quinta-feira, 23 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Queijo: De ovelha ou de vaca?
Por
cá achamos que queijo que não é de ovelha não é queijo que se preze. E
no entanto, os franceses, considerados os melhores do mundo, são
praticamente todos de vaca (desde o multitudinário camembert ao brie,
passando pelo mais industrial vache qui rit até aos ainda célebres comté
e beaufort), - com as excepções que confirmam a regra, como o dito
roquefort (bolorento e de ovelha) ou o chèvre (obviamente de cabra). Não
vamos aqui desfiar espécies de queijos franceses, que são centenas - o
próprio De Gaulle, como blague, dizia ser ingovernável um país com
tantas centenas.
Mas para leite de vaca, temos outras
celebridades mundiais: os suíços emmental e gruyère; os italianos
gorgonzola, parmigiano, provolone, mozzarella (este de búfala) e ricotta
(mistura de búfala e vaca); os britânicos stilton (magnífico queijo
bolorento harmonizado com vinho do Porto), cheddar e cottage (fresco);
os holandeses edam e gouda, etc. Já o grego fetta se faz com leite de
cabra e ovelha, e se pensarmos num dos mais famosos queijos do centro de
Espanha, o manchego, vemos que fica óptimo com ovelha e deslavado com
vaca.
França é o país que mais exporta
queijo em valor, e a Alemanha - que não tem nenhuma espécie que nos
fique na memória, em quantidade de produto. Quase todos de vaca.
Ora isto parece dever-se aos pastos
que há em cada região. Portugal, com fama de não ter pastos muito bons
para gado graúdo, safa-se nas ervas pequenas para ovelhas e cabras. Mas
há uma zona, os Açores, em que o pasto para vacas é rei: e aí temos o
belo queijo da ilha (sobretudo o São Jorge), feito precisamente de leite
de vaca. Já os pastos franceses, holandeses, italianos e britânicos são
magníficos para o gado bovino.
Actualmente em Portugal, dos de ovelha
mais conceituados, além dos de Serpa e Azeitão (ver caixa), temos os de
Castelo Branco, Alcains e Idanha-a-Nova (mais duros), os da Serra
(igualmente amanteigados), os pequenos alentejanos (Évora e Nisa) e
outros (como o transmontano tarrincho). Dos de vaca, além dos açorianos
da Ilha, há os de grande combate (limianos e castelões, por exemplo). E,
finalmente, misturas célebres, como o Rabaçal (ovelha e cabra) ou
outros apenas de cabra (transmontano).
Mas os franceses, e de vaca, são
essenciais numa boa tábua de queijos: um camembert, um brie e um
beaufort, entre os duros; depois talvez um bolorento de vaca, o
britânico stilton, e outro de ovelha, o roquefort; e salguemos isto com
um chèvre; acrescentemo-lhe um manchego de ovelha bem curado; e
ponhamo-lhe de portugueses um Serra (talvez preferisse o Serpa);
rematemos com uns meia-cura alentejanos (de Évora) de ovelha. Para os
estrangeiros, é procurar no Corte Inglès. Os nacionais andarão pelas
melhores mercearias e supermercados.
Resta lembrar que o queijo é um
produto feito a partir do leite coalhado, que vem de tempos imemoriais -
com vantagens de conservação e durabilidade em relação ao leite. E
também que os queijos artesanais quase desapareceram de Portugal, com a
perseguição da ASAE a lutar pelas normas higiénicas e industriais da UE -
que o resto da Europa faz coexistirem com os produtos gourmet dos
pequenos artífices particulares.
Queijo de Serpa - o meu n.º1
É a minha predilecção portuguesa em queijos: o de Serpa. É naturalmente alentejano, da zona da cidade que lhe dá nome. Contudo, a Denominação de Origem Protegida (DOP), confirmada pela União Europeia, envolve uma área que inclui a totalidade do distrito de Beja e cinco freguesias de três concelhos de Setúbal (São Domingos, Alvalade e Abela, no concelho de Santiago do Cacém, Azinheira dos Barros e São Mamede do Sádão, no concelho de Grândola, e Torrão, no concelho de Alcácer do Sal).
E depois há, também em Serpa, e
produzido da mesma forma, o presidia slow food, um queijo de ovelha que
se distingue por um período de maturação mais prolongado, no mínimo de
quatro meses.
