quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Os benefícios do abacate

O abacate (Persea americana), ao contrário dos outros frutos, tem baixo teor de açúcares e contém uma boa quantidade de gordura monoinsaturada, o mesmo tipo que constitui maioritariamente o azeite. Apresenta também uma grande variedade de vitaminas, minerais e fitoquímicos, tais como a luteína, antioxidantes fenólicos e fitoesteróis, associados a inúmeros benefícios para a saúde.

Foi realizado um estudo (a), com 17 567 participantes, que investigou a relação entre o consumo de abacate e a qualidade da alimentação, a ingestão de energia e nutrientes, o peso corporal e os fatores de risco para o Síndrome Metabólico. Verificou-se que pessoas que consumiam abacate, tinham ingestões mais elevadas de frutas e legumes e menor ingestão de açúcares adicionados. Também apresentavam uma maior ingestão de gordura monoinsaturada e polinsaturada, de fibra alimentar, vitamina E, vitamina K, magnésio e potássio. Os consumidores de abacate apresentaram menor peso corporal, índice de massa corporal e perímetro da cintura e maiores níveis de colesterol HDL, o “bom”, observando-se um risco reduzido para metade de desenvolver Síndrome Metabólico.


(a)Fulgoni V, Dreher M & Davenport A. Avocado consumption is associated with better diet quality and nutrient intake, and lower metabolic syndrome risk in US adults: results from the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 2001–2008. Nutrition Journal2013,12:1



Aplicação de electrões acelerados para garantir a segurança alimentar de produtos de carne

O Comité Científico da Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutricional (AESAN) autorizou a aplicação de electrões acelerados como um dos métodos para melhorar a segurança alimentar de produtos de carne.

Esta é uma das tecnologias emergentes juntamente com outras como as altas pressões, por exemplo, que pode ser utilizada na higienização de produtos cárnicos, especialmente aqueles que se destinam a ser consumidos directamente permitinto manter intactas as propriedades dos produtos cárnicos.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

VI Congresso da Sociedade Científica de Suinicultura



A SCS - Sociedade Científica de Suinicultura organiza nos próximos dias 14, 15 e 16 de Novembro o VI Congresso sob o tema “Maternidades”. O evento terá lugar no CNEMA, em Santarém.

Do programa constam 2 workshops (a decorrerem no dia 14) subordinados aos temas: “Inseminação artificial” e “O laboratório como suporte à decisão clínica”.

Nos dias 15 e 16, terão lugar 5 paineis dedicados ao tema principal, sendo o último destes moderado pelo Presidente da FPAS, Sr. Vitor Menino. Ver programa detalhado aqui.

Será uma alimentação vegetariana adequada para um corredor?

Atletas como Edwin Moses, Carl Lewis e Paavo Nurmi tornaram-se famosos não apenas pelos seus feitos desportivos mas também pelos seus hábitos alimentares: todos eram vegetarianos. 
Existem várias gradações de uma alimentação dita vegetariana:
  • Frugívora: a alimentação inclui apenas frutas cruas ou secas, frutos oleaginosos e sementes. Poderá incluir produtos hortícolas;
  • Macrobiótica: exclui todos os alimentos de origem animal, derivados de leite e ovos. Apenas inclui cereais, grãos e condimentos ditos “naturais” e “orgânicos”, não processados nem refinados;
  • Vegan: exclui todos os alimentos de origem animal, derivados de leite e ovos. No seu sentido mais extremo, exclui todos os produtos com ingredientes de origem animal, como o mel, gelatina, seda e lã;
  • Lacto-vegetariana: exclui todos os alimentos de origem animal e ovos, mas inclui leite e produtos lácteos;
  • Ovo-lacto-vegetariana: exclui todos os alimentos de origem animal mas inclui leite, lacticínios e ovos;
  • Semi-vegetariana: exclui carne vermelha mas inclui carnes brancas, peixe, ovos e produtos lácteos.

