Mostrar mensagens com a etiqueta microrganismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta microrganismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de abril de 2014

Além da pasteurização: a indústria de laticínios e o desafio de micróbios resistentes ao calor:

Apesar de pasteurização permitir um considerável aumento da segurança alimentar  continuam a ser identificados microrganismos termo-resistentes, ou seja, com capacidade para resistir ás altas temperaturas.

O professor de Ciência de Laticínios da Universidade do Estado de Dakota do Sul, Sanjeev Anand, está a desenvolver métodos para combater estes microrganismos resistentes ao calor. Ao longo de quase cinco anos, Anand e uma equipe de 18 investigadores têm trabalhado em projectos relacionados com bactérias termo-resistentes e biofilmes no sentido de aumentar a segurança alimentar.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Principais Microrganismos Indicadores utilizados nas análises microbiológicas de água



O processo de controlo e análise de rotina no que toca à qualidade da água consta de contagens em placa para determinar o número de bactérias presentes, testes para revelar a presença de bactérias coliformes e testes para revelar a presença de estreptococos fecais. 

Genericamente, em microbiologia da água, os principais microrganismo utilizados como indicadores são:
- Coliformes totais
- Coliformes fecais
- Coliforme específico: Escherichia coli
- Estreptococos fecais (Enterococcus)
- Pseudomonas aeruginosa
 
As bactérias coliformes são indicadoras de poluição fecal e incluem bastonetes Gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos que não formam esporos e fermentam lactose com produção de ácido e gás em 48 horas e a uma temperatura de 37º C, na presença de sais de bílis. Como exemplo, citam-se Escherichia coli, Enterobacter aerogenes e Klebsiella pneumoniae

O grupo dos microrganismos denominados "coliformes totais" inclui todos os coliformes específicos e não específicos do material fecal. É um bom indicador microbiológico da qualidade da água, porque é facilmente detectável e quantificável. A ausência de coliformes totais numa água potável garante a sua pureza bacteriológica. A sua presença pressupõe que o tratamento da água foi inadequado ou que a rede de distribuição não é estanque e foi contaminada por águas residuais. A tecnologia actual do tratamento de águas permite, através do controlo cuidado da coagulação, sedimentação e filtração, que mais de 99% dos coliformes sejam removidos.

O grupo de microrganismos denominados "coliformes fecais" é um subgrupo do anterior. Permite estabelecer uma correlação mais precisa entre a existência de coliformes numa amostra de água e a entidade responsável pela sua libertação, que terá sido um organismo homeotérmico. De entre os coliformes que existem nas fezes de animais homeotérmicos, mais de 90% são coliformes fecais. Estes coliformes fermentam a lactose com produção de ácido e gás a 44ºC. É conveniente pesquisar também a existência de estreptococos fecais. A ocorrência destes indica que houve contaminação fecal. Embora raramente se multipliquem na água são capazes de persistir por longos períodos de tempo, desde que a temperatura e a concentração hidrogeniónica sejam favoráveis. São muito resistentes, suportando concentrações relativamente altas de cloro. Exemplos deste grupo são Streptococcus durans e S. fecalis (homem) e S. faecium (vaca e ovelha). Os estreptococos são cocos, Gram-positivos e dão resposta negativa ao teste da catalase. A determinação do número total de microrganismos vivos na água constitui uma prova complementar (embora de limitado valor quando isolada), que fornece indicações quanto ao teor e natureza da matéria orgânica da amostra. O teste é realizado a 22ºC e a 37ºC em caixas de Petri inoculadas por incorporação. Determina-se assim o número de bactérias mesófilas, heterotróficas, aeróbias e anaeróbias não estritas.

