terça-feira, 17 de junho de 2014
segunda-feira, 16 de junho de 2014
A amêndoa está na moda: espera-se que a procura mundial supere a oferta
O cultivo da amêndoa encontra-se
neste momento em pleno auge e tem gerado muito interesse na vizinha
Espanha, segundo o site de infromação agrícola espanhol Agrodigital.
Para além do bom momento que
atravessa esta fileira, as perspetivas futuras são muito otimistas, pois
a nível global prevê-se uma procura que supere a oferta nos próximos
anos.
Uma das razões é a entrada ao consumo de países emergentes (China,
Índia, etc.) cujos consumos por gabitante e ano são atualmente entre 10
e 30 gramas, enquanto que em Espanha o valor é quase de 1/kg por ano.
É, assim, previsível que estes consumos aumentem, especialmente quando
se associa claramente o seu consumo com os benefícios da dieta
Mediterranêa.
Relativamente a Espanha, a produção prevista para este ano, segundo a Mesa Nacional de Frutos Secos, será de 50.000 toneladas.
Fonte: Agrotec
Autarquia quer pasteurizar o leite de cabra
Subordinadas
ao tema do queijo e todos os derivados da cabra, as Festas do Município
de Proença-a-Nova arrancaram dia 12 de junho no Parque Urbano. Além da
vertente da caprinicultura, os sabores regionais terão também um lugar
de destaque no recinto.
Dos 70 expositores, cerca de 20 entre
eles 2 coletivos agrupam produtores de queijo, cereja e outros produtos
alimentares, numa zona que conduz os visitantes até às instalações em
que irão decorrer oficinas de preparação de queijos e gelados, tigeladas
e cosméticos, tudo com leite de cabra ou, por exemplo, “uma pizza com
sabores originais criada especificamente para a festa”, explicou à Rádio
Condestável João Paulo Catarino, presidente da câmara. O objetivo é
“para além do cabrito, mostrar as potencialidades ligadas aos caprinos
na região”, disse ainda o autarca, desvendando que um dos projetos para o
futuro é “pasteurizar o leite de cabra pois não há este produto a nível
nacional. O único que há à venda vem de França”, informou.
No total são 70 os espaços
expositivos, divididos entre a zona temática, área de artesanato, bares e
tasquinhas com serviço de refeições, sendo que o destaque serão os
naturais do concelho, uma forma de os ajudar “a arranjar uma fonte de
rendimento a partir destas festas, para depois manterem as suas sedes e
atividades ao longo do ano”, reiterou o edil proencense.
Na cozinha ao vivo, está confirmada a
presença de Maria João Clavel, Leonel Pereira e Rui Alves. Além das
oficinas que acentuarão diferentes utilizações do leite e queijo de
cabra, haverá momentos em que adultos e crianças terão oportunidade de
ordenhar manualmente o animal, um jogo de prova de diferentes leites e
duas palestras sobre o tema escolhido para este ano.
O facto da temática da caprinicultura
ter sido introduzida nas Festas do Concelho, com a autarquia a tentar
dar a entender que é uma área benéfica para os produtores e para a
própria floresta, já levou a que alguns produtores olhassem de forma
diferente para esta vertente agrícola pois “é sem dúvida a espécie
animal adaptada à nossa região e beneficia a floresta, além de que o
leite de cabra tem atualmente reconhecidas vantagens”, concordou o
autarca, esperançado que “daqui a uns anos se consiga ver o fruto desta
aposta”.
Fonte: Rádio Condestável / Anilact
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Queijo
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Divulgado Genoma de 3.000 variedades de arroz
A revista de acesso aberto
GigaScience tornou pública a sequenciação do genoma de 3000 variedades
de arroz e colocou à disposição do público toda a informação numa base
de dados, o que quadruplica a que estava disponível. O projeto conta com
o apoio financeiro da Fundação Bill e Melinda Gates e o seu objetivo é
melhorar a segurança alimentar mundial, com maior incidência nos países
pobres.
A GigaScience, uma revista open
source editada pela Beijing Genomics Institute (BGI) e Biomed Central
anunciou hoje a publicação de um artigo com a sequenciação do genoma de
3000 variedades de arroz.