Várias são as razões pelas quais um atleta é ou se torna vegetariano. Estas poderão ser de cariz cultural e religioso; por exemplo, a maioria dos budistas não ingere carne, sendo que os mais radicais são vegan, e os hindus, além de excluírem a carne de vaca, muitos restringem a ingestão de outros tipos de carne, sendo a maioria lacto-vegetariana. 

Outras razões frequentes prendem-se com convicções éticas no que respeita aos direitos dos animais e, também, questões de carácter ambiental. Para além destas, questões relacionadas com a saúde e com o rendimento desportivo também são frequentemente citadas. Dietas vegetarianas são especialmente populares entre atletas de fundo e meio fundo, uma vez que este grupo de atletas se esforça diariamente por consumir uma alimentação rica em hidratos de carbono, e por manter um peso corporal baixo. 

Como a alimentação vegetariana é inerentemente rica em hidratos de carbono, poderá tornar-se vantajosa em termos de manutenção e restauração dos níveis de glicogénio (as nossas reservas de hidratos de carbono) muscular e hepático, essenciais para modalidades de resistência.   

Porém, tendo em conta que não existe um número suficiente de trabalhos científicos acerca de dietas vegetarianas em desportistas, não se podem tirar conclusões definitivas sobre os possíveis benefícios ou efeitos adversos deste tipo de alimentação no rendimento desportivo. 

Contudo, uma alimentação vegetariana, em especial a ovo-lacto-vegetariana, parece ser adequada para atletas desde que corretamente planeada e monitorizada. Um ponto importante é monitorizar se as necessidades energéticas estão a ser supridas; para tal, é aconselhado supervisionar o peso e a composição corporal regularmente. 

Outro ponto a ter em atenção é o facto de a passagem para uma dieta vegetariana poder mascarar, ou ser uma consequência, de uma perturbação do comportamento alimentar. Mais uma vez, aconselha-se uma monitorização do peso e da composição corporal de forma a assegurar que estes são mantidos de acordo com as recomendações para a modalidade em causa.

Concluindo, a alimentação vegetariana é uma opção válida para obtenção do máximo rendimento desportivo no corredor. Porém, esta precisa (tal como uma alimentação omnívora) de ser adequada ao corredor em causa e monitorizada ao longo do tempo. 

No próximo artigo, questões relacionadas com a ingestão energética e de macro e micronutrientes em corredores vegetarianos serão discutidas em maior pormenor. 
 

Fonte: i Online

Fundão, o paraíso para quem adora cogumelos

O Fundão é mais conhecido pelas cerejas, mas é também o paraíso para quem gosta de cogumelos. Nas encostas da Serra da Gardunha existem mais de 300 espécies, muitas delas comestíveis, e nos próximos dias 15, 16 e 17, as portas dos habitantes de Alcaide, uma aldeia do concelho, abrem-se aos visitantes, que poderão aproveitar, não só os passeios, mas também provar diferentes formas de cozinhar cogumelos e outras especialidades da região, nas tasquinhas típicas especialmente preparadas para o evento. 


O Festival do Cogumelo já vai na sua 5ª edição e, segundo adiantou ao Dinheiro Vivo o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, o objetivo é dar a conhecer aos portugueses o concelho do Fundão e os produtos locais. "Não é uma festa como as outras, já que são as pessoas da aldeia de Alcaide que participarão na animação. As casas dos habitantes abrem-se aos visitantes", explica.

Animação de rua, artesanato, exposições, workshops para adultos e crianças, mostras de cogumelos, tasquinhas com petiscos e, no final, um mega-almoço de arroz de míscaros. Estas são as atividades previstas para quem visitar o Fundão durante  Festival do Cogumelo. A esta iniciativa juntaram-se vários chefs de cozinha - Mário Rui Ramos, Duarte Batista, Igor Marinho, Alexandre Silva e Leonel Pereira, que irão ser responsáveis por live cookings.