Muito semelhante ao da Serra, o queijo
de Serpa é também coalhado com flor do Cardo, mas beneficia do sabor
mais intenso das pastagens alentejanas, que se reflecte depois no
produto final. É um queijo de ovelha curado (permanece um mínimo de 30
dias nas queijarias, em ambiente húmido, até atingir o ponto certo de
maturação), de pasta semi-mole, amanteigado.
Outro queijo excepcional da zona,
também de ovelha e amanteigado, mais pequeno do que o de Serpa, é o de
Azeitão (8 centímetros de diâmetro e 5 de altura) - mas este com a sua
DOP apenas no distrito de Setúbal (concelhos de Setúbal, Palmela e
Sesimbra).
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Queijo
quarta-feira, 15 de abril de 2015
IFFA 2015: o evento mundial sobre a cadeia produtiva de carne
Toda a informação sobre o evento mundial “IFFA 2015” que este ano se irá realizar em Frankfurt, de 7 a 12 de Maio, aqui.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Utilização do cardo como agente coagulante na produção do queijo - ponto da situação
O
Ministério da Agricultura e do Mar, através da DGAV e INIAV, e algumas
entidades representantes do setor produtivo – CATAA (Centro de Apoio
Tecnológico Agro-alimentar) e QUALIFICA (Associação Nacional de
Municípios e de Produtores para a Valorização e Qualificação dos
Produtos Tradicionais Portugueses) concluíram o dossier relativo ao
pedido de inclusão do extrato de cardo como coagulante no fabrico de
queijo na Lista comunitária de enzimas alimentares.
Desde o início do processo que a DGAV
tem estado em contacto com a Comissão através do Grupo de Trabalho de
Enzimas Alimentares, de forma a assegurar que a elaboração do dossier
cumpra os requisitos necessários à sua aprovação. A Comissão foi
alertada para a especificidade do pedido, dado o caráter tradicional e a
ancestralidade de utilização do cardo.
No decorrer dos contactos de Portugal
com a Comissão, ficou claro que as especificidades relativas ao cardo
como agente coagulante se encontram abrangidas pelos requisitos da
regulamentação aplicável.
O dossier é constituído por uma parte
administrativa e uma parte técnica, estabelecidas pelo Regulamento (UE)
n.º 234/2011 que executa um procedimento de autorização comum aplicável a
aditivos alimentares, enzimas alimentares e aromas alimentares, e
explicitada por referenciais orientadores da Comissão e da Autoridade
Europeia de Segurança Alimentar.
A parte técnica relativa à avaliação e
gestão de risco foi realizada pelas entidades oficiais e o histórico do
uso do cardo foi realizado pela Qualifica. A avaliação e gestão de
risco incluiu a caraterização necessária para a avaliação do risco, o
modo de preparação e a demonstração do papel essencial do extrato de
cardo no fabrico de alguns tipos de queijo tradicionais, nomeadamente
alguns beneficiando da Denominação de Origem Protegida (DOP).
A parte administrativa é da
responsabilidade das entidades que apresentaram o pedido (Qualifica,
CATAA), o qual, por indicação da Comissão Europeia, cabe às entidades
produtoras ou utilizadoras das enzimas (extrato de cardo).
O dossier relativo ao extrato de cardo
foi enviado pela QUALIFICA no passado dia 23 de fevereiro, à Comissão
Europeia (Unit E7 - Food improvement agents - DG Santé
Directorate-General for Health and Food Safety), seguindo o procedimento
estabelecido na Guidance da Comissão.
Na reunião do Grupo de Trabalho de
Enzimas Alimentares realizada em 24 de fevereiro, PT informou a Comissão
do envio do dossier, o qual, entretanto, já deu entrada na Comissão, a
25 de fevereiro de 2015.
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Queijo
segunda-feira, 13 de abril de 2015
APIC - Reunião Geral da Indústria de 15 de abril de 2015
Realiza-se dia 15 de Abril, em Santa Iria, um evento subordinado
ao tema "Os Desafios da Alimentação Animal: Estratégias de
Abastecimento, Qualidade e Segurança dos Alimentos para Animais".
O programa pode ser consultado aqui.
O programa pode ser consultado aqui.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Verificação e validação da higienização: investigação e desenvolvimento para o futuro?