Para além dos microrganismos enunciados anteriormente podem ainda ser utilizados para controlo microbiológico de águas:
- Pseudomonas aeruginosa
- Staphylococcus aureus
- Leveduras

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Análise Microbiológica de Águas: Características de um Microrganismo Indicador Ideal



Um microrganismo indicador ideal deve apresentar as seguintes características:

 - Ser aplicável a todos os tipos de água
- Ocorrência e desaparecimento concomitante com microrganismos patogénicos
- Densidade populacional directamente relacionada com o grau de contaminação
-   Existirem em densidades que excedem consideravelmente as dos organismos patogénicos presentes em indivíduos infectados
-    A sua persistência na água é igual ou superior à dos microrganismos patogénicos mais persistentes
- Ausência em água potável
- Fácil detecção e recuperação laboratorial
- Não prejudicial às pessoas e animais
-   Permitir uma manipulação segura
-    Apresentar taxas de mortalidade semelhantes às dos patogénicos mais resistentes após desinfecção ou em condições de stress
-    Não se multiplicar na água
-    Ser detectado com alta precisão em testes simples e rápidos
-    Desenvolvimento em meios de cultura isento da interferência de outras bactérias
-    Deve permitir prestar-se tanto a determinações quantitativas como qualitativas

Uma vez que as características ideais de um microrganismo indicador são bastantes e muito diversificadas, rapidamente se conclui que é grande a dificuldade em encontrar um microrganismo que reúna todas estas características e que possa ser utilizado como tal, pelo que não só o padrão biológico do microrganismo em causa deve ser analisado e atendido como também os objectivos do estudo devem ser minuciosamente avaliados.

Análise Microbiológica de Águas: Microrganismos indicadores



Uma fonte de água está poluída quando determinadas condições a tornam imprópria para consumo e/ou utilização humana, ou ainda quando o seu estado é responsável pela alteração do equilíbrio ecológico da fauna e flora dependentes dessa mesma fonte. Deste modo, pode referir-se essencialmente duas formas de poluição: a química (por componentes químicos) e a orgânica (inclui a presença de microrganismos patogénicos).
Provavelmente a maior fonte de microrganismos patogénicos reside nas fezes de animais, incluindo o homem. 

De facto, quando as fontes de água potável estão sujeitas a contaminação por matéria orgânica, oriunda de esgotos domésticos, poderão desenvolver-se vários tipos de microrganismos susceptíveis de provocarem doenças e infecções intestinais, entre as quais podemos referir a cólera, a febre tifóide e a disenteria. 

Adicionalmente, certos vírus podem abandonar o corpo humano juntamente com as fezes e serem assim propagados através da água destinada ao consumo humano como é o caso, por exemplo dos virus causadores da poliomielite e hepatite.

Para o controlo e salvaguarda da qualidade da água de abastecimento público as autoridades competentes devem efectuar análises bacteriológicas frequentes, de importância indiscutível para a preservação da saúde humana.

A análise bacteriológica da água não é feita apenas a águas que se destinam ao consumo das populações, mas também a águas destinadas ao recreio (praias, rios, piscinas, etc.), à aquacultura e à rega. É igualmente importante, numa perspectiva de preservação dos ecossistemas, vigiar a qualidade das águas que não têm uma utilização especificamente humana.

A identificação de microrganismos patogénicos para o homem ou outros animais constitui a prova mais directa de uma contaminação perigosa. Contudo, tais microrganismos, quando presentes, encontram-se geralmente em número pequeno pelo que as dificuldades técnicas da sua detecção e isolamento tornam essa análise impraticável como método de rotina. Por este motivo, recorre-se a uma abordagem indirecta, pesquisando microrganismos aceites como indicadores de poluição, nomeadamente fecal e que ocorrem em populações mais elevadas facilitando a sua detecção e quantificação.

 São os chamados microrganismos indicadores, grupos de microrganismos que quando presentes, pelas suas características, indicam também a presença de microrganismos patogénicos nas amostras de água.

Destes indicadores da pureza bacteriológica da água, os mais utilizados são os Coliformes Totais, os Coliformes Fecais e os Estreptococos fecais e incluem grupos (não taxonómicos) de microrganismos que, por si só, não são geralmente perigosos mas que informam acerca de possíveis contactos da fonte de água com matéria de origem fecal.