral do Ministério da Agricultura. 

Estes três nomes constituem a ‘short-list' que a CRESAP (Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública) enviou para o Ministério da Economia, a 25 de Maio, para substituir António Nunes, que se reformou em Fevereiro, e qualquer um dos candidatos foi já entrevistado pelo secretário-de-Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, na tutela de quem está esta polícia.

O estalar da crise política a meio do processo é outro dos motivos na origem do atraso, com o anterior ministro da Economia Álvaro Santos Pereira a preferir não tomar nenhuma decisão para o futuro num momento em que estava de saída do Governo. Caberá agora a António Pires de Lima essa escolha, mas a resistência em aceitar qualquer um dos nomes mantém-se.

No Executivo não se sabe muito bem como dar a volta à situação, uma vez que a ‘short-list' da CRESAP é vinculativa e o Governo tem mesmo que optar por um dos nomes que a entidade liderada por João Bilhim escolheu entre os 33 candidatos que se propuseram para assumir os destinos da ASAE. O concurso só poderia ser anulado se os lugares fossem extintos ou não tivesse havido qualquer candidato.

A CRESAP enviou ainda as suas escolhas para subinspector para a área técnica, onde se inclui Jorge Proença Reis, que actualmente desempenha essas funções. Os outros candidatos são Maria Dias Madeira, jurista e administradora hospitalar, e Jorge Seguro Sanches, antigo inspector-geral das Obras Públicas e membro do Secretariado Nacional do PS.

Para subinspector para a área de gestão houve 17 candidatos e foram seleccionados Rute Serra, inspectora da ASAE no Porto, Fernando Santos Pereira, antigo deputado do PSD e Hélder Barreto, assessor na Assembleia da República.


Primeiro hamburguer in vitro é servido hoje em Londres

Um pouco da história será servido hoje quando o primeiro hambúrguer in vitro do mundo, feito de carne cultivada em laboratório, for cozinhado e servido em Londres pelo seu produtor a dois voluntários.

O hambúrguer, denominado de "Schmeat", tem 142gramas e a sua produção teve um custo aproximado de 250.000 para produzir.

O cientista que virou chefe, Professor Mark Post da
Maastricht University, produziu o hambúrguer de 20 mil pequenas tiras de carne cultivadas a partir de células estaminais de vaca.

O professor acredita que poderá anunciar uma revolução dos alimentos, com produtos de carne artificial que chegarão nos supermercados em menos de 10 anos e que poderá ser a chave para alguns dos problemas que o Mundo enfrenta no que diz respeito à alimentação.

A equipe do Professor na Universidade de Maastricht (Holanda) iniciou as suas pesquisas e experiências a partir de carne de porco e rato até chegar à carne de vaca.

Segundo o professor o seu "hambúrguer é feito a partir de células musculares retiradas de uma vaca. Nós não as modificamos de forma alguma já que para ter sucesso o produto tem que parecer, sentir e saber exactamente como o original."

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

A importância de uma higienização adequada nos "tupperwares"

Nos dias que correm é bastante frequente o reaproveitar de sobras do jantar para o almoço do dia seguinte seja na praia ou no trabalho.

O acondicionamento no frio até ao consumo assim como transporte são feitos na enorme variedade de caixas de plástico, vulgarmente denominados como "tupperwares" numa alusão à conhecida marca que os tornou conhecidos.

Sobre a importância da garantia da conformidade alimentar das embalagens e materiais em contacto com os géneros alimentícios já falei aqui e aqui.

A utilização adequada dos recipientes de plástico, especialmente a nível da higiene, influencia directamente a conservação e transporte de alimentos mais seguros  assim como as características organolépticas (relacionadas com os órgãos dos sentidos e o modo como adquirem sensações) dos alimentos.

Em primeiro lugar convém entender a diferença entre limpeza e desinfecção.
Apesar de serem conceitos e operações diferentes, estão intimamente relacionadas.
Por limpeza entendemos a operação de remoção da sujidade, restos e detritos sólidos ou líquidos de uma superfície, utensílio ou louça.
A desinfecção é um método de eliminação dos microrganismos, principalmente os patogénicos, que se podem encontrar e contaminar uma uma superfície, utensílio ou louça. Requer um determinado tempo de actuação.

A grande maioria, para não dizer a totalidade, dos detergentes de lavagem de louça não apresentam propriedades desinfectantes. No entanto, considera-se que  uma boa lavagem, até pela acção mecânica de esfregar, é capaz de remover grande parte das bactérias que se encontram numa superfície. 