A iniciativa, que é fruto de uma
colaboração entre a Academia Chinesa de Agricultura, o Instituto
Internacional de Investigação do Arroz (IRRI) e BGI, conta com o
financiamento da Fundação Bill e Melinda Gates e do Ministério da
Ciência e Tecnologia da China (CAAS).
A publicação em aberto da
sequenciação e a disponibilização da enorme base de dados (que
quadruplica os dados de sequências de arroz disponíveis até ao momento),
coincide com a celebração do Dia Mundial contra a Fome e tem como
objetivo melhorar a segurança alimentar mundial. Toda a informação
poderá consultar em GigaDB, a base de dados em aberto de GigaScience.
Os impulsores de The 3000 Rice
Genomes Project destacam que, com o cenário de 1 em cada 8 habitantes
afetados pela fome e pobreza extrema, e uma população mundial cada vez
maior – que poderá alcançar os 9600 milhões em 2050 – é necessário criar
novos recursos para melhorar o rendimento das sementes, reduzir o
impacto das práticas agrícolas no meio ambiente e desenvolver cultivos
de alimentos nutritivos de alto rendimento, que possam crescer com êxito
em ambientes atacados pela seca, pragas, doenças, ou má qualidade dos
solos.
Ainda que a investigação tenha
avançado muito desde que se publicou a primeira sequencia do genoma do
arroz de alta qualidade em 2005, verificaram-se muito poucas alterações
nas práticas de cultivo que são necessárias para a produção de melhores
sementes e mais adaptadas.
Cultivos inteligentes
Zhikang Li, diretor do projeto
na Academia Chinesa de Agricultura, assinalou que a iniciativa é parte
de um esforço contínuo que trata de proporcionar recursos aos camponeses
afetados pela pobreza em África e na Ásia, com o objetivo de chegar
pelo menos a 20 milhões de agricultores de arroz em 16 países (8 em
África e 8 em Ásia).
“O arroz é o alimento básico em
Ásia e o seu consumo aumentou em África. Com a diminuição dos recursos
hídricos e de terras de cultivo, a segurança alimentar é e será um dos
maiores desafios nessas zonas. Como cientista especializado na genética
do arroz, no seu cultivo e no seu genoma, seria um sonho para mim ajudar
a resolver este problema”, sublinhou.
Fonte: AGROTEC
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
Procedimento para importação de suplementos alimentares - período experimental
Ao
introduzir géneros alimentícios provenientes de Países Terceiros no
mercado comunitário, o operador económico tem de garantir que estes
cumprem os requisitos legais da UE.
Assim, e antes de solicitar à DRAP/RA ou à DSAVR a emissão do Documento Comum de Entrada (DCE) ou Documento Veterinário Comum de Entrada (DVCE) para importação de suplementos alimentares, o operador deve assegurar-se que os ingredientes destes produtos se encontram conformes com aqueles requisitos legais.
A verificação da conformidade dos ingredientes com a legislação aplicável é frequentemente um processo complexo e moroso, o que tem implicado atrasos no desalfandegamento dos produtos com os consequentes prejuízos financeiros.
Com o novo procedimento, são fixadas as normas a que devem obedecer os pedidos de Documento Comum de Entrada (DCE) ou Documento Veterinário Comum de Entrada (DVCE) destinados ao desalfandegamento de suplementos alimentares, tendo por base o preenchimento de um formulário próprio a preencher pelo operador.
Este formulário
permite a consulta das fontes de informação a que o operador económico
deve recorrer para assegurar a conformidade dos ingredientes, o que
permite uma maior transparência e celeridade do processo.
É ainda recomendável o estabelecimento de um período transitório destinado à consolidação deste procedimento, durante o qual se poderão continuar a utilizar as práticas atuais.
Assim, até ao fim do mês de junho o novo procedimento coexistirá com o procedimento em vigor.
O novo procedimento tornar-se-á obrigatório a partir do próximo mês de julho.
Mais informação poderá ser consultada na área do Portal DGAV relativa aos Suplementos Alimentares.
Fonte: DGAV
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Abates religiosos e receção dos animais vivos em matadouro
A DGAV preparou dois Esclarecimentos relativos a Procedimentos a implementar em Matadouros:
· Esclarecimento 4/2014 - Autorização de abate de animais para consumo humano segundo ritos religiosos;
· Esclarecimento 5/2014 - Controlos a efetuar pelos operadores responsáveis por matadouros na receção de animais vivos para abate.
Fonte: DGAV
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
Declaração de existências de apiários 2014
Durante o mês de junho de 2014, decorre mais um período obrigatório de "Declaração das Existências de Apiários", mediante o preenchimento e entrega do Mod. 490/DGAV nas Direções de Serviços de Alimentação e Veterinária Regionais (DSAVR) da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, nas Organizações de Apicultores protocoladas para o efeito, ou noutros locais.
A declaração poderá também ser efetuada online pelo próprio Apicultor, na “Área Reservada” do portal do IFAP - www.ifap.pt
Para consultar o Edital e para mais informações, consulte o menu - ABELHAS
Fonte: DGAV
Para consultar o Edital e para mais informações, consulte o menu - ABELHAS
Fonte: DGAV
Seminário “Gestão dos Alergénios na Restauração”
A SILLIKER
realizará no próximo dia 26 de Junho, em Lisboa, um
seminário sobre o tema “Gestão
dos Alergénios na Restauração” onde serão abordados os seguintes temas:
1. Aspectos
relacionados com a saúde pública:
- Alergias alimentares e prevalência
- Definições e tipo de reacções e sintomas
2. Exigências
regulamentares
3. Processo,
rastreabilidade e ferramentas para a gestão do risco de alergénios
4. Implementação
do sistema HACCP:
- Risco químico
5. Boas
práticas de produção
6. Casos
práticos
Fonte: Silliker Portugal
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
Workshop – Produção de Morango
Irá realizar-se, no próximo dia 14 de junho de 2014,
o workshop Produção de Morango, com a formadora Maria da Graça Palha,
do INIAV. Este evento é organizado pela entidade formadora TBerries, e
irá decorrer em Refojos – Santo Tirso.
As inscrições devem ser efetuadas através do e-mail geral.tberries@gmail.com ou tlm 968 258 561.
Fonte: AGROTEC
Nordeste transmontano investe 33 milhões de euros na amêndoa
Agricultores transmontanos estão apostar
na produção de amêndoa com investimentos de 33 milhões de euros na
expansão de amendoal na região maior produtora nacional deste fruto
seco, divulgou a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte.
Segundo dados avançados à Lusa pelo
director regional, Manuel Cardoso, depois de até 2009 se ter registado
um decréscimo do número de hectares de amendoal na região, regista-se
agora um aumento traduzido no número de pedidos de apoio financeiro ao
Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).
Mostrar que a produção de amêndoa no
Nordeste Transmontano tem potencial para crescer e que pode ser
lucrativa para os agricultores é o propósito das jornadas técnicas que
vão juntar especialistas e produtores, na sexta-feira, em Alfândega da
Fé.
No Nordeste Transmontano, sobretudo nas
zonas da Terra Quente e do Douro Superior, mais para o sul do Distrito
de Bragança, concentra-se a maior parte do amendoal português, 16 mil
dos cerca de 24 mil hectares, e daqui sai 67 por cento da produção
nacional de amêndoa.
O volume de negócios gerado por este
fruto seco em Trás-os-Montes ronda os oito mil euros por ano resultado
de uma produção de cerca de duas mil toneladas, enquanto a vizinha
Espanha, líder europeia na produção, colhe cerca de 220 mil toneladas
por ano.
As estatísticas oficiais revelem que o
interesse por esta cultura está a aumentar com a direcção regional de
agricultura a contabilizar «714 pedidos» de financiamento ao PRODER.
O director Manuel Cardoso adiantou que
estão aprovados subsídios no valor de 17 milhões de euros para um
investimento global de 33 milhões na expansão do amendoal em três mil
hectares.
Manuel Cardoso destacou que acrescem
ainda 12 milhões atribuídos pelo PRODER a alguns destes projectos como
prémio à primeira instalação, ou seja iniciativa de jovens agricultores.
Dinamizar a fileira da amêndoa é o
propósito dos promotores das jornadas programadas para Alfândega da Fé,
no âmbito de um projecto que envolve a Direcção Regional de Agricultura,
o Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas
(CITAB) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e do Centro de
Investigação da Montanha do Instituto Politécnico de Bragança.
A iniciativa vai juntar empresários,
produtores, técnicos e investigadores num debate sobre novas formas de
produzir e escoar a amêndoa de Trás-os-Montes e Alto Douro, através da
aposta em variedades locais, com mais sabor e aroma, na conservação de
variedades em extinção e no desenvolvimento de novos produtos ou até
novas formas de utilização, como por exemplo, na cosmética, como
explicou Ana Paula Silva, do CITAB.
«Temos condições naturais muito
favoráveis ao cultivo, que é feito, praticamente, em modo de produção
biológica. É também uma cultura económica e ambientalmente sustentável,
com um enquadramento perfeito com a vinha e o olival», sustentou.
Além disso, a amêndoa adapta-se «a uma
região desertificada e envelhecida como Trás-os-Montes pois os custos de
produção são relativamente reduzidos e exige pouca mão-de-obra quando
comparada com outras culturas, nomeadamente a vinha», esclareceu.
Fonte: AGROTEC
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
Seminário: 'Avaliação de Risco e Atividade Laboratorial na Segurança dos Alimentos'
A ASAE vai realizar no próximo dia 25 de junho de 2014 um seminário subordinado
ao tema 'Avaliação de
Risco e Atividade Laboratorial na Segurança dos Alimentos'.
Este Seminário terá lugar no Campus do Lumiar, Estrada do Paço do Lumiar, em Lisboa.
A inscrição é gratuita, limitada à capacidade da sala, devendo ser comunicada para o endereço de e-mail div.formacao@asae.pt com indicação do nome, função desempenhada e entidade.
Este Seminário terá lugar no Campus do Lumiar, Estrada do Paço do Lumiar, em Lisboa.
A inscrição é gratuita, limitada à capacidade da sala, devendo ser comunicada para o endereço de e-mail div.formacao@asae.pt com indicação do nome, função desempenhada e entidade.
Mais informação em asae.pt
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Cozinhar com um grelhador, sobre uma chama, fritar ou defumar a sua comida: Dicas para o ajudar a desfrutar da sua comida com segurança
Artigo completo em Cozinhar com um grelhador, sobre uma chama, fritar ou defumar a sua comida: Dicas para o ajudar a desfrutar da sua comida com segurança
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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Novo projecto europeu pretende expandir a produção, o marketing e o consumo de espécies europeias de pescado
A procura por produtos aquáticos seguros e com preço acessível está a aumentar na Europa. A aquacultura europeia poderia beneficiar desta procura; contudo, esta indústria enfrenta várias barreiras ao seu crescimento. O projecto DIVERSIFY (www.diversyfish.eu) financiado pela UE pretende ultrapassar os constrangimentos colocados à produção, marketing e consumo dos produtos de aquacultura europeia saudáveis e sustentáveis. Este projecto ajudará a satisfazer as exigências dos consumidores, a reduzir a importação de produtos de qualidade questionável e tornar esta indústria europeia líder mundial em tecnologia de aquacultura.
Desde 2000, a indústria de
aquacultura a nível global tem vindo a crescer a uma taxa de 7% ao ano;
no entanto, na Europa, a taxa de produção tem-se mantido estagnada.1 Os produtos europeus de aquacultura são saudáveis, seguros e sustentáveis. De acordo com a Comissão Europeia
, o consumo deste pescado e a expansão do sector ajudará a estabelecer a
Europa como líder global na tecnologia de produção de aquacultura sendo
também uma forma de satisfazer a procura dos consumidores por produtos
de pescado nutritivos e convenientes.
Constrangimentos na produção e fraca percepção dos consumidores dificultam a indústria
As actuais pescarias europeias estão sobre-exploradas, constituindo uma opção insustentável para atender aos requisitos dos produtos de pescado na Europa. Tem-se também verificado uma dependência crescente das importações estrangeiras; que se estima terem representado, em 2010, 65% do consumo de produtos aquáticos ; apesar dos produtos serem menos dispendiosos do que os produtos europeus de aquacultura, os controlos de salubridade e segurança nem sempre vão ao encontro dos padrões aceitáveis.2
As actuais pescarias europeias estão sobre-exploradas, constituindo uma opção insustentável para atender aos requisitos dos produtos de pescado na Europa. Tem-se também verificado uma dependência crescente das importações estrangeiras; que se estima terem representado, em 2010, 65% do consumo de produtos aquáticos ; apesar dos produtos serem menos dispendiosos do que os produtos europeus de aquacultura, os controlos de salubridade e segurança nem sempre vão ao encontro dos padrões aceitáveis.2
A indústria global de aquacultura experimentou um crescimento substancial, particularmente na Ásia e América do Sul.3 Apesar do referido, os consumidores europeus percepcionam os produtos da indústria de aquacultura como sendo de qualidade inferior comparativamente aos produtos aquáticos
oriundos das pescarias.4
A história do sucesso do salmão do Atlântico
Apesar
do mercado europeu de produtos de aquacultura incluir mais de 35
espécies, a produção é dominada por apenas algumas espécies
seleccionadas.5 Como resultado, tem-se verificado que durante
os períodos de baixa procura por parte dos consumidores, a produção da
maioria das espécies mais cultivadas excede a venda dos produtos. O
salmão do Atlântico tem constituído uma excepção a esta tendência de
elevada produção e baixa procura e constituiu a base para uma variedade
de produtos de valor acrescentado que têm vindo a revelar sucesso no
mercado. O referido parece atribuir-se à sua rápida taxa de crescimento e
porte elevado, que permitem o desenvolvimento de uma variedade de
produtos, que têm sido percepcionados de forma positiva pelos
consumidores europeus.
Pelo contrário, muitas outras espécies de
aquacultura são processadas e vendidas inteiras devido ao seu tamanho
pequeno. Por este facto, o projecto DIVERSIFY pretende desenvolver
conhecimento científico tendo como base a história de sucesso do salmão
do Atlântico.
Desenvolver novos produtos, chegar a novos mercados
Os
investigadores do projecto DIVERSIFY escolheram seis espécies de
pescado tendo por base o tamanho, a taxa de crescimento rápido e o seu
comprovado potencial de negócio. Estes peixes são provenientes de uma
vasta área geográfica dentro da Europa e serão a base para o
desenvolvimento de protótipos de produtos alimentares. As espécies
escolhidas incluem corvina (Argyrosomus regius), charuteiro-catarino (Seriola dumerili), cherne (Polyprion americanus), alabote do Atlântico (Hippoglossus hippoglossus), tainha (Mugil cephalus) e lucio-perca (Sander luciopeca).
A
maioria destas espécies foram escolhidas para serem cultivadas em torno
da região mediterrânica.
Porém, algumas espécies podem igualmente ser
cultivadas em águas frias (por exemplo, alabote do Atlântico e cherne),
bem como em sistemas de aquacultura de recirculação utilizando água doce
(lúcio-perca) ou em viveiros em águas costeiras (tainha). A
investigação científica sobre a cultura destas espécies incidirá sobre a
reprodução e genética, nutrição, larvicultura, crescimento para o
tamanho de mercado, saúde e qualidade do produto final.
É
essencial conduzir uma investigação acerca das estratégias de marketing
mais eficientes para a promoção destes produtos, que terá em
consideração as preferências dos consumidores. No que diz respeito ao
valor económico que derivará da investigação, serão elaborados planos de
negócio para o posicionamento no mercado para cada espécie. Os novos
produtos alimentares selecionados serão avaliados relativamente à sua
segurança, preservação e sucesso no mercado. O aumento do valor dos
produtos de aquacultura europeus irá também melhorar a perspectiva
económica do sector.
Adicionalmente à expansão da variedade dos
produtos de aquacultura e aumento da sua aceitação pelo público, o
projecto irá desenvolver técnicas e conhecimento que podem ser
implementadas e disseminadas através de várias actividades dirigidas às
partes interessadas incluindo fabricantes, retalhistas e consumidores.
Fonte: Eufic
Para mais informação
Dr Constantinos C Mylonas do Hellenic Center for Marine Research
na Grécia é o coordenador do projecto. O projecto DIVERSIFY é
multidisciplinar e inclui parceiros de nove pequenas e médias empresas,
três grandes empresas, cinco associações profissionais e uma organização
não-governamental de consumidores.
Para mais informações, por favor, visite www.diversifyfish.eu
DIVERSIFY
(Enhancing the European aquaculture by removing production bottlenecks
of emerging species, producing new species and accessing new markets) é
um projecto financiado pelo 7º Programa-Quadro da Comissão Europeia
(KBBE-2013-GA No 603121).
Referências
- Website da Comissão Europeia, secção Aquicultura.
- Comissão Europeia (2013). Orientações estratégicas para o desenvolvimento sustentável na aquicultura na UE.
- Website EUR-Lex, Construir um futuro sustentável para a aquicultura - Um novo ímpeto para a estratégia de desenvolvimento sustentável da aquicultura europeia.
- EUFIC (2009). Existirá muito mais peixe no mar? EUFIC Food Today n° 70.
- European Aquaculture Technology and Innovation Platform website, The Future of European Aquaculture.
terça-feira, 3 de junho de 2014
Aditivos alimentares e a sua reavaliação na União Europeia
A legislação europeia relativa aos aditivos alimentares baseia-se no princípio de que apenas aqueles aditivos que passaram uma avaliação completa da sua segurança estão autorizados a ser utilizados. Apesar do referido, um recente inquérito do Eurobarómetro indicou que 66% dos consumidores europeus se mostraram preocupados acerca da presença de aditivos nos produtos alimentares. Além disso, parece existir pouco conhecimento sobre a forma como a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) reavalia os aditivos alimentares actualmente em uso.
O que são os aditivos alimentares?
Os
aditivos alimentares são substâncias que não são normalmente consumidas
como alimentos, mas que são intencionalmente adicionadas aos produtos
alimentares com o propósito de desempenharem funções tecnológicas,
incluindo:1
• Antioxidantes (para prevenir a oxidação da gordura, evitando alterações na cor ou o desenvolvimento de ranço)
• Corantes (para melhorar, restabelecer ou dar cor)
• Emulsionantes, estabilizantes ou agentes gelificantes (para ajudar a misturar os ingredientes)
• Conservantes (para aumentar o tempo de prateleira, prevenindo a deterioração microbiana)
• Adoçantes (para conferir sabor doce)
• Corantes (para melhorar, restabelecer ou dar cor)
• Emulsionantes, estabilizantes ou agentes gelificantes (para ajudar a misturar os ingredientes)
• Conservantes (para aumentar o tempo de prateleira, prevenindo a deterioração microbiana)
• Adoçantes (para conferir sabor doce)
Enquadramento legislativo para a autorização dos aditivos alimentares
De acordo com a legislação da UE, todos os aditivos alimentares têm que ser autorizados antes de puderem ser utilizados nos produtos alimentares. O uso de um aditivo alimentar só pode ser autorizado se, tendo por base as evidências científicas disponíveis, o mesmo não colocar em risco a saúde do consumidor nas doses tipicamente utilizadas. Tem igualmente que existir uma necessidade tecnológica para a sua utilização, que não possa ser conseguida de outra forma. Para se utilizar um novo aditivo, é necessário efectuar-se um pedido formal à Comissão Europeia. Posteriormente, é apresentada a candidatura detalhada à EFSA, que fará a sua avaliação.
A EFSA é um organismo
científico independente que efectua a revisão de todos os estudos
relevantes relacionados com os aditivos (dados de toxicidade, estudos de
exposição humana, etc.) e emite uma opinião acerca da segurança do
aditivo para a saúde tendo por base as condições esperadas de
utilização. A partir do momento que a opinião da EFSA é publicada, a
Comissão Europeia e os peritos em aditivos alimentares de todos os
Estados-Membros da UE irão apreciá-la e decidir se a utilização do
aditivo deve ou não ser autorizada na UE. Se a decisão for favorável, a
candidatura passará primeiro pelo Conselho Europeu e pelo Parlamento
(para assegurar o cumprimento na íntegra da legislação europeia) e só
depois será autorizado e adicionado à lista dos aditivos aprovados pela
UE.1 A lista encontra-se publicada no Regulamento da Comissão (UE) No 1129/2011.2
Aos
aditivos autorizados, é-lhes atribuído um número E. Estes utilizam-se
para simplificar a rotulagem das substâncias, que muitas vezes
apresentam nomes químicos complexos. No rótulo de um produto alimentar, o
aditivo deve estar designado pelo nome da sua classe funcional, seguido
pelo seu nome específico ou pelo número E que lhe foi atribuído – por
exemplo, “edulcorante: aspartame” ou “edulcorante: E951”. Desta forma,
um número E é garantia que o aditivo passou todas as fases do processo
de escrutínio pela EFSA e pelos órgãos reguladores europeus.
Existem
centenas de aditivos; porém, apenas se podem utilizar aqueles que
integram a lista de aditivos aprovados pela UE (e somente nas condições
indicadas).3 Alguns aditivos alimentares, como o ácido
láctico (E270) e o ácido cítrico (E330) podem ser utilizados em
praticamente todos os produtos alimentares processados, enquanto outros,
como a natamicina (E235) têm uso mais restrito. Este último apenas pode
ser utilizado como preservante no tratamento superficial do queijo e
das salsichas.1
Porque estão a ser reavaliados os aditivos autorizados até à data de 20 de Janeiro de 2009?
Apesar de todos os aditivos alimentares actualmente em uso na UE terem sido integralmente avaliados e a sua utilização nos produtos alimentares nos níveis permitidos seja considerada segura, a Comissão solicitou à EFSA a reavaliação sistemática de todos os ingredientes que haviam sido autorizados até 20 de Janeiro de 2009. Muitas das avaliações originais tiveram lugar há décadas atrás e, por isso, faz todo o sentido reavaliar-se cada um dos aditivos tendo em conta a informação científica mais recente.1 A Comissão irá utilizar esta oportunidade para determinar a necessidade de revisão das condições actuais de uso para cada aditivo – por exemplo, a alteração da ingestão diária aceitável.4 A remoção de um aditivo da lista dos permitidos poderá também constituir uma opção, caso seja considerado necessário.
De que forma está a ser conduzida a reavaliação?
De
forma a priorizar as avaliações, estabeleceu-se um programa para a
reavaliação dos aditivos aprovados tendo por base critérios específicos
(tempo desde a última avaliação; disponibilidade de novos dados;
extensão do uso…). Por uma questão prática e de eficiência, as
avaliações serão, sempre que possível, conduzidas por classes funcionais
(ou seja, preservantes, antioxidantes, corantes).5 A tarefa
da EFSA é examinar a opinião original e o dossier, as informações
adicionais submetidas pela Comissão e pelos Estados-Membros e qualquer
outra literatura relevante publicada desde a última avaliação.
Estado actual do processo de reavaliação
Uma
vez que os corantes alimentares foram dos primeiros aditivos a serem
autorizados, a sua reavaliação é considerada prioritária. A utilização
do corante vermelho 2G (E128) foi suspensa em 2007, a seguir ao
aparecimento de novas evidências científicas que mostravam que a sua
utilização poderia constituir uma preocupação na saúde.6
Os conservantes e os antioxidantes são as classes seguintes na lista de
prioridades (serão reavaliados até ao final de 2015), seguidos dos
emulsionates, estabilizantes e agentes gelificantes (serão reavaliados
até ao final de 2016). Todos os outros aditivos serão reavaliados até ao
final de 2020.5
Referências
- European Commission (2013). Food Additives.
- REGULAMENTO (UE) N. o 1129/2011 DA COMISSÃO de 11 de Novembro de 2011 que altera o anexo II do Regulamento (CE) n. o 1333/2008 do Parlamento Europeu e do Conselho mediante o estabelecimento de uma lista da União de aditivos alimentares.
- EFSA (2012). The re-‘E’valuation of Europe’s food additives.
- EUFIC (2006). Q&As on Acceptable Daily Intakes (ADIs).
- REGULAMENTO (UE) N. o 257/2010 DA COMISSÃO de 25 de Março de 2010 que estabelece um programa de reavaliação de aditivos alimentares aprovados.
- EFSA (2007). Opinion on the food colour Red 2G (E128).
Fonte: Eufic
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
Formação APCER no âmbito da Segurança Alimentar
Entre junho e julho a APCER vai levar a efeito as seguintes acções de formação no âmbito da Segurança Alimentar:
- CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO DE AUDITORES INTERNOS DA SEGURANÇA ALIMENTAR ISO 22000:2005
- SISTEMA DE SEGURANÇA ALIMENTAR - HACCP
- SISTEMA HACCP PARA ESPECIALISTAS
- AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE LEGAL – SEGURANÇA ALIMENTAR
- CERTIFICAÇÃO/QUALIFICAÇÃO DE AUDITORES INTERNOS DA SEGURANÇA ALIMENTAR ISO 22000:2005
- SISTEMA DE SEGURANÇA ALIMENTAR - HACCP
- SISTEMA HACCP PARA ESPECIALISTAS
- AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE LEGAL – SEGURANÇA ALIMENTAR
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