A certificação dos cogumelos consumidos durante o festival é uma das preocupações, já que nem todas as espécies são comestíveis. O amanita phaloids é o cogumelo mais venenoso, encontra-se na Serra da Gardunha e é capaz de matar famílias inteiras. "As pessoas não sabem o que apanham e depois acontecem casos de morte por envenenamento", contou José Matos, um dos especialistas da região. No ano passado, morreram sete pessoas da mesma família. 

A apanha dos cogumelos começa com as primeiras chuvas, geralmente a partir de outubro, e prolonga-se até dezembro. No ano passado, passaram pelo Fundão, por altura do festival, cerca de 15 mi pessoas.


Campanha Publicitária - Brócolos

Há muito tempo que todos estamos familiarizados e convivemos diariamente com publicidade a produtos alimentares processados.

O mesmo já não se poderá dizer de publicidade a produtos hortofrutícolas.  Na verdade seja em outdoors, seja na imprensa escrita, na televisão, na rádio ou até nas redes sociais são poucas as campanhas e pouco o investimento feito em publicidade neste sector agro-alimentar muito menos em larga escala ou à dimensão nacional.

Nos Estados Unidos da América foi recentemente lançada uma mega campanha publicitária a brócolos por uma das maioress agências publicitárias do pais e foi de tal maneira "única" que teve direito a um interessante artigo no New York Times com o curioso título Broccoli’s Extreme Makeover numa clara alusão ao conhecido programa de TV "Extreme Makeover".

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Restaurante de português é 'único no mundo'

Lisboa-Habana é o nome do "único restaurante do mundo" que junta a culinária portuguesa com a cubana e fica em Miami, nos Estados Unidos.

O espaço fica na zona de Hialeah e é propriedade do cubano David Gonzalez e do português Armando Areias. 

Areias, de 37 anos, nasceu em Guimarães e emigrou para os Estados Unidos em 1994. Depois de estudar gestão de empresas na Universidade de St. Thomas, trabalhou no restaurante "Old Lisbon" até 2011.
"Comecei como moço de recados, passei a servir às mesas e cheguei finalmente a gerente", explica à agência Lusa. 

Foi nesse restaurante que conheceu o sócio David Gonzales.
"Ele era nosso cliente e eu também o costumava visitar no seu restaurante, o Boater's Grill. Foi durante essas visitas que começámos a falar como apreciávamos a comida do outro país e que devíamos fazer algo juntos", lembra Areias.

Foi assim que, em Setembro do ano passado, abriu o "Lisboa-Habana", com capacidade para 100 pessoas, decorado com um mural do Mosteiro dos Jerónimos, de um lado, e do El Capitolia, do outro.

"Não conheço nenhum restaurante que junta as duas culinárias, tenho a certeza que somos os únicos no mundo", diz.

Na ementa, explica Armando Areias, "juntam-se os sabores de duas das melhores cozinhas do mundo".
Há pratos tradicionais portugueses (como o bacalhau à Gomes de Sá, amêijoas à Bulhão Pato, sardinhas grelhadas), pratos cubanos (porco assado, peixe frito, Yuca com Mojo) e depois pratos criados pelos sócios que juntam os sabores dos dois países.

"Fazemos o nosso bacalhau com natas de forma diferente, por exemplo. Usamos batatas, mas também juntamos plátano, o que dá um sabor maravilhoso", explica Armando Areias.

Na carta de vinhos, também se encontram vinhos dos dois países.

O português garante que, na sociedade multicultural de Miami, a fórmula é um sucesso.
"Abrimos há cerca de um ano e já temos uma clientela fixa. Tem sido um sucesso. Estamos numa zona onde quase não existem portugueses, mas existem muitos cubanos. A maioria dos nossos clientes são cubanos e brasileiros. Mas também temos americanos e portugueses", disse.

Armando Areias diz que o governador do estado, Jerry Brown, já visitou o Lisboa-Habana várias vezes que o sítio se está a tornar uma referência para a comunidade cubana, sendo várias vezes visitado pelo trompetista Arturo Sandoval.