O desenvolvimento de
métodos alternativos rápidos de monitorização de resíduos em superfícies contra
os métodos da década passada que eram lentos e não pró-activos auxiliam e
ajudam a garantir maior “shelf life”, economia no processo de fabrico devido a
dosagem correcta de detergentes e desinfectantes, menor trabalho e maior
produtividade.
Na gestão de
processos ganha-se um grande aliado no combate às contaminações sendo
importante compreender que estes novos sistemas não foram desenvolvidos para a
substituição dos métodos tradicionais microbiológicos, mas sim visando a
co-existência dos dois métodos o que se traduziria no ponto de equilíbrio ideal
para qualquer processo de implementação e manutenção do HACCP.
Caberá sempre ao gestor da garantia da qualidade
buscar uma forma de detectar e corrigir gargalos no processo produtivo de forma
a torná-lo mais seguros, rápidos e eficazes a fim de manter a credibilidade e o
reconhecimento do consumidor ao produto.
Tal como qualquer
outra área da ciência também a ciência aplicada ao ramo alimentar está em
constante mutação e evolução, pelo que uma área tão sensível como a higiene não
poderia ser diferente. Assim, começam a aparecer cada vez mais investigadores a
interessarem-se por este tema não só sensibilizados pela temática da saúde
pública mas também por esta área se poder vir a constituir como uma mais-valia
comercial para os centros ou empresas que os albergam.
Deste modo alguns
artigos e publicações referem já os primeiros avanços em testes que sem o uso
de instrumentos conseguem detectar resíduos de proteínas, hidratos de carbono,
gorduras ou até de certos níveis bacterianos resultantes de higienizações mal
feitas. Os cientistas chamam a estes produtos a “Próxima Geração de Testes”
para detecção de uma má higienização.
Com efeito, estes
testes propõem auxiliar e favorecer, principalmente, as pequenas e médias
empresas que agora poderão monitorizar e controlar melhor seus processos uma vez
que vários estudos comprovam a capacidade destes testes de detectarem baixos
níveis de resíduos proteicos, como os encontrados na indústria de produtos
prontos como saladas, vegetais preparados e cozidos. Nestes mesmos estudos
comprovou-se a capacidade dos testes detectarem hidratos de carbono e fosfatos
em apenas um minuto.
O futuro dirá se são
fiáveis e por outro lado, rentáveis, viáveis e fiáveis.
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Higienização,
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Validação
terça-feira, 7 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
quinta-feira, 2 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Leite microfiltrado já ouviu falar?
A filtração por membrana é uma técnica que utiliza uma barreira física,
sob a forma de membrana porosa ou filtro, para separar as partículas num
fluído. Estas partículas são separadas com base no seu tamanho e forma,
utilizando para tal o efeito da pressão e membranas especialmente
desenhadas para o processo, apresentando poros com diferentes diâmetros.
As técnicas clássicas utilizadas para melhorar a conservação e a segurança do leite
baseiam-se no tratamento térmico, como a pasteurização e esterilização, podendo alterar algumas das propriedades sensoriais do leite,
como o seu sabor, por exemplo.
A microfiltração constitui uma
alternativa ao tratamento térmico, na medida em que reduz a presença de
bactérias e aumenta a segurança microbiológica dos produtos lácteos, ao
mesmo tempo que preserva o seu sabor. O leite microfiltrado fresco
mantém-se durante mais tempo que o tradicional leite fresco
pasteurizado.
A
separação mais comum nesta categoria é a remoção de bactérias e esporos
do leite. Em algumas regiões a contagem das células somáticas do fresco
pode ser difícil de ser manuseada. Em outras partes do mundo os esporos
vegetativos associados com a alimentação animal passam diretamente do
animal para o leite produzido. Alguns destes esporos sobrevivem à
pasteurização e podem causar problemas de vida de prateleira de alguns
produtos. Microfiltração permite que o leite passe pelas membranas e
reduza o problema das bactérias que são muito grandes para passar pela
membrana. Isto também pode ser usado antes da pasteurização permitindo
uma validade maior dos produtos através de técnicas padrão.
A técnica de
microfiltração do leite mais promissora e ainda subtilizada é a
separação da caseína das proteínas do soro ou proteínas "Soro do leite".
Esta aplicação produz um leite concentrado rico em caseína que pode ser
utilizado na produção de queijo e fluxo de proteínas do soro de leite
livres de gordura, que pode ser posteriormente processada com
ultrafiltração para fazer um tipo de concentrado de proteína soro de
leite.
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membrana,
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