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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Visão geral da epidemiologia das principais doenças transmissíveis por água e alimentos

O European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) publicou a primeira parte do relatório anual fornece uma visão geral da epidemiologia das principais doenças transmissíveis de importância para a saúde pública na Europa.

O relatório publicado apresenta a situação epidemiológica em 2012 das principais doenças e zoonoses transmitidas por água e alimentos.

Um resumo da informação e dos dados desta primeira parte do relatório podem ser consultadas no site da Fundación Vasca para la Seguridad Agroalimentaria.

 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Análise Microbiológica de Águas: Microrganismos indicadores



Uma fonte de água está poluída quando determinadas condições a tornam imprópria para consumo e/ou utilização humana, ou ainda quando o seu estado é responsável pela alteração do equilíbrio ecológico da fauna e flora dependentes dessa mesma fonte. Deste modo, pode referir-se essencialmente duas formas de poluição: a química (por componentes químicos) e a orgânica (inclui a presença de microrganismos patogénicos).
Provavelmente a maior fonte de microrganismos patogénicos reside nas fezes de animais, incluindo o homem. 

De facto, quando as fontes de água potável estão sujeitas a contaminação por matéria orgânica, oriunda de esgotos domésticos, poderão desenvolver-se vários tipos de microrganismos susceptíveis de provocarem doenças e infecções intestinais, entre as quais podemos referir a cólera, a febre tifóide e a disenteria. 

Adicionalmente, certos vírus podem abandonar o corpo humano juntamente com as fezes e serem assim propagados através da água destinada ao consumo humano como é o caso, por exemplo dos virus causadores da poliomielite e hepatite.

Para o controlo e salvaguarda da qualidade da água de abastecimento público as autoridades competentes devem efectuar análises bacteriológicas frequentes, de importância indiscutível para a preservação da saúde humana.

A análise bacteriológica da água não é feita apenas a águas que se destinam ao consumo das populações, mas também a águas destinadas ao recreio (praias, rios, piscinas, etc.), à aquacultura e à rega. É igualmente importante, numa perspectiva de preservação dos ecossistemas, vigiar a qualidade das águas que não têm uma utilização especificamente humana.

A identificação de microrganismos patogénicos para o homem ou outros animais constitui a prova mais directa de uma contaminação perigosa. Contudo, tais microrganismos, quando presentes, encontram-se geralmente em número pequeno pelo que as dificuldades técnicas da sua detecção e isolamento tornam essa análise impraticável como método de rotina. Por este motivo, recorre-se a uma abordagem indirecta, pesquisando microrganismos aceites como indicadores de poluição, nomeadamente fecal e que ocorrem em populações mais elevadas facilitando a sua detecção e quantificação.

 São os chamados microrganismos indicadores, grupos de microrganismos que quando presentes, pelas suas características, indicam também a presença de microrganismos patogénicos nas amostras de água.

Destes indicadores da pureza bacteriológica da água, os mais utilizados são os Coliformes Totais, os Coliformes Fecais e os Estreptococos fecais e incluem grupos (não taxonómicos) de microrganismos que, por si só, não são geralmente perigosos mas que informam acerca de possíveis contactos da fonte de água com matéria de origem fecal.