Assim, o processo mais aconselhado de higienização é a utilização da máquina de lavar já que permite elevadas temperaturas da água. Na verdade, a água a temperaturas superiores a 80ºC é considerada desinfectante pelo que processos de lavagem na máquina que normalmente são demorados permitem o tempo de contacto suficiente da água quente, do detergente e da superfície hipoteticamente contaminada.

Água, alimento (nutrientes), temperatura e a ar (oxigénio) são 4 dos principais factores de crescimento de microrganismos pelo que tão importante quanto uma boa lavagem é uma boa secagem dos recipientes já que se a higienização não tiver sido bem feita e algum resto de comida ficar na caixa de plástico a exposição ao ar e ao calor (ambiente ou de lavagem) pode potenciar o desenvolvimento microbiano.
Aquando da preparação dos alimentos a consumir de imediato ou a conservar e transportar é também importante respeitar os 4C's:

- Cleaning (higienização): assegurar a higiene de espaços, materiais e utensílios

 - Cooking (confecção): cozinhar bem os alimentos a temperaturas elevadas para garantir a eliminação das bactérias (acima dos 65ºC)

- Cross-Contamination (contaminação cruzada): evitar o contacto entre materiais, utensílios e alimentos limpos e sujos ou crus e cozinhados
 
- Chilling (arrefecimento): arrefecer rapidamente os alimentos confeccionados antes de os guardar no frio evitando a sua exposição a temperaturas de risco.


Agora é só cumprir com estas boas práticas, comer bem e seguro!

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Saladas: Eliminar os perigos

Chegado o tempo mais quente, o consumo de saladas frias aumenta.

Os vegetais são ingredientes com uma forte carga microbiana porque são, na sua maioria, cultivados na terra, transportados e acondicionados em contacto com o ambiente e conservados para distribuição em locais nem sempre controlados.

Quando utilizados crus, os riscos de contaminação aumentam já que os alimentos consumidos crus são mais susceptíveis de causar doenças transmitidas por bactérias já que não incluem a etapa de confecção onde a temperatura superior a 65ºC no interior do alimento elimina os microrganismos.
Nesta categoria incluem-se, pois, as saladas frias.

Embora a investigação e as tecnologias tenham aumentado e levado ao desenvolvimento e embalagens e processos que aumenta o tempo de vida útil dos produtos, sejam eles na sua versão natural ou processada como os produtos de 4ª gama, a verdade é que , do ponto de vista sanitário, continuam a estar muito associados a doenças de origem alimentar.

Importa por isso garantir a sua segurança.

Passo a passo para uma salada segura


1- Conservação

- Para evitar contaminações, os vegetais devem estar o mínimo tempo à temperatura ambiente e ser conservados em frio.

- É de evitar conservá-los em recipientes hermeticamente fechados, sendo preferível guardar em sacos plásticos que permitam o "respirar". 

- Os vegetais por preparar devem ser conservados nas prateleiras inferiores da rede de frio ou, se existirem, nas gavetas apropriadas.

- É importante assegurar que os produtos já preparados e prontos não sejam conservados junto aos ainda por preparar.


2 - Higienização

- As folhas de alface e outros vegetais devem ser lavadas uma a uma em água corrente abundante para garantir que sujidades, parasitas, pedras e outros são retirados e arrastados para a pia.

- As folhas exteriores devem ser rejeitadas por estarem em contacto directo com o meio ambiente no transporte e conservação e também com os solos e pesticidas assim como serem mais susceptíveis ao contacto com parasitas.

- É aconselhável a utilização de desinfectante próprio para contacto com os alimentos para garantir a eliminação da carga microbiana. Deverão ser seguidas cuidadosamente as indicações do fabricante quanto à utilização deste produto desinfectante nomeadamente no que diz respeito a dosagens e tempos de utilização.

-Após a utilização de desinfectante próprio para contacto com os alimentos os vegetais devem ser novamente lavados em água corrente abundante para retirar os resíduos do produto.


3 - Preparação

- Para cortar hortofrutícolas deverá ser utilizada uma faca limpa e uma tábua de corte e que não tenham estado em contacto com nenhuma fonte de contaminação nomeadamente outros alimentos (na área profissional recomenda-se a utilização de facas e tábuas de corte de cor diferente para cada tipo de alimento).

- Os produtos devem ser cortados e preparados o mais rapidamente possível.

- Os produtos devem ser cortados e preparados o mais próximo possível da sua utilização para que não fiquem escuros nas pontas e menos apetecíveis.