"As pessoas estranham a combinação das duas cozinhas e perguntam sempre o motivo. Nós fazemos questão de contar a história. Depois de provarem a comida, todos concordam connosco", diz Armando Areias.


Fonte: Jornal Sol

Letra. A cerveja minhota é para ver e conhecer antes de provar


Filipe Macieira e Francisco Pereira, de 28 anos, lançaram um desafio aos clientes: aprender tudo sobre a cerveja que produzem enquanto assistem ao seu fabrico, em Vila Verde, Braga. 

Os dois investigadores de Engenharia Biológica da Universidade do Minho apostaram num modelo de negócio que junta distribuição e degustação na própria fábrica. “Queremos incutir a cultura cervejeira aos clientes, convidando-os a assistir ao fabrico”, explica Filipe. 

Este mês foi lançada no mercado a marca LETRA, mas a ideia nasceu quando os amigos participaram num projeto de produção de cerveja industrial, durante o mestrado e se aperceberam de uma lacuna no mercado. “Havia cada vez mais procura por sabores diferentes e, por consequência, um aumento da importação de cervejas estrangeiras.” 

Depois de muitas experiências caseiras, decidiram arriscar com a cerveja artesanal minhota. Participaram num curso de ideias de negócio e puseram preto no branco tudo o que queriam fazer. 

Depois, testaram uma série de cervejas artesanais em provas e feiras. “Percebemos que as nossas cervejas tinham mais saída do que as de referência internacionais. O que nos motivou a abrir, em fevereiro de 2011, a Fermentum - Engenharia das Fermentações, spin-off da UMinho.” 

Continuaram a criar e aperfeiçoar, até abrirem a fábrica, num edifício recuperado em Vila Verde. Foram 350 mil euros de investimento. Da fábrica saem quatro cervejas, A, B, C e D, produzidas artesanalmente e com ingredientes 100% naturais - água, maltes e lúpulos. Agora preparam-se para juntar mais uma letra ao catálogo, “uma muito portuguesa que vai dar que falar, além de receitas exclusivas e limitadas”, o trunfo para começarem a exportar em 2015.  

A LETRA faz quatro cervejas, que custam entre 3,20 euros e 7,5 euros. ° A é uma Weiss, com elevado teor de trigo e frutada pela fermentação dos açúcares do trigo; B é uma pilsner, parecida com as cervejas comuns mas com extenso processo de maturação e uso de lúpulos especiais. C é uma stout preta e “equilibra o torrado dos maltes com os lúpulos germânicos e americanos”. D é uma red ale, a ruiva, com aroma e sabor intenso.



Fonte: Dinheiro Vivo

Assumida “posição forte” na UE na defesa dos Açores



O Secretário de Estado da Agricultura declarou que tem tido uma "posição muito forte e contundente" junto da União Europeia, visando criar alternativas que compensem os Açores pelo desmantelamento das quotas leiteiras em 2015.

"Nós sabemos que a quota vai acabar, é o que está previsto na legislação, mas temos pedido junto do Conselho de Ministros e da Comissão Europeia (CE) instrumentos alternativos", declarou José António Santiago, à margem de um seminário sobre o impacto do fim das quotas leiteiras na agricultura açoriana, promovido pela eurodeputada do PSD Patrão Neves na Associação Agrícola de São Miguel.

José Diogo Santiago refere que, "em termos de ajudas diretas, conseguiu-se que o regime do POSEI (programa que estabelece medidas específicas de apoio à agricultura das RUP) ficasse separado da convergência das ajudas que cada agricultor recebe por hectare".

"Se conseguirmos agora que o POSEI não seja prejudicado na sua própria revisão e tendo o financiamento para o desenvolvimento rural do país e das regiões autónomas igual ao quadro comunitário anterior, parece-me que podemos ter medidas compensatórias para o futuro que aí vem", defende o titular da pasta da Agricultura.

José Diogo Santiago salvaguarda que "as previsões que existem para um sistema sem quotas leiteiras são variáveis" e que a CE "já se enganou várias vezes, como na reforma da PAC de 1992, em que se introduziu as ajudas diretas, achando que os preços iam cair e subiram", tendo "acontecido o mesmo" com a reforma do açúcar.

O titular da pasta da Agricultura destacou que "foi muito graças a Portugal", à Espanha e à Roménia que a CE organizou um congresso a seguir ao verão para preparar o regime alternativo às quotas leiteiras, a partir do qual será elaborado um relatório a submeter ao Conselho de Ministros da UE por parte do comissário da Agricultura, Dacian Ciolos.

"Nós consideramos alguns elementos das conclusões desse relatório positivos, como a existência de um observatório que vai permitir seguir os preços do leite", refere José Diogo Santiago.

O Secretário de Estado da Agricultura considera, contudo, que "observar não é suficiente", daí que defenda medidas que permitam intervir quando existirem períodos de crise, tais como a armazenagem obrigatória nos países que excedem os níveis normais de produção.

"Outra medida que eu pedi durante esse congresso da CE foi que houvesse um pagamento ligado aos produtores de leite para as regiões que sofrem o efeito do fim do sistema de quota. Tem que haver alguns regimes alternativos", defende o titular da pasta da Agricultura.

Jorge Rita, líder da Associação Agrícola de São Miguel, referiu que "nada está garantido em termos de ajudas adicionais" face ao desmantelamento das quotas leiteiras, daí que tenha apelado a todos os intervenientes políticos e do setor para se mobilizarem em nome dos interesses da agricultura nos Açores.

A eurodeputada Patrão Neves referiu que a consulta pública do POSEI "está em aberto" e vai, "em grande parte, decidir aquilo que será a reestruturação do regulamento" deste programa específico, daí que defendido que a região deve elaborar contributos sobre a matéria.





Fonte: Anilact

Mirtilos - Processamento pelo calor pode alterar o conteúdo de polifenóis e, possivelmente, seus benefícios para a saúde

Os benefícios dos mirtilos para a saúde de mirtilos são grandes.

São pobres em gordura e contêm uma categoria de fitonutrientes chamados polifenóis onde se incluem as antocianinas responsáveis pela sua cor azul. Os polifenóis têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que podem desempenhar um papel importante para ajudar a diminuir o processo inflamatório associado com graves doenças. Para além disso, são ricos em vitamina C, o que promove um sistema imunitário saudável, e manganês, que desempenha um papel importante no desenvolvimento ósseo. São também uma boa fonte de fibra dietética, que contribui para a saúde do coração, ajudando a manter o colesterol sob controlo.

Por estas razões os mirtilos são, muitas vezes, chamados de " superalimento" mas cozinhados ou processados pelo calor como em tortas ou muffins podem perder algumas das suas características ditas benéficas para a saúde. 

Um grupo de cientistas estudou como o processamento pelo calor pode afectar os polifenóis desta fruta cada vez mais popular.

Estudos anteriores constataram que em alguns métodos de processamento, tais como sumos, enlatados e conservas, os níveis de polifenóis diminuem entre 22 a 81 por cento. No entanto, nenhum estudo havia testado se a utilização de mirtilos em pães, bolos ou tortas afectava o seu teor de polifenóis.

A equipa de Ana Rodriguez-Mateos pensou em testar a estabilidade destes compostos  durante a cozedura, impermeabilidade (quando a massa cresce antes da cozedura) e panificação/pastelaria.

A equipa descobriu que os três processos tiveram efeitos mistos sobre os compostos polifenóis dos mirtilos incluindo antocianina, procianidina, quercetina e ácidos fenólicos.  

As principais conclusões do estudo:

- Os níveis de antocianinas cairam de 10 a 21 por cento.  
- Os níveis de oligómeros menores de procianidina tiveram um aumento enquanto que os oligómeros maiores tiveram uma diminuição.
- Os níveis de ácido fenólico aumentaram.
Outros compostos, tais como quercetina permaneceram constante.  

Os cientistas sugerem que a aparente boa retenção de polifenóis observados no estudo pode ser devida à utilização de levedura, que pode actuar como agente estabilizador durante o cozimento. "Devido às suas possíveis benefícios para a saúde, uma melhor compreensão do impacto da transformação é importante para maximizar a capacidade de retenção dos fitoquímicos no produto", afirmam dos investigadores.


O estudo completo pode ser encontrado no Journal of Agricultural and Food Chemistry

O projecto Agro-Environmed

AGRO-ENVIRONMED é um projecto de cooperação interregional, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa MED.

O principal objectivo do projecto é promover a eco-inovação em empresas do sector agro-alimentar da região do Mediterrâneo, particularmente PME, através da criação de uma plataforma que promova a transferência de tecnologia e das melhores práticas de gestão ambiental. 

A parceria do AGRO-ENVIRONMED inclui Entidades Regionais, Centros de Tecnologia e Inovação, Instituições Públicas, Associações Empresariais e Centros de Investigação, abrangendo 11 regiões e 6 países da região do Mediterrâneo (França, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Eslovénia), cuja cooperação se traduz no desenvolvimento das actividades do projecto em 5 subsectores agro-alimentares: Azeite, Vinho, Carne, Frutos e Hortícolas e Lacticínios.
 
Os cinco sub-sectores mais relevantes e significativos no âmbito das indústrias agro-alimentares, nas regiões participantes, foram seleccionados pelos parceiros durante a primeira fase do projecto. Cada sub-sector será estudado por dois parceiros, assegurando-se deste modo a efectiva comparação e troca de experiências e conhecimento entre diferentes regiões.
 
A figura seguinte mostra os sub-sectores e regiões que serão objecto de estudo.
 

 
A indústria de abate, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne é um dos maiores sectores no âmbito da indústria de alimentação e bebidas na União Europeia, com mais de 45 mil empresas, cerca de 4,6 milhões de pessoas empregadas e um volume de negócios acima de 175 mil milhões de euros (EU-27, Eurostat, “Food: from farm to fork statistics”, Edição 2008).

A figura abaixo apresenta a fileira da carne, permitindo uma visão geral das diversas actividades, desde o abate até às várias formas de processamento final, indicando também os produtos resultantes.
 
 
As actividades que integram a fileira da carne (abate e processamento subsequente) são grandes utilizadoras de água (em particular durante o processo de abate) e de energia, especialmente durante a refrigeração e operações posteriores. O processamento da carne (em particular o abate) também produz quantidades consideráveis de resíduos, com baixo ou nenhum valor económico.

Consequentemente, as actividades de abate, preparação e conservação de carne e de produtos à base de carne geram impactos ambientais significativos, que devem ser geridos de forma adequada, para assegurar a sustentabilidade do sector.

O projecto AGROENVIRONMED visa melhorar o desempenho ambiental das empresas da fileira da carne, em particular das PME na bacia do Mediterrâneo, com base na aplicação de tecnologias inovadoras e da transferência de boas práticas ambientais, contribuindo, assim, para reforçar a competitividade do sector, através da eco-inovação.
 
 
 
Mais informação em AGRO-ENVIRONMED

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lucro da Jerónimo Martins sobe para 281 milhões de euros nos primeiros 9 meses


Em comunicado enviado esta quinta-feira à CMVM, o grupo Jerónimo Martins regista um aumento de 11,5% nas vendas consolidadas nos primeiros nove meses deste ano, atingindo os 8.699 milhões de euros.


Os resultados líquidos cresceram para os 281 milhões de euros. Excluindo o investimento nos novos negócios, o lucro teria crescido 11,8%.  Os investimentos do gurpo ascenderam a 346 milhões de euros, e a maior parte, correspondendo a 291 milhões de euros, foi para a Biedronka, o Pingo Doce da Polónia. Em Portugal, o grupo investiu 46 milhões de euros.

Na Polónia, as vendas cresceram 4,8% e em Portugal, no Pingo Doce, subiram 3,6%.

No comunicado aos mercados, Pedro Soares dos Santos, CEO do grupo, destaca o reforço das posições de liderança das empresas do grupo nos primeiros nove meses de 2013, "mesmo perante um ambiente que se tornou mais difícil e mais desafiante". 

A prioridade estratégica na Polónia, refere o CEO, "num contexto de desaceleração económica e de aumento da intensidade competitiva, continua a ser o crescimento rentável e sustentável das vendas. 

A quota de mercado da Biedronka continuou a crescer e o plano de expansão da Companhia avança com firmeza de acordo com o previsto".

Pedro Soares dos Santos mantém-se confiante de que os negócios "se mantêm robustos e que estão bem posicionados para ter sucesso neste ambiente competitivo." Em 2013, conclui, "vamos uma vez mais atingir um crescimento de vendas acima do mercado e aumentar os resultados."

Quanto aos restantes investimentos e apostas do grupo, a empresa refere continuar a avançar com os novos negócios, "que estão a progredir bem.


O que comer e não comer antes de uma corrida e quanto tempo antes

Um dos erros mais comuns é apostar no açúcar e noutros tipos de açucares simples


Esta é uma das grandes dúvidas de quem pratica qualquer tipo de exercício físico. A refeição que fazemos ou não antes do esforço pode afectar o rendimento durante a actividade pela positiva ou pela negativa.

O que se pretende é que seja um reforço das nossas reservas energéticas. As nossas principais reservas energéticas estão no músculo e no fígado e vão ser continuamente gastas durante o esforço. Normalmente a sua constituição leva 6 a 8 horas – assim, não é a refeição feita antes do exercício que vai determinar se temos o combustível necessário para um esforço prolongado.

A refeição antes do esforço reforça as reservas e tem como objectivo fornecer energia para os primeiros instantes do exercício físico, promovendo um bom controlo do açúcar no sangue e combustível a curto/médio prazo. Por isso, os hidratos de carbono são essenciais nesta refeição.

Um dos erros mais comuns é apostar no açúcar e noutros tipos de açucares simples. Estes vão promover um pico massivo de glicemia e, consequentemente, de insulina, fazendo com que o açúcar entre todo nas células, deixando-nos com hipoglicémia. O efeito energético do açúcar sente-se nos primeiros instantes mas acaba por ter um efeito contrário ao desejado durante o exercício.
Vários estudos demonstram que a medida mais acertada é combinar fontes de hidratos de carbono complexos com outros simples.

Por exemplo, podemos combinar pão, cereais, massa ou tostas, com fruta, mel ou compotas. Conseguimos, assim, um bom equilíbrio energético.

Há alguns alimentos que devemos evitar. De uma forma geral, tanto a gordura como a fibra atrasam a digestão, razão pela qual devem ser evitadas. Os frutos secos (como as nozes, amêndoas e amendoins) têm gorduras de absorção relativamente fácil e ajudam a controlar ainda melhor os níveis de açúcar no sangue.

As comidas muito ricas em proteínas também são de digestão lenta e contribuem com pouca energia para o exercício.

Assim, são exemplos de alimentos que devemos evitar:
  • leite e derivados
  • legumes
  • carne e peixe
  • feijão e outras leguminosas
As refeições devem ser feitas 1h30 a 2 horas aproximadamente antes da partida.
Não beba água com a refeição para melhorar a digestibilidade dos hidratos de carbono (comece a beber cerca de 30 minutos depois, em pequenas quantidades). Pode optar por água ou bebida desportiva pouco concentrada.

Se tiver fome antes do treino, reforce com frutos secos ou meia banana.

Fonte